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Formato
diferenciado - A embalagem do tipo stand-up pouch está em franca
expansão, apesar de se destinar a nichos de produtos nobres. Levantamento
da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief)
aponta crescentes avanços. De acordo com estimativa da associação, o
segmento deve crescer 55%, entre 2002 e 2005, totalizando a venda de cerca
de 800 milhões de unidades no próximo ano. Esse consumo deverá ser
sustentado pelas indústrias de bebidas, ração animal, maionese, café e
condimentos desidratados, nesta ordem. De expressivo apelo visual, esse
tipo de formato se sobressai porque pode ficar em pé, garantindo mais
visibilidade no ponto-de-venda, e conservar o produto, mesmo após a
abertura da embalagem.
Atenta aos novos rumos do mercado, a
Canguru Embalagens, de Santa Catarina-SC, passou a comercializar
embalagens tipo stand-up pouch há dois anos. De acordo com o representante
de vendas e marketing Marcelo Vieira de Sá, além da estética, uma das
vantagens do produto refere-se aos diferentes sistemas de fechamento. “O
alimento, mesmo após a primeira abertura, pode ser fechado sem perder suas
propriedades”, comentou Vieira de Sá. Na avaliação dele, no Brasil esse
tipo de embalagem deve substituir não só o cartão, seu principal
concorrente, mas também o alumínio. “O formato apresenta as
características de conservação de uma lata, com a vantagem do
re-fechamento”, explicou. Em geral, as embalagens são coextrudadas em
polietileno, na parte interna da peça, e em poliéster, na
externa.
Para o técnico em embalagens da Canguru Alberto Edson
Fabre, o plástico tem avançado neste segmento, por conta das barreiras de
conservação. “O material tem propriedades que garantem proteção a raios
UV, umidade, odor e gás, entre outros”, afirmou. Os principais
consumidores da empresa são as indústrias de personal care, produtos de
limpeza, alimentícia e, mais recentemente, de ração animal. Essas
aplicações requerem, sobretudo, características de barreira e design.
Durante a Fispal, a empresa também apresentou novidades em sistemas de
fechamento, como o fecho auto-adesivo e o drawstring. O primeiro se baseia
no uso de fita adesiva e o segundo, de um cordão para fechar a
embalagem.
Personalização - Especializada no ramo de
pouch e stand-up pouch, a Tradbor Indústria e Comércio, de São Paulo, está
há dez anos no mercado. De acordo com o gerente administrativo Alan
Baumgarten, o principal destaque do formato é sua versatilidade. A
indústria nacional se abriu para essa novidade no final da década de 90,
com lenços umedecidos. “Esse produto foi o carro-chefe da produção dessa
embalagem em grande escala”, disse. Desde então, muitas variações nas
linhas têm garantido o sucesso do formato. A Tradbor possui peças em
diferentes modelos, tamanhos e materiais. Uma das principais
características do formato refere-se à diversidade de sistemas de
fechamento, como a utilização de tampas e de zíperes.
A
aplicação também é bastante variada. De acordo com Baumgarten, os modelos
atendem às necessidades das indústrias de alimentos, pet food, cosméticos
e agroquímicos, entre outros. Considerado uma embalagem premium, o modelo,
para Baumgarten, é um “pote flexível”. “É um substituto perfeito para
potes e vidros, com a vantagem de ocupar menos espaço durante o
transporte”, comentou. Em termos de custo, o formato se compara às
embalagens rígidas, porém proporciona ganhos logísticos.
A empresa
apresentou como novidade embalagens com design diferenciado, ou seja,
modelos criados com cortes personalizados, capazes de imitar qualquer
figura. “Fazemos embalagens em qualquer forma, para atrair o consumidor no
ponto-de-venda”, comentou Baumgarten. Uma das tendências, informa, é a
comercialização da pouch retort (embalagem esterilizada). O modelo, para
ele, agrega os benefícios de uma lata, sobretudo no que se refere à
conservação de produtos de pet food, atum e pratos prontos, como sopas.
Trata-se de um laminado de multicamada (PET, alumínio, poliamida e PP),
submetido a altas temperaturas de envase.
Para a Embalagens
Flexíveis Diadema, de Diadema-SP, a feira dá ao fabricante a oportunidade
de conhecer melhor as especificações dos clientes. Com o foco na
exportação, a empresa prevê destinar ao mercado internacional 15% da
produção, até 2005. Hoje, esse volume não chega a 5%. Com produção anual
de 6,5 mil t de produtos laminados, a Diadema baseia essa perspectiva na
forte atuação no mercado doméstico de embalagens para café a vácuo,
refrescos em pó e de figurinhas promocionais para a indústria de balas e
chicletes.
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