Parte dessa expectativa deriva dos frutos a serem colhidos com o aumento das exportações. Em 2004, as vendas externas da filial brasileira deverão representar 20% do total faturado. "A Piovan do Brasil exporta para toda a América Latina, Estados Unidos, África e Itália."

Ressalta ainda a consolidação da companhia no mercado internacional com as demais filiais, como a mexicana, inaugurada durante a Plastimagen, de 27 a 30 de abril, na Cidade do México. "Nasceu com 70% de participação no segmento de equipamentos para a indústria de preformas de PET e com a função de abrir caminho para as demais linhas de equipamentos fabricados pela matriz."

A terceira fábrica da companhia será inaugurada até o final do ano na China. As outras ficam na Itália e no Brasil. Oferece ainda serviços de assistência técnica na Argentina, Colômbia, Peru, Chile, Venezuela e México. As operações no Chile, sob responsabilidade do Brasil, estão em andamento, segundo Prado.
Em 2004, a Piovan do Brasil lançou os dosadores de masterbatch e controladores de temperatura de moldes a água. "No próximo mês, lançaremos o modelo a óleo, além de uma linha de desumidificadores, todos nacionais", promete.

Pé da máquina - O gerente comercial da Ineal, de Santo André - SP, Ademir Martins, registrou o avanço dos moinhos de baixa rotação no mercado nacional. "Garante maior flexibilidade na produção e contribui para a redução dos custos, eliminando a movimentação de material dentro da fábrica", avalia. Cuca Jorge
Martins: moinho flexibiliza a produção

A linha de equipamentos da empresa inclui os moinhos de baixa rotação, desde 10 kg/h até 100 kg/h, em versões com três e nove facas rotativas, além de uma faca fixa, e três tamanhos de bocal de alimentação (100 mm x 100 mm, 200 mm x 200 mm e 300 mm x 300 mm).

A empresa também fabrica um conjunto com alimentador e válvula proporcional, dentre outros sistemas. Segundo Martins, o mercado começou a reagir. "A necessidade de aproveitamento das sobras do processo, em função do alto custo da matéria-prima, resultou num expressivo aumento da demanda de moinhos nos últimos anos. Em 2004, isso não vai mudar", acredita.

O mercado de reciclagem pós-consumo também está comprador, na avaliação de Martins. "Apesar de atuarmos com pequena parcela no que se refere aos moinhos, estimamos em aproximadamente 30% a nossa participação nas vendas de equipamentos para tratar o material reciclado, tais como secagem e alimentação." As exportações fazem parte dos planos da empresa para 2005.

A Rax Representações, de São Paulo, importa os moinhos da Rapid, da Suécia. A linha inclui desde os modelos para uso ao lado da máquina às séries com capacidade de mais de 2.000 kg/h e moagem de peças de grandes dimensões. Como principais características técnicas, o diretor da Rax Daniel Ebel cita os baixos índices de consumo de energia elétrica, de manutenção e de geração de ruído e de pó durante a moagem. Garante ainda alta qualidade do material moído e longa durabilidade das facas, cuja troca e afiação ocorrem de forma simples e ágil, segundo o fabricante. "Atendem a todas as normas de segurança mundiais, inclusive às do novo projeto nacional."

Cuca Jorge Outra vantagem importante refere-se à extensa linha de acessórios capazes de adequar cada modelo às necessidades do mercado. Recentemente, a Rapid lançou nova linha de moinhos com abertura frontal da caixa de corte. "Facilita a limpeza e a manutenção do equipamento."

No campo da reciclagem pós-consumo, Ebel ressalta a parceria entre a Rapid e empresas européias e norte-americanas para a fabricação de linhas específicas, incluindo as destinadas à recuperação de garrafas PET que demanda facas de altíssima resistência e durabilidade, aliadas a produções de 500 a 1.500 kg/h.
Em três versões de tamanho, máquina processa até 100 kg/h

Embora não exista um carro-chefe de vendas, a linha 15, composta por moinhos de pequeno porte para trabalhar ao lado de injetoras e sopradoras, representa o maior volume em termos de produção. As vantagens desses equipamentos são evidentes, na avaliação de Ebel, assim como a tendência de substituir as centrais de moagem por células dedicadas.

"O sopro gera de 20% a 40% de sobras, tornando quase obrigatório o uso de células fechadas. Na injeção, os canais representam de 10% a 30% do peso da peça injetada", argumenta. As células incluem ainda um alimentador automático e uma válvula proporcional. "O mercado está evoluindo rapidamente neste sentido, porém ainda existe muito a ser feito." Cuca Jorge
Ebel: sopro gera muita apara e requer uso de célula fechada

Dentre as principais vantagens, Ebel cita a eliminação de estoques de material moído, em geral em cores diferentes, minando o risco de contaminação e desperdício de matérias-primas. Porém, necessita de investimento inicial maior quando comparada à instalação de um único moinho central.

Grande exportadora de moinhos, a Rapid escoa 90% da produção no exterior. As vendas no Brasil, segundo Ebel, estão limitadas desde 2000. "Devem alcançar maior participação com a introdução da norma de segurança. Os clientes brasileiros da Rapid não compram preço, e sim uma solução de máximo custo/benefício."

<<< Anterior

Próxima >>>