Algumas considerações precisam ser feitas. A produtividade de uma injetora nova, conforme o caso, chega a ser bastante superior à da adaptada, o que provoca um retorno mais rápido do investimento realizado na compra de uma nova máquina. No caso das reformas, também não deve ser esquecido que os sistemas hidráulicos devem ser avaliados e, conforme o caso, substituídos, sob o risco do equipamento não responder de forma satisfatória às solicitações do novo comando eletrônico. “Não adianta colocar um sistema de injeção eletrônica desenvolvido para automóveis modernos em um Galaxie”, adverte Dottori, referindo-se ao antigo modelo de automóvel fabricado pela Ford.

Treinamento - A opinião é unânime entre os fabricantes de injetoras e os fornecedores de produtos eletrônicos. Tão importante quanto selecionar o modelo de controle mais adequado às suas necessidades é saber como operá-lo de forma a obter os melhores resultados. Na prática, isso não ocorre. Muitos transformadores não acompanham a evolução da tecnologia, desconhecem o potencial de suas próprias máquinas e não utilizam todos os recursos que elas proporcionam. O resultado do descuido encontra-se na obtenção de índices de produtividade aquém dos permitidos pelos equipamentos.

Uma das propriedades ainda pouco explorada, é a possibilidade oferecida pelos controles mais avançados de realizar o mapeamento estatístico dos processos de injeção. “Os operadores podem acompanhar se as variáveis de produção adotadas estão dentro dos padrões de tolerâncias desejadas a partir de gráficos que informam a média e o desvio padrão das características programadas, mas são poucos os que já se utilizam dessa ferramenta”, exemplifica Pantuffi. Outro recurso que não raro passa desapercebido é o da possibilidade de verificar qualquer alteração não desejada no processo de preenchimento dos moldes. 

Por essas e por outras, uma das grandes preocupações dos fornecedores de equipamentos tem sido a de intensificar o treinamento dos clientes. 

Cuca Jorge A Romi, além de patrocinar cursos os mais variados e de promover palestras para universitários e estudantes do nível técnico, entre outras atividades, inaugurou, no final do ano passado, em sua fábrica de Santa Bárbara do Oeste-SP, o Centro de Tecnologia de Injetoras de Plástico, voltado ao ensino dos recursos de suas injetoras aos usuários. 
Pantuffi: Sandretto usa controles exclusivos 

Modelos – Os principais fabricantes e importadores de injetoras oferecem várias opções de comando aos interessados. É o caso da Romi, que equipa as máquinas produzidas em Santa Bárbara d’Oeste com controles importados pela empresa austríaca B&R International e pela alemã Siemens. O modelo top da empresa é o Controlmaster 9, da B&R, que chegou ao mercado na edição de 2003 da Brasilplast. Baseado na tecnologia Windows, tem como principal atrativo o autogerenciamento de todas as variáveis presentes nos ciclos de injeção. “O modelo é compatível aos mais modernos existentes na Europa e recomendado para os transformadores que necessitam alcançar elevados índices de repetibilidade”, explica Dottori. Outro modelo, apontado pelo gerente de marketing da empresa como um pouco mais simples, mas bastante eficiente para operações de ciclo rápido, é o Controlmaster 8, também fornecido pela empresa austríaca.

Outra empresa que se utiliza dos controles fabricados pela B&R é a Battenfeld, que no Brasil mantém um escritório de importação das máquinas que fabrica na Alemanha. O controle mais avançado que equipa sua linha é o Unilog B4, desenvolvido a partir da plataforma Windows e dotado com recursos bastante avançados. A outra opção oferecida pela empresa é o modelo Unilog B2, com configuração um pouco mais simples. “Quando somos procurados pelos clientes realizamos em conjunto uma avaliação completa para descobrir qual dos dois controles apresenta melhor relação custo/benefício para a operação que será realizada”, garante Saltori. 

A Sandretto do Brasil, empresa do grupo italiano Cannon que produz injetoras em uma planta localizada na cidade de Arujá-SP, tem um fornecedor exclusivo de controles. Trata-se da empresa italiana Automata, também pertencente ao grupo Cannon. “Ao contrário das concorrentes, nossos controles não são adquiridos pelos fornecedores disponíveis no mercado, foram desenhados especificamente para nossas máquinas”, orgulha-se Pantuffi. 

O controle top de linha da Sandretto é o Sef 2000, CLP desenvolvido a partir da tecnologia VME, da Motorola, criada para aparelhos eletrônicos utilizados em locais hostis, como os existentes em ambientes de fábrica ou em regiões sujeitas a ações militares. “O Sef 2000 conta com os mais modernos recursos disponíveis no mercado”, afirma Pantuffi, repetindo o discurso de seus concorrentes. Outro modelo da empresa é o Sef Logica, mais simples e indicado de acordo com a relação custo/benefício desejada pelos clientes.


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