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Nitrílicas para a China – Enquanto
a Ásia, em especial a China, consome boa parte das nitrílicas
convencionais, produzidas pela Nitriflex em fardos para uso em autopeças
e calçados, no Brasil as vendas de nitrílicas em pó crescem ao ritmo de
10% ano, alavancadas pelo segmento de calçados. A fabricação de sandálias
e chinelos de PVC empregam cada vez mais os copolímeros de
acrilonitrila-butadieno
em substituição total ou parcial aos plastificantes monoméricos. Destinados à produção
de pneus, com ritmo acelerado pelas exportações em 2003, avaliadas em
torno de 15 milhões a 20 milhões de unidades, os látices de vinil
piridina (promotores da adesão dos fios das carcaças nas bandas de
rodagem) fabricados com exclusividade pela Nitriflex na América do Sul,
também apresentaram evolução nas vendas, com alta de 23% na comparação
2003-2002. Em 2004, a empresa também
inclui no seu portfólio o
SBR grau alimentício para gomas de mascar com a certificação Kosher,
que assegura fabricação isenta de impurezas. Além do mercado interno, o
produto tem como alvos preferenciais os Estados Unidos, a China, e vários
países da Europa.
EPDM fortalecido – Com fábrica de
EPDM no Brasil desde 1996, sua única base de operação em toda a América
Latina, a DSM passa por transformações em âmbito global. As mudanças
terão início no segundo semestre de 2004 com o fechamento de duas das
quatro unidades até então existentes. Uma delas, instalada nos Estados
Unidos desde 1968, entre as maiores do mundo, respondia por volumes da
ordem de 80 mil toneladas/ano. A outra unidade desativada é a do Japão.
Instalada em 1990, essa fábrica tinha capacidade para produzir 30 mil
toneladas/ano.
“Vamos manter em operação
as plantas mais eficientes e com os melhores custos de produção,
melhorando a nossa posição competitiva no mundo”, afirmou Lincoln
A.Widmer, diretor comercial da DSM, desde janeiro responsável