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foto: divulgação
CURSOS REFORÇAM A INDÚSTRIA NA BUSCA DA PRODUTIVIDADE
Transformação descobre que funcionários bem treinados propiciam melhor desempenho
e aposta no aperfeiçoamento de suas equipes
José Paulo San´t Anna
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O mercado de transformação de plástico torna-se a cada dia mais competitivo e exige das empresas do setor investimento constante de milhares e milhares de reais em diversas frentes. Além da aquisição de equipamentos sofisticados e de outros aspectos administrativos fundamentais, ganha espaço a manutenção de uma equipe de funcionários bem preparados, dos mais variados níveis. |
Cuca Jorge |
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| Cursos para público diverso abordam temas variados |
Aplicar no treinamento dos trabalhadores pode significar a obtenção de bons resultados para não perder espaço para a concorrência.
Esse quadro eleva a importância de um negócio ainda pouco explorado, mas que apresenta bom potencial de lucratividade. Trata-se do ensino especializado da tecnologia do plástico. Ainda raras, começam a surgir escolas que se aproveitam do aumento da demanda do mercado e oferecem cursos para públicos diversos, sobre temas e com durações os mais variados. Elas apostam na crescente percepção por parte das fábricas do aumento de produtividade propiciado por funcionários com maior nível de conhecimento dos equipamentos, matérias-primas e processos.
Entre essas escolas, algumas das mais procuradas são as paulistas Instituto Avançado do Plástico (IAP), Escola LF e Projeto Excelência. Elas foram fundadas por ex-professores da Escola Senai Mario Amato, única do Serviço Nacional da Indústria que conta com módulo especializado nos segredos da transformação.
Sob encomenda - A Escola Mario Amato é uma pioneira nacional no ensino de plástico em nível técnico, nascida em 1990, em conseqüência do grande avanço do uso do plástico nas mais variadas aplicações. "As máquinas e matérias-primas evoluíram e o Senai resolveu atender ao pedido das empresas do setor preocupadas em investir na melhoria da qualidade da mão-de-obra", explica Luiz Carlos Casemiro, coordenador do Núcleo de Tecnologia do Plástico do Senai.
| Cuca Jorge |
A instituição conta com um núcleo de atendimento às empresas, composto por uma equipe de técnicos que coloca à disposição da indústria várias opções de serviços. O núcleo oferece cursos rápidos que podem ser realizados nas instalações da escola ou nas próprias empresas, em qualquer local do Brasil, como o curso ministrado para os funcionários da fábrica da Nokya instalada em Manaus-AM. |
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| Casemiro (esq.) e Munhato avaliam as necessidades
das empresas |
O atendimento começa com a visita de um especialista do Senai na fábrica interessada em treinar sua equipe. O profissional faz uma avaliação das necessidades da empresa e recomenda o programa mais adequado. "De acordo com os problemas que encontramos podemos adotar os programas dos mesmos cursos que oferecemos em nossas instalações ou criar um específico, que atenda às prioridades da fábrica", explica Sidnei Munhato, coordenador técnico de relações com o mercado da instituição. A crescente procura pelo serviço é a maior prova do sucesso da iniciativa. "O serviço vem crescendo ano a ano. No ano passado realizamos 43 cursos in company, contra 35 em 2002", revela o coordenador.
A Escola Mario Amato também atende alunos não vinculados às empresas. Em suas dependências organiza turmas para a formação de técnicos de plásticos, a partir de um curso com quatro semestres de duração voltado para alunos com segundo grau completo. Também oferece o curso de ferramenteiro de moldes para termoplásticos, com duração de dois semestres, para quem concluiu o primeiro grau. "A seleção dos alunos é feita a partir de um exame", esclarece Henrique Alberto Hehn, responsável pelos programas.
Além disso, a escola oferece cursos de menor duração, com programas específicos para a aprendizagem de determinados temas e voltados para todos os interessados. "Os mais procurados são os de preparador e regulador de máquinas de injeção ou extrusão, e os de introdução à tecnologia de materiais plásticos", diz Munhato.
Os estudantes contam com ampla oficina para praticarem os conhecimentos teóricos. Lá encontram-se injetoras com modernos CLPs, sopradoras e extrusoras, entre outros componentes de usinagem de metais, como tornos ou máquinas de eletroerosão. Os alunos dos cursos in company também podem fazer estágio nas oficinas da escola, caso ocorra o interesse do contratante.
Eventos - O IAP nasceu por iniciativa do engenheiro Gilmar Martins, que defendeu tese de mestrado sobre embalagens plásticas flexíveis, e apresenta em seu currículo passagens pela Braskem, onde trabalhou por doze anos, e Polialden, na qual permaneceu cinco anos. Como professor, ministrou aulas sobre plástico na escola de engenharia Mauá e no próprio Senai.
A idéia de montar a escola surgiu por meio dos incentivos que o profissional recebia das empresas do ramo com as quais mantinha contato e que sentiam a falta de profissionais bem treinados no mercado. O primeiro passo nesse sentido ocorreu no ano 2000. Naquela época, Martins organizou um evento na Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abimaq), com o apoio da fabricante de extrusoras Rulli, no qual foram ensinados alguns dos segredos da extrusão para um público de 40 pessoas. "A experiência foi um sucesso", conta o engenheiro.
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Hoje, o IAP promove, em média, dois eventos similares por mês, todos apoiados por sindicatos e federações da indústria de várias regiões do País e patrocinados por empresas como Rulli, Romi, Basf, Brasimet e Polimold, entre outras. Os cursos têm duração curta e, não raro, ocorrem em paralelo às feiras e exposições ligadas ao setor. São ministrados pelo próprio professor Martins ou, conforme o tema, por profissionais de destaque do mercado, na maioria das vezes ligados aos patrocinadores. |
Cuca Jorge |
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| Martins: soluções para injeção e extrusão de
filmes atraem mais |
Eventos à parte, o IAP também promove cursos in company os mais variados. "Já atendemos inúmeros transformadores de plástico importantes do cenário nacional, como Barra do Piraí, Indeplast, Plasticom e outros", orgulha-se o engenheiro. Além disso, oferece cursos em sua sede, localizada no município de São Bernardo do Campo-SP, onde atende muitos profissionais interessados em aprender os princípios da transformação de plástico. "Muitos de nossos alunos não atuam diretamente no chão das fábricas, são ligados aos departamentos comerciais das empresas do setor ou interessados em entrar no ramo", informa.
Os cursos do IAP abordam três segmentos básicos da indústria do plástico: injeção, extrusão de filmes e embalagens. Para cada segmento são oferecidos programas voltados para temas e públicos distintos. "Os de maior sucesso são os de resolução de problemas para injeção e extrusão de filmes", revela Martins. Mas isso não impede que sejam abordados temas pouco usuais. "Estamos sempre atentos aos assuntos do momento. Já realizamos, por exemplo, um evento para esclarecer as empresas sobre como lucrar exportando embalagens plásticas, aproveitando o bom momento da balança comercial brasileira", acrescenta.
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