INOVAÇÕES DESTACAM EMBALAGENS FLEXÍVEIS

Organizadores fazem sacolas de plástico degradável para ressaltar as novas tendências


Renata Pachione

A 20ª Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Embalagens e Processos Industriais reuniu cerca de 70 mil pessoas no Anhembi, em São Paulo – SP, entre os dias 1 e 4 de junho. Tendências e inovações tecnológicas da indústria de alimentos marcaram presença em dois setores: o Fispack, ocupado por 1.058 empresas; e o Processa, com 706 estandes, totalizando 1.764 expositores. A sacola oficial do evento sintetizou os principais destaques apresentados ao mercado de embalagens plásticas. Feito com material degradável, o produto anunciou os novos rumos do setor, como o comprometimento da indústria plástica com a questão ecológica e o crescente consumo do polipropileno biorientado (BOPP). O lançamento também traduziu a consolidação das embalagens flexíveis e do conceito stand-up pouch. 

Responsável pela confecção da embalagem oficial do evento, a Antilhas Soluções Integradas para Embalagens apostou no plástico degradável com laminação de BOPP degradável. Desenvolvido com a tecnologia inglesa D2W, o produto pode se degradar no período de 60 dias a seis anos, enquanto a embalagem convencional levaria até cem anos para se decompor. A rapidez no processo se dá por conta do acréscimo de um aditivo na composição da peça.  

O ingrediente, comercializado no País pela rEs Brasil, fragiliza as ligações entre as moléculas de carbono e hidrogênio, produzindo fragmentos moleculares; estes, então, podem ser digeridos por fungos e bactérias, de forma fácil, iniciando, dessa forma, a segunda etapa do processo, no caso, a biodegradação. A adição desse agente, em média feita na proporção de 3% da matéria-prima bruta, não compromete as propriedades do material, como resistência, e tão pouco impõe restrições quanto à impressão ou ao design. A sacola da Fispal, por exemplo, possui efeito de tinta metalizada e foi criada a partir do conceito stand-up pouch de fechamento, sistema este capaz de manter a embalagem em pé. Cuca Jorge
Mestriner pretende faturar 10% maus com embalagem neste ano

De acordo com a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), o mercado de embalagens faturou R$ 23,7 bilhões em 2003 e, neste ano, deve crescer mais 10%. Apesar das dificuldades econômicas do País, para o presidente da Abre Fábio Mestriner, essa indústria se mantém graças à permanente renovação. Se no passado, o diferencial da embalagem se dava pela tecnologia ou pelo preço, hoje o design é a principal ferramenta no ponto-de-venda. Em função desse novo paradigma, os expositores apostaram nas embalagens flexíveis e em incrementos de alto valor agregado. 

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