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Exposição ganha maior
aérea, atrai mais estrangeiros e promete ser uma das melhores dos obtemos
tempos.
A 6ª Expobor - Feira Internacional de Tecnologia,
Máquinas e Artefatos de Borracha e a 6ª Recaufair - Feira Internacional de
Tecnologia e Equipamentos para Reforma de Pneus - prometem ser as melhores
de todos os tempos. Essa é a expectativa dos organizadores, o Sindibor
(Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha no Estado de São Paulo) e
a Abiarb (Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha)
que, aliadas à promotora Francal Feiras, não pouparam esforços para
projetar mundialmente os eventos. Como resultado, esperam receber
representantes de cerca de 30 países e mais de 12 mil visitantes, de 27 a
30 de abril, no Expo Center Norte, em São Paulo.
"A mudança no
calendário com a escolha de anos pares para realizar os eventos foi bem
acolhida, inclusive pela opção do mês de abril, que favorecerá a
continuidade das negociações, sem que haja interrupções de final de ano,
quando as feiras eram programadas para os meses de outubro e novembro",
afirmou Adhemar do Araújo Valle, diretor-executivo da Abiarb.
Neste
ano, para maior conforto dos expositores e público, as áreas de exposição
foram ampliadas para 6.800 mil m², com os 120 expositores da Expobor
ocupando o pavilhão vermelho, enquanto as 40 empresas inscritas na
Recaufair estarão lotadas no pavilhão branco. Entre os setores
contemplados, os visitantes da Expobor irão conferir inovações em
máquinas, equipamentos, instrumentação, processos de produção, moldes e
matrizes, além de novidades em matérias-primas, produtos químicos,
compostos, elastômeros, desmoldantes, corantes e aditivos. Além destes,
terão destaque os setores de serviços e produtos acabados, envolvendo a
produção de artefatos de borracha para as indústrias automotivas,
eletroeletrônica, mineração, siderurgia, de calçados, construção civil,
petrolífera, entre outras.
A programação
técnica deste ano também foi ampliada. Graças à organização da ABTB -
Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha -, o 10° Congresso
Brasileiro de Tecnologia da Borracha acolhe pela primeira vez as VII
Jornadas Latino-Americanas de Tecnologia da Borracha e V Jornadas
Ibero-Americanas de Tecnologia de Borracha, eventos apoiados pela SLTC -
Sociedade Latino Americana de Tecnologia da Borracha. |
Cuca Jorge |
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| Valle: mudanças na feira facilitam negócios |
Para
organizar as palestras, foram instalados no mezzanino três auditórios,
cada qual comportando 150 lugares, além de sala especial para a realização
de rodadas de negócios. A tônica deste ano serão as exportações
brasileiras de artefatos, que deverão tomar maior impulso pelo repasse de
verba e apoio da Apex, a Agência de Promoção de Exportações do
Brasil.
| Além de acompanhar toda a programação técnica agendada para
28 e 29 de abril no Expo Center Norte, o congressista contará com eventos
paralelos, como cursos e seminários que serão realizados no hotel Nortel.
Nos dias 26 e 27, o presidente da Sociedade Latino Americana de Tecnologia
da Borracha (SLTC) Esteban Friedenthal vem da Argentina para apresentar o
curso "Excelência no processamento da borracha". Também nos dias 26 e 27,
Jose Feliu, da Venezuela, Gunther Lothmann, da Guatemala e Luiz
Cantarello, do Brasil (Nitriflex) estarão reunidos em torno do tema
"Processamento de Látices Natural e Sintético". No dia 26, José Messano
apresentará ao público "Controle Integrado de Gestão" e, no dia 27, Paulo
Garbelotto e Antonio Dematte, ambos da Rhodia, vão falar sobre "Adesão de
compostos para calçados". |
Cuca Jorge |
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| Tormento dobrou o número de palestras do congresso |
Dia 28, o Instituto
Ethos, organizador do seminário, aborda "Desenvolvimento Sustentado e
Ética Empresarial". Também participam do seminário o Centro Senai de
Produção Mais Limpa (ainda no dia 28), e a Sociedade Brasileira de Gestão
do Conhecimento, que encerra as atividades no dia 29.
