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O conceito de ponto de orvalho, ou dew point (DP), é usado para medir o conteúdo de umidade do ar, ou seja, a temperatura na qual a umidade do ar começa a condensar. Ponto de orvalho baixo ou negativo indica baixa umidade do ar. DP de -20ºC equivale a umidade específica de 620 ppm; -40ºC, 80 ppm; e -50ºC, 25 ppm. "Quanto mais baixo o DP, maior a velocidade de secagem."
Vale ressaltar a importância da escolha da tecnologia de secagem e a garantia de alguns parâmetros, como baixo ponto de orvalho, instrumentação para controle de processo, funil totalmente isolado, uso de bombas de alta pressão estática e peneiras moleculares de alta eficiência.
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"Vazão, temperatura e tempo de residência são fatores primordiais para uma boa secagem. No caso da desumidificação, além das características mencionadas, há também a necessidade de se obter um ponto de orvalho adequado", argumenta o gerente comercial da Ineal, de Santo André-SP, Ademir Martins.
O gerente técnico comercial da Wittmann Marcos Pedrassani acrescenta: "o controle do ponto de orvalho garante reduzida quantidade de água no ar de processo e, conseqüentemente, sua capacidade de absorção de umidade quando em contato com o plástico". Já a temperatura e o fluxo do ar devem ser controlados para assegurar carga térmica suficiente para elevar a temperatura da resina e facilitar a retirada da umidade do grânulo.
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| Pedrassami: resina determina o processo |
O controle da temperatura do ar de retorno evita que o superaquecimento provoque a fusão superficial dos grânulos (empedramento) e sua deterioração, ou oxidação, caso ocorra uma interrupção no ciclo de abastecimento (processo contínuo). O tempo de residência do material dentro do silo está relacionado ao consumo máximo de material e ao volume daquele recipiente.
| Especificados corretamente, garantirão a permanência do grânulo no tempo necessário para secagem e evitarão problemas de superaquecimento.
Para Pedrassani, os fatores determinantes para a escolha da tecnologia de secagem referem-se aos requisitos do produto, sejam eles estéticos ou mecânicos, e à estabilidade do processo. "Algumas resinas permitem qualquer processo de secagem, logicamente que com resultados finais diferentes. Sem dúvida, os equipamentos com o ar desumidificado apresentam melhores resultados." Há exceções como PET e PBT, entre outras que exigem a desumidificação. |
Cuca Jorge |
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| Secador recristalizador substitui o aglutinador |
Quanto à estabilidade do processo, Pedrassani argumenta que, estando a resina sob determinadas condições de temperatura e umidade controladas (no caso do desumidificador), tais parâmetros não influenciarão nas demais variáveis do processo, como temperatura de fusão, pressão de injeção, velocidade de injeção, etc.
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Opções - Dentre os fabricantes nacionais, a linha da Plast-Equip, comercializada pela Rax, inclui secadores a ar quente em três versões com vasta gama de modelos. As séries RHD e RPH compõem-se de um gerador de ar quente e um ou mais silos de secagem, para instalação ao lado da máquina ou em central.
A linha de desumidificadores também opera individualmente ou como central, garante temperatura de ponto de orvalho de - 40ºC e possui comando microprocessado. Um dos diferenciais, segundo Daniel Ebel, refere-se à regulagem individual da temperatura de secagem no silo e não no gerador de ar desumidificado. O recurso permite operar com padrões de temperaturas distintas em cada recipiente, sem a instalação de aquecedores extras, além de mesclar silos de diferentes capacidades na mesma central. "Garante grande flexibilidade e economia de energia", diz. |
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| Unidade móvel facilita locomoção dentro da
fábrica |
Faz parte da linha o modelo RD-75 projetado como unidade móvel sobre rodízios, facilitando a locomoção na fábrica, e disponível com recipientes de secagem de 75, 150 ou 300 litros. "Pode ser empregado como apoio para minimizar o tempo de espera nas trocas de material em sistemas de menor porte."
Além dos nacionais, a Rax oferece secadores importados da Maguire. O principal destaque fica por conta da linha Low Pressure Dryer (LPD), com tecnologia patenteada. Projetado para operar ao lado da máquina ou como central, trabalha em circuito fechado. O processo consiste basicamente em retirar a umidade do granulado por pressão e não por temperatura de ponto de orvalho.
Três compartimentos giratórios armazenam a resina. O primeiro estágio pré-aquece o material, operação que consome em média 20 minutos. No segundo, aplica-se o vácuo (atmosfera negativa) para extrair a umidade, durante 20 minutos. O terceiro giro abastece a máquina. "O tempo de secagem varia de acordo com a resina, mas em geral não ultrapassa 40 minutos."
Dentre as vantagens, cita o fato de operar sem peneira molecular, ou seja, sem cartucho para regenerar, e também a rapidez da secagem e a economia de energia elétrica. "Consome apenas 1/3 da energia de um desumidificador convencional." São três modelos desde 15 até 100 kg/hora de capacidade total. "Unidades maiores ainda não estão disponíveis", explica Ebel.
Outro fabricante nacional, a Ineal, conta com vasta linha de periféricos composta por secadores a ar quente, desumidificadores, secador
0 para PET (flake), alimentadores individuais e centrais, dosadores, válvulas de mistura e moinhos, entre outros. Dentre as principais características dos secadores/desumidificadores, Ademir Martins destaca os silos em aço inox, o revestimento térmico e a dupla leitura de temperatura (ar e material).
Fabrica ainda o secador/alimentador com única motorização para secagem e alimentação. Já os sistemas de desumidificação contam com duplo cartucho de peneira molecular, DP de -40°C, controle microprocessado de funções e silos com capacidades de até 7.000 litros. Os preços variam desde R$ 4.500, dos sistemas mais simples, até aproximadamente R$ 150.000, os mais complexos.
Na Brasilpack, de 8 a 12 de março, em São Paulo, a Ineal apresentou o secador recristalizador para flakes de PET. "O equipamento substitui o aglutinador, o grande vilão no consumo de energia elétrica, além de proporcionar melhor organização e automatização na fabrica", diz Martins. Segundo ele, o equipamento foi desenvolvido em virtude da crescente demanda do PET em flakes, em função do seu baixo custo em relação ao material virgem. "O sistema proporciona melhor qualidade do produto final e eficiência na produção, além de baixar gastos com a energia elétrica."
Fundada em agosto de 1990, a Ineal faturou mais de R$ 2,2 milhões em 2003 e pretende alcançar os R$ 3 milhões neste ano. De acordo com Martins, o mercado está bastante aquecido. "As vendas superaram as expectativas no primeiro semestre. Conseguimos ultrapassar mais da metade da nossa previsão. Da maneira como o mercado anda, acreditamos que o segundo semestre também será de grandes negócios."
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