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EASTMAN INVESTE MAIS NO MERCADO DE CHAPAS
A Eastman Chemical reestruturou sua atuação no mercado de copoliéster. As novas estratégias incluíram o fechamento da planta de Hartlepool, na Inglaterra, e ações para agilizar a comercialização de chapas. Além da resina, a companhia passou a distribuir as chapas prontas no Brasil e México, segundo Ignacio Garcia, da área de serviços técnicos para a América Latina da unidade mexicana da Eastman Plásticos Especiais. "Embora a injeção represente a maior fatia da demanda de copoliéster, a extrusão de chapas é a aplicação que mais cresce", afirma.
De acordo com Garcia, Brasil e México são os principais mercados da companhia na América Latina. "Pretendemos expandir a atuação para os demais países da região." O novo modelo de negócio garante inúmeras vantagens, segundo gerente de vendas para área de chapas e filmes da Eastman do Brasil, Jefferson Orlando Garbelotti.
A primeira refere-se à compra do material diretamente da Eastman no Brasil ou no México, países em que passa a atuar com estoque, ou seja, o distribuidor deixa de ser o responsável pela importação das chapas para adquiri-las no mercado local. "Com a companhia à frente da comercialização, o processo ganhou agilidade e economia."
Além de contar com a pronta entrega, o distribuidor pode adquirir volumes menores do produto, no mínimo duas toneladas, e com pagamento facilitado. Na avaliação da Eastman, a importação dificultava a transação comercial das empresas de menor porte.
Como a maioria dos distribuidores está concentrada em São Paulo, a companhia resolveu centralizar o estoque em São Bernardo do Campo-SP. "Diante dessa nova infra-estrutura, a médio prazo, iremos exportar as chapas de Spectar para atender o Mercosul com vantagens semelhantes", diz Garbelotti.
As chapas de copoliéster da Eastman, há oito anos no mercado, podem ser parafusadas, termoformadas e dobradas à frio - sem apresentar qualquer vestígio de rachaduras e irregularidades, sendo de 15 a 20 vezes mais resistentes que acrílico, com preço inferior ao policarbonato, segundo o fabricante.
Podem ainda ser serradas, rebitadas, furadas com broca, perfuradas, cizalhadas e usinadas sem provocar qualquer estilhaço. Material reciclável e atóxico, o copoliéster foi aprovado pela FDA para entrar em contato com alimentos. Tem alta resistência química e ao impacto.
Dois tipos de chapas serão comercializadas, com e sem proteção contra os raios UV, para uso externo e interno, respectivamente. Além disso, não precisam ser pré-secadas antes do processo de termoformagem e necessitam de menor temperatura do forno, o que garante processamento mais rápido em relação ao acrílico e o policarbonato.
Dentre as aplicações estão peças técnicas termoformadas, displays para ponto-de-venda, mostruários, sistemas de prateleiras e racks, letreiros internos e externos, partes frontais de máquinas de venda de refrigerantes, abrigos em paradas de ônibus, viseiras e capacetes e na indústria moveleira.
Produção - Outra mudança importante anunciada pela Eastman Chemical foi o fim das operações da planta de Hartlepool, na Inglaterra, para a consolidação da produção em outras localidades. Em contrapartida, vai aumentar sua capacidade de fabricação de copoliéster em sua sede em Kingsport, no Tennessee (EUA), com o objetivo de acompanhar o futuro crescimento do mercado.
"A decisão de fechar Hartlepool foi bastante difícil devido ao impacto causado aos profissionais altamente qualificados que tínhamos lá," disse o vice-presidente executivo e presidente da Divisão da Eastman Chemical Company, Jim Rogers. A iniciativa visa ainda consolidar a produção em locais com melhor integração com o fluxo de matéria-prima.
A fábrica de Hartlepool produz uma variedade de copoliésteres, incluindo o Eastar Bio, um copoliéster biodegradável. Enquanto a Eastman espera a completa transferência desta produção para a fábrica em Kingsport, a demanda será bem suportada pela planta de produção de copoliéster em Kuantan, na Malásia, que terá sua capacidade de produção otimizada.
Com sede em Kingsport, a Eastman fabrica e comercializa produtos químicos, fibras e plásticos em todo o mundo. A companhia emprega aproximadamente 15.800 pessoas em mais de 30 países, e vendeu US$5.8 bilhões em 2003.
S. F.
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