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MEGAFEIRA ALEMÃ PROMETE
SER UM NEGÓCIO DA CHINA
A edição de 2004 da feira alemã K promete ser a mais asiática de todas. Com maior espaço de exposição e expectativa de manutenção do número de expositores, a principal feira de negócios para a indústria internacional do plástico deverá receber quantidade recorde de visitantes estrangeiros provenientes da Ásia, continente que nos últimos anos assumiu a dianteira de grande parte das estatísticas de produção de resinas plásticas e produtos transformados de plástico. Na linha de frente da expansão oriental, uma locomotiva de 1,3 bilhão de habitantes que já causa preocupações a europeus e norte-americanos: a
China.
"A Ásia não é mais uma tendência, é uma realidade. Ela lidera o mercado de plásticos em produção e transformação, embora concentre-se em commodities e a construção de máquinas para a transformação de plásticos ainda seja liderada pela Alemanha, Itália e EUA.
| Mas a velocidade de produção de resinas plásticas e produtos transformados na Ásia assusta - na China, principalmente", atesta Ulrich
Reifenhäuser, presidente do Conselho de Expositores da K 2004, em visita de três dias no Brasil para a divulgação do evento. |
Cuca Jorge |
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| Wienkamp: área de exposição ficou ainda maior |
Ele veio acompanhado do diretor da feira Erhard Wienkamp, que também faz coro com suas palavras: "As nossas estatísticas apontam um crescimento vertiginoso do interesse de expositores asiáticos pela K, e nós esperamos que esse interesse se reflita também entre os visitantes", diz.
Dados apresentados por Reifenhäuser confirmam a ascensão da Ásia ao primeiro escalão do mercado global de plásticos. Em 2002, 165 milhões de toneladas de materiais plásticos foram consumidas no mundo. Desse montante, a Ásia responde por nada menos que 36,5% do consumo total, relegando para o segundo posto a América, com 31,5%, e para o terceiro a Europa, com 26,5%. Na produção de resinas plásticas, a posição mais alta do pódio também tem olhos oblongos. Cerca de 33% dos plásticos produzidos no mundo vêm da Ásia; a Europa, segunda colocada, produz outros 31%.
A Meca das máquinas transformadoras de plásticos, no entanto, continua sendo a Alemanha. Os conterrâneos de Goethe fabricam 23,8% de todas as máquinas mundialmente produzidas para o processamento de plásticos e borracha. Italianos, com 13,9%, e norte-americanos, com 11,7%, vêm em seguida. O destino principal das máquinas, entretanto, como fazem supor os números da produção global de plásticos, não poderia ser outro senão a Ásia.
Em 2002, a China (Hong Kong inclusa) foi o maior importador mundial de máquinas para plástico e borracha, com a pequena fábula de 1,96 bilhão de euros gastos nessas importações.
A julgar por todos esses números, a previsão de Wienkamp deve se concretizar. Da edição de 2001 para a de 2004, a quantidade de expositores asiáticos na K (computando os visitantes de China, Hong Kong, Índia, Japão, Coréia, Cingapura, Taiwan e Tailândia) pulou de 233 para 308. Só a China elevou o número de participantes de 23, em 2001, para 41, em 2004.
Maior espaço - Entre as principais novidades da K 2004 expostas por Wienkamp, destacam-se o aumento da área de exposição, de cerca de 150.000 m2 para 160.000 m2, decorrente da reforma do pavilhão 13 do Recinto de Feiras de Düsseldorf, aliada à construção de um novo pavilhão na área norte do recinto. Outro ponto importante foi a ampliação do convênio com a malha de transportes públicos em Düsseldorf e arredores.
| Cuca Jorge |
Os ingressos para a K 2004 permitirão, gratuitamente, que os visitantes usufruam dos ônibus, bondes, metrôs e trens (2a classe) das transportadoras Rhein-Ruhr
(VRR) e Rhein-Sieg (VRS) durante a locomoção para o evento, em uma área de cerca de 10.000 km2. |
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| Reifenhäuser: velocidade na produção asiática
assusta |
Já no campo das novidades tecnológicas, em que a K reconhecidamente é a feira mais aguardada, grandes mudanças de paradigma (novas técnicas de transformação ou novas matérias-primas revolucionárias), como o lançamento das injetoras elétricas, em 2001, não deverão ser vistos. Segundo Reifenhäuser, as novidades deverão se concentrar em grandes mudanças em termos de capacidade de produção e qualidade das peças, com a possibilidade de fabricação de produtos de paredes mais finas e filmes com maiores números de camadas. Em extrusão, uma das principais novas deve ser o acionamento elétrico, sem óleo hidráulico e, nas aplicações, o avanço do emprego de plásticos em automóveis deverá ser notado, principalmente em aplicações não usuais.
Apesar do momento hesitante da economia mundial, Wienkamp e Reifenhäuser preferem apostar no crescimento firme do consumo mundial de plástico nos últimos dez anos, de cerca de 5,5% ao ano, e nas previsões de manutenção da taxa até 2010. Wienkamp aposta em cerca de 2.900 expositores na K 2004, e outros 200 mil visitantes, com um índice de participação de estrangeiros, tanto expondo como visitando, superior a 50%. De acordo com Lauri Müller, representante da Messe Düsseldorf no País, a participação de visitantes brasileiros, já tradicional, deve rondar entre 3.000 e 3.500 pessoas.
M. A.
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