MOLDES

BICOS VALVULADOS ASSEGURAM MAIOR CONTROLE DA INJEÇÃO

Artigo técnico elaborado na Alemanha,pelo diretor da Inconce, k. Gauler, aborda as principais  aplicações e vantagens do uso de bicos valvulados em moldes com sistemas de câmara quente.

O  Artigo técnico elaborado na Alemanha, pelo diretor da Incoe, K. Gauler, aborda as principais aplicações e vantagens do uso de bicos valvulados em moldes com sistemas de câmara quente

O uso de bicos de injeção valvulados nos sistemas de câmara quente resulta numa significativa melhoria da qualidade do vestígio na peça. Além disso, algumas técnicas de injeção de plástico só podem ser realizadas dessa forma. Sendo assim, o sistema de injeção e o vestígio são os principais responsáveis pelo bom funcionamento do molde e pela qualidade da peça final.

Bicos de injeção convencionais abrem e fecham devido um balanceamento de pressão e temperatura. Alguns problemas no início da produção, como o congelamento ou o gotejamento do ponto de injeção, podem interromper o balanceamento e comprometer os resultados. Os pontos de injeção valvulados, com pino ou agulha abrindo e fechando a passagem do material, eliminam tais problemas. Garantem o controle da injeção e a repetibilidade do processo, e asseguram funcionalidade constante e melhoria da qualidade do injetado. A produtividade aumenta devido à redução de peças defeituosas e do tempo gasto para iniciar a produção.

Além disso, o vestígio numa peça injetada deve ser o menos visível possível. Na injeção convencional, dependendo do material e volume injetados, ocorre alta fricção e tensão no ponto de injeção e a conseqüente degradação do material. Além disso, o processo pode resultar numa queda alta de pressão.
Nos bicos valvulados, o pino fecha o ponto de injeção. Mesmo com um grande diâmetro, o vestígio na peça é quase imperceptível. A fricção e tensão reduzidas no ponto de injeção garantem peças de alta qualidade e livre de tensionamento.

Ciclo menor - Após o preenchimento da cavidade, a peça esta sujeita a uma contração volumétrica, compensada pela pressão de recalque, responsável também por prevenir o retorno do plástico pelo ponto de injeção. Dependendo da peça, o tempo de recalque pode durar dez segundos ou mais. Após essa etapa, a injetora inicia a dosagem para recomeçar a operação. Dessa forma, o tempo de recalque tem grande importância para o ciclo de injeção.

No caso de bicos valvulados, o ponto de injeção pode ser fechado no momento de máxima pressão, permitindo, de acordo com o injetado, redução do tempo de recalque ou até a sua eliminação total (figura 1). Dessa forma, a dosagem para o próximo ciclo ocorre antes. O sistema também favorece a redução quando o ciclo é definido pelo tempo de dosagem e não de recalque, em virtude da maior vazão de material no gate, com conseqüente aumento da velocidade de injeção.

Novos processos - Cilindros hidráulicos ou pneumáticos são empregados para abrir e fechar pinos da válvula. A pressão pode derivar diretamente da máquina ou de uma estação de pressão separada. É importante manter a pressão estável, a fim de garantir o funcionamento consistente do pino valvulado, em ambos os casos. A atuação do cilindro é controlada por sensores que monitoram o avanço da rosca da injetora (figura 2).

Os sistemas de canal ou câmara quente convencionais não controlam individualmente os pontos de injeção. Caso necessitem de maior pressão ou fluxo de volume num dos pontos, o balanceamento é feito por meio de cálculos baseados em parâmetros e geometrias.

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