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Mais metalocênicas - A Rio Polímeros não faz segredos há tempos de seus projetos de produzir resinas metalocênicas. Os planos custaram a sair do papel, mas a fábrica já está quase pronta: 70% da construção e da montagem estão concluídos. Cumprido o cronograma, a unidade entra em operação em dezembro deste ano, prevê a gerente de marketing Gilda Bouch. A unidade industrial comporta um total de 540 mil toneladas de polietilenos, em duas linhas de reação de 270 mil toneladas cada, aptas à polimerização de PEAD e PEBDL convencionais e metalocênicos. "A estimativa é de dez grades de PEAD convencional, dez de PEBDL convencional e três de PEBDL metalocênico", planeja Gilda.
A tecnologia de produção também é a Univation. A estratégia da empresa, explica Gilda, consiste em oferecer produtos de qualidade com serviço diferenciado ao cliente, com entregas programadas, assistência técnica preventiva e parcerias no desenvolvimento de produtos. A gerente reconhece o estado embrionário do mercado brasileiro para essas resinas. Porém, acredita na consolidação do produto nos próximos anos, considerando a entrada da Braskem nesse mercado em direção aos novos desenvolvimentos.
Lastreada na promessa da Petroquímica União de expandir a produção de etileno em 200 mil toneladas anuais, também a Polietilenos União planeja construir fábrica, contando com repasse integral dessa quantidade. A empresa ainda não decidiu se optará por uma unidade swing, capaz de polimerizar PEAD e PEBDL, ou investirá em reatores dedicados ao processamento de PEAD. "A viabilidade econômica de mercado e custo de tecnologia deve definir qual resina será produzida", diz o gerente de desenvolvimento de produtos e serviços técnicos Mauro Azanha. Também deve pesar na balança a entrada em operação da Rio Polímeros.
| A Unipar, dona 100% da Polietilenos União, tem participação de 33% na
Riopol. Caso a planta saia do papel no prazo previsto, a nova unidade entra em operação no primeiro semestre de 2007. Hoje a Polietilenos União atua apenas no mercado de baixa densidade tradicional, obtido pelo processo de alta pressão. |
Cuca Jorge |
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| Azanha: autoclave assegura perda mínima de
material |
Aposta no PEAD - Os últimos desenvolvimentos anunciados pelos fabricantes privilegiam a resina de alta densidade e diversos mercados. Só a Ipiranga ampliou seu cardápio em três novos grades: o GM 5250 OC, para fabricação de tubos corrugados para esgoto sanitário e águas pluviais; o GP 9452 F, destinado à produção de filmes, e indicado em especial à produção de sacolas plásticas tipo camiseta com especificações da norma técnica NBR 14937 (em vigor a partir de 30 de abril de 2004); e a GE 4960 BR, apropriada para o segmento de sopro de frascos coextrudados. Já a Braskem lançou novo grade que combina as propriedades do PEAD com as características de processamento do PEBDL.
A Ipiranga concentra toda sua produção no pólo petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul. Lá opera três unidades dedicadas à polimerização de PEAD com tecnologia Basell Hostalen, totalizando 400 mil toneladas anuais de capacidade instalada, e uma planta multipropósito de 150 mil t/ano de PEAD/PEBDL, processados com base na tecnologia Spherilene, também da Basell. "A Hostalen é a melhor tecnologia mundial para produção de filmes e especialidades, como tubos", assegura o assessor comercial Geraldo Luiz
Markus.
| Cuca Jorge |
Projetos para substituir produtos convencionais (cerâmica, concreto e PVC) e a expectativa de investimentos por parte da União em saneamento básico desencadeou o desenvolvimento do novo PEAD GM 5250
OC. Além da característica inerente do PEAD de resistir a ataques químicos, inclusive às condições adversas de composição do solo, a nova resina confere elevada resistência à abrasão, alta resistência a impactos, leveza e grande flexibilidade. |
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| Markus aposta nos tubos plásticos em saneamento |
Por terem estrutura externa corrugada, os coletores de esgoto fabricados com essa resina podem receber cargas pontuais de até 20 toneladas, entre outras vantagens.
