Sobre rodas - O técnico em plásticos e ex-instrutor de treinamento do Senai Alexandre Farhan decidiu montar uma pequena escola em Guarulhos-SP, em 1996. Na época, a Escola LF ocupava área construída de 70 m². Hoje localizada no bairro paulistano da Móoca, na cidade de São Paulo, ocupa área quatro vezes maior e ainda planeja a inauguração de sua nova sede, que está sendo construída também em São Paulo, em terreno de 1.200 m² no bairro da Penha. "O rápido crescimento demonstra o sucesso do empreendimento", orgulha-se Alexandre Farhan, técnico de plástico que no passado trabalhou em várias empresas e também como professor do Senai, antes de fundar a escola.

Cuca Jorge A instituição de ensino também realiza cursos in company, com programas criados de acordo com as necessidades do contratante. Para atender melhor às empresas, a escola adotou uma medida ousada. Transformou a caçamba de um caminhão em uma autêntica sala de aula, equipada com lousa, televisão, vídeo, retroprojetor, carteiras e até uma injetora, onde podem ser produzidos pequenos lotes de peças e treinadas as técnicas da operação. 
Instruções incluem prática nos equipamentos disponíveis

"Fizemos isso porque muitas empresas que nos contratam não contam em suas dependências com local adequado e máquina disponível para a realização das aulas", conta Farhan. Desde que foi montado, há dois anos, o caminhão já percorreu várias cidades do interior paulista, do Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Quatro são os cursos principais oferecidos pela escola em suas dependências: analista técnico de materiais plásticos, com seis meses de duração e indicado para alunos com segundo grau; projetista de moldes, com quatro meses e para alunos capacitados para interpretar desenhos técnicos mecânicos; analista técnico de processo de injeção, com sete meses de duração e indicado para alunos alfabetizados; e analista técnico do processo de sopro, com cinco meses de técnicas e para alunos alfabetizados. O programa inclui aulas duas vezes por semana, complementadas por visitas a fabricantes de equipamentos, matérias-primas e transformadores.

Na opinião de Farhan, os certificados de conclusão dos cursos ministrados são reconhecidos pelo mercado. Segundo ele, a escola se empenha também na obtenção de vagas de trabalho para os alunos desempregados. "Até o apagão, nenhum de nossos alunos ficou sem colocação. Nos últimos meses, com a crise econômica, temos encontrado dificuldade para arrumar vagas para os alunos nas empresas", explica. Cuca Jorge
Farhan conta até com uma uma injetora para produção de pequenos lotes

Consultoria - O Projeto Excelência foi criado em 1998 por Adilson Passos, químico especializado no ramo de plásticos e profundo conhecedor dos problemas de injeção. Entre outras atividades, ele lecionou durante seis anos no Senai. A escola só organiza cursos nas dependências de seus clientes e funciona em moldes similares aos de uma consultoria. 

Cuca Jorge "Aproveito o tempo que fico dando os cursos para atender outras necessidades das empresas, como indicar a condição ideal de funcionamento das máquinas para as operações lá realizadas", conta o professor. 

Para exemplificar melhor sua atuação, ele conta um caso ocorrido quando lecionava na Lorenzetti. "Quando estive lá, os funcionários que faziam o curso me falaram de um problema com uma peça injetada em plástico, o corpo de um chuveiro, que apresentava elevado índice de perdas. Chegamos à conclusão que a temperatura do molde até então utilizada não era a mais adequada e o número de refugos diminuiu sensivelmente", conta. 

Passos leva cursos aos clientes e planeja ter sua própria sede

Como os demais concorrentes, ele também aposta na atividade e diz que em breve pretende investir na criação de uma sede própria, onde poderá ministrar cursos a alunos avulsos, que não sejam funcionários das indústrias que atende. "Acho que as empresas estão se conscientizando que investir em treinamento traz um retorno excelente", aposta. 

 

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