A intensa
programação deverá atrair participantes de várias partes do mundo, segundo
Luis A. Tormento, presidente da ABTB, responsável pela organização dos
eventos técnicos. "Começamos a organizar o congresso e os eventos
paralelos em outubro de 2002, participando ao mundo a programação técnica
e a realização da feira da borracha brasileira, inclusive junto à Rubber
Division, braço da American Chemical Society, instalada nos Estados Unidos
e que reúne técnicos do setor da borracha, pesquisadores e empresas
produtoras. Ao finalizarmos esse trabalho, orgulhamo-nos dos resultados,
pois conseguimos contar com a inscrição de 52 palestras de alto nível para
o congresso, 50% a mais em relação a 2001", afirmou o presidente da ABTB.
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PROGRAMA INCETIVA
AS EXPORTAÇÕES |
As exportações brasileiras de artefatos
deverão tomar maior vulto a partir de 2004, sob o estímulo financeiro da
Apex, a Agência de Promoção de Exportações do Brasil, que assinou, em 15
de março último, convênio de cooperação com a indústria da borracha,
representada pelo Sindicato da Indústria de Artefatos de Borracha do
Estado de São Paulo (Sindibor), na sede da entidade, em São
Paulo.
O investimento total é de R$ 1,383 milhão, sendo 45%
provenientes da Apex e 55% correspondendo à contra-partida do setor. Na
cerimônia de assinatura do convênio, os presidentes da Apex, Juan Manuel
Quirós, e do Sindibor, Edgard Solano Marreiros, reafirmaram os propósitos
da cooperação, que visa, sobretudo, beneficiar pequenas e médias empresas
fabricantes de artefatos de borracha do estado de São
Paulo.
Com um total de 152 empresas filiadas, o Sindibor
agrega na sua base de representação 78% dos estabelecimentos com até 19
empregados, 12% das empresas têm entre 20 até 99 empregados, 6%, entre 100
a 499 empregados e 4% têm contratados mais de 500 empregados. |
Cuca Jorge |
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| Solano: acordo beneficia as
pequenas empresas |
As
exportações do setor em 2003 bateram recorde, alcançando a cifra de 140.
843 milhões de dólares em valores FOB. Em 2002, foram US$ 117.932 milhões;
em 2001, US$ 126.127 milhões; e em 2000, US$ 112.029 milhões. A locomotiva
do setor continua sendo a indústria automotiva que absorve 52% da
produção. O percentual remanescente de 48% é absorvido pelas produções dos
sistemistas, peças para reposição, montadoras, calçados,
mineração/siderurgia, entretenimento, saúde e outros.
O projeto
Apex/Sindibor decola com a participação de 22 empresas do setor. Até o
final de 2004, deverá agregar mais oito novas empresas, beneficiando um
total de 45 em 2005. Os resultados em 2004 das exportações das 22 empresas
inscritas no projeto deverão alcançar US$ 615 mil, elevando-se para US$
680 mil em 2005. A meta estabelecida pela Apex nesse acordo é que deverão
ser criados 1.164 novos postos de trabalho em 2004 entre as 22 empresas
participantes e outras 1.257 novas vagas em 2005.
O aumento das
exportações deverá ocorrer em países, como os Estados Unidos, México,
França, Itália, Alemanha, Chile, Peru, Venezuela, Emirados Árabes, Angola
e Nigéria, mas a prospecção de novos e demais mercados também poderá ser
facilitada pela Apex, que monitora um total de 122 países, responsáveis
por 80% do comércio mundial.
Segundo os organizadores da 6ª
Expobor, o evento será palco da primeira ação do projeto Apex/Sindibor.
Durante a sua realização, os empresários brasileiros terão a oportunidade
de participar de rodadas para estabelecer negociações com representantes
de vários países. Para promover a inserção competitiva dos produtores
no mercado externo, estão previstas várias ações voltadas às certificações
de processo e qualidade, organização, análise e consolidação das
informações da cadeia produtiva, prospecção de mercados, cursos,
atividades de planejamento estratégico e de promoção comercial dos
produtores em importantes feiras do setor. |
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