Já a promotora do novo grade para filmes é a norma ABNT NBR 14937, que determina os requisitos mínimos de qualidade para sacolas plásticas tipo camiseta. Com melhores propriedades mecânicas em relação à variedade antecessora, a nova GP 9452 F, uma resina de alta massa molecular, eleva em até 50% a resistência de sacos e sacolas plásticas, sem aumentar a espessura do filme. Testes elaborados pelo fabricante asseguram que a nova resina atende às exigências da norma mesmo em filmes de espessura de 12 micra e 10 micra, ou em testes de perfuração com dardos de 100 g e 120 g (o exigido é 80g). Para obter a novidade, a Ipiranga promoveu modificações no sistema catalítico de polimerização, e alterações de processo.
O terceiro beneficiado foi o segmento de garrafas multicamadas do tipo longa vida, embalagens opcionais às caixinhas Tetrapack. Denominado GE 4960 BR, o novo grade de PEAD, um homopolímero com densidade 1.000 g/cm³ e taxa de fluidez de 0,50 g/10 min., foi desenvolvido em especial para o sopro de frascos coextrudados. A resina já sai da Ipiranga aditivada com dióxido de titânio, que assegura maior longevidade à embalagem, e com garantia de procedência do masterbatch, aprovado pela FDA para contato com alimentos. O novo PEAD ainda promete boa resistência ao empilhamento e ao impacto.
Além dos polietilenos de alta densidade e baixa densidade linear, a Ipiranga também produz polietilenos de média densidade (PEMD), polimerizados nos reatores da planta swing, e indicados nos processos de extrusão de filmes (planos e tubulares) e rotomoldagem.
PEAD revolucionário - Essa é a promessa da Braskem. De acordo com Bernardi, o produto recém-desenvolvido nos laboratórios da empresa incorpora as propriedades do PEAD e as características de processamento de PEBDL. Assim como o linear de baixa densidade, o novo grade resulta de uma reação conjunta do monômero básico (eteno) com um outro gás (hexeno, octeno ou buteno) durante a polimerização. Comparados, o novo PEAD e o PEBDL apresentam densidades diferentes, mas índices de fluidez iguais. "Numa comparação simples, só muda mesmo a densidade, sendo que as demais propriedades são muito semelhantes", explica.
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Destaca ainda que o produto confere melhor adesividade do que o polipropileno num processo de coextrusão entre camadas. A resina cai como uma luva para o mercado de embalagens por coextrusão que emprega mistura de PP e PE no miolo (ver PM 350, dezembro de 2003).
Maior produtora local de polietilenos, a Braskem soma capacidade total da ordem de 840 mil t/ano, inclusos todos os tipos de polietileno, até mesmo o de ultra-alto peso molecular. Ao todo, oferece ao mercado 22 grades de PEAD convencional e nove de ultra-alto peso molecular, 24 de PEDBL e 26 de
PEBD. |
Divulgação |
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| Novo PEAD da Ipiranga beneficia área de tubos |
Para processar polietileno linear, ou de alta densidade, a empresa conta com duas unidades: uma com tecnologia Unipol e outra Spherilene, esta última da Basell. Ambas operam com processo fase gás que, na opinião do gerente da Braskem, associa custos bem competitivos com a produção de resinas que geram baixo nível de odores. A única desvantagem da tecnologia fase gás é não permitir a produção de elevado número de tipos, devido à dificuldade nas transições de grade para grade, explica. Na contrapartida, a Spherilene propicia a produção de uma linha especial de PEBDL, os quaterpolímeros, gerados a partir de quatro monômeros (eteno, propeno, buteno e hexeno), caracterizados pela excelente resistência mecânica, processabilidade e propriedades ópticas, entre outras.
O produtor ainda opera outra unidade onde pode polimerizar tanto PEAD convencional como o de ultra-alto peso molecular, considerada resina de engenharia por suas propriedades diferenciadas. Nessa fábrica a Braskem emprega o processo slurry da Mitsubishi para produzir os polietilenos bimodais. O processo bimodal possibilita aumentar o peso molecular com maior variação no tamanho das moléculas, resultando em resinas de melhor desempenho.
| Cuca Jorge |
As tecnologias com processo slurry, porém, exigem cuidados especiais, pois requerem grandes quantidades de solventes. Portanto, também geram maior custo, pondera Bernardi. "A Braskem realizou trabalho intenso em seu processo, slurry permitindo ter um avanço tecnológico significativo e colocando seu processo na situação de estado da arte para os produtos fabricados, que inclui a produção própria de seu catalisador", informa. |
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| Silva: octeno confere maior resistência a rasgo e
furo |
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