Fabricadas com cinco forças de fechamento, as máquinas da série Logica abrangem o modelo 370/70, com 70 toneladas de força de fechamento, e parafusos injetores nos diâmetros de 35 mm, 40 mm ou 45 mm, comportando respectivamente volumes de injeção de 168 cm³, 220 cm³ e 278 cm³, e têm passagem entre colunas de 325 mm x 325 mm. O modelo 580/100, de 100 toneladas de força de fechamento, tem passagem entre colunas de 370 mm x 370 mm, e parafusos injetores com diâmetros de 43 mm, 48 mm ou 53 mm, comportando volumes de 312 cm³, 389 cm³ e 474 cm³, respectivamente. Já a máquina 770/130, com 130 toneladas de força de fechamento, apresenta distância entre colunas de 415 mm x 415 mm, além de parafusos injetores de 48 mm, 53 mm e 58 mm, e volumes de injeção de 416cm³ , 507cm³ e 607 cm³. O maior sistema, com 220 toneladas de força de fechamento, apresenta passagem entre colunas para os moldes de 510 mm x 510 mm, parafusos injetores de 53 mm, 58 mm e 63 mm, comportando volumes de injeção de 507 cm³, 607 cm³ e 717 cm³.

Cuca Jorge Outro equipamento em destaque pela Sandretto foi a injetora da série SB Uno 260/80. Lançada na penúltima Brasilplast, essa série comporta máquinas providas de software desenvolvido pela própria empresa e unidades de controle com dois microprocessadores, da Intel e Motorola, de última geração, visando assegurar controle absoluto de todos os parâmetros de processo. 
Lançamento da Jasot permite cinco velocidades, segundo Scherer
Possuindo duplos cilindros de injeção e arraste, o grupo de injeção modular dessa série desliza por intermédio de guias cromadas com buchas auto-lubrificantes e viabiliza ampla gama de perfis de rosca. Com capacidade de memória para cem moldes e apta a realizar controle estatístico de processo, a injetora exibida ao público pode registrar histórico das programações, informando as 300 últimas alterações realizadas na máquina. Cuca Jorge

No estande da Jasot, o centro das atenções voltou-se para o lançamento da injetora IJ-460/140, de 140 toneladas de força de fechamento, acionada por sistema hidráulico, e cujo modelo standard já sai de fábrica com 60 memórias para moldes. Provida de sistema de fechamento com cinco pontos de articulação e malha fechada (closed loop), que permite a auto-regulagem na injeção e no fechamento, a máquina também possui placa extratora, encosto de bico de injeção duplo e bomba de vazão variável, integrando a unidade de injeção com selo Bosch.

"Nossos sistemas permitem injeções em sete estágios e possuem cinco velocidades de fechamento, tendo como opcional a possibilidade de injetar também com acumulador que atua como multiplicador de velocidade", explicou Cleber Scherer, gerente de vendas da Jasot.

Concebida para permitir diferentes configurações, a unidade de injeção pode integrar roscas com diâmetros de 40 mm, 45 mm e 50 mm, e pesos máximos injetáveis de 304 gramas, 386 gramas e 476 gramas, respectivamente.

No segmento de máquinas híbridas, integradas por sistemas elétricos e hidráulicos, o destaque desta feira ficou por conta da Romi que expôs a injetora horizontal Velox 220 H, para ciclos ultra-rápidos. Com 220 toneladas de força de fechamento do molde, a máquina foi especialmente desenvolvida para injetar paredes finas, produzindo descartáveis, como copos, talheres e pratos em PS, PE e PP, em espessuras a partir de 0,4 mm e uma infinidade de outros materiais.

MODERMAQ FRUSTRA VENDA MÁQUINAS

Os transformadores do setor plástico precisam urgentemente modernizar seu parque industrial, segundo considera Guido Pelizzari, presidente da Câmara Setorial de Máquinas para a Indústria do Plástico, uma das mais atuantes agremiações de empresários da Abimaq - Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos. "Estima-se que 75% das 25 mil injetoras instaladas no País tenham mais de quinze anos de uso, tornando-se por isso fundamental estimular a modernização com incentivos governamentais concretos, o que significa desonerar de impostos o setor de bens de capital, facilitando o acesso das micro, pequenas e médias empresas às linhas de financiamento", afirmou Pelizzari.

Segundo ele analisa, no final de 2003 e início de 2004, o setor estava convicto de que alcançaria forte crescimento, superior em duas a três vezes o percentual de crescimento do PIB, levando para isso em conta a entrada em vigor do anunciado Modermaq. Mas a demora na sua regulamentação, os entraves para a implementação da política econômica, os altos custos dos juros e a persistente dificuldade para se obter crédito para a compra de equipamentos, deixaram os empresários preocupados em relação aos resultados esperados.

No balanço de 2003, o setor de máquinas e acessórios para as indústrias de transformação acabou apresentando queda de faturamento nas vendas ao mercado interno em função da crise econômica e dos aumentos das matérias-primas, o que se refletiu sobretudo nas empresas de menor porte. No entanto, de acordo com os indicadores da Abimaq, no primeiro trimestre de 2004 houve crescimento de 22,4% no faturamento, com as exportações passando de US$ 6,7 milhões no primeiro trimestre de 2003, para US$ 12,29 milhões em igual período de 2004, "o que representou crescimento de 83,5% e demonstrou o alto grau de competitividade e de tecnologia das máquinas produzidas no Brasil", afirmou Pelizzari.

"O setor de transformação de plásticos está diretamente ligado aos movimentos da massa salarial e, se não houver uma rápida recuperação no nível de empregos, as chances de crescimento diminuem", explicou.

Atualmente, 150 empresas cadastradas junto à Abimaq, e que atuam no segmento de máquinas para a indústria do plástico, revelam a intenção de canalizar investimentos para a modernização do parque industrial e para promover melhorias na qualidade, visando alcançar expansões produtivas e melhorar a competitividade para aumentar as exportações.

"O nosso segmento está muito comprometido em aumentar as exportações. Em 2003, as exportações cresceram em cerca de 52% e, graças ao apoio da Apex, temos participado de feiras, como a Argenplas, na Argentina, e a Plastimagen, no México, incluindo a realização de inúmeras missões comerciais em diversos países, o que nos leva a crer que teremos aumento de no mínimo 15% nas exportações de 2004", considerou Pelizzari.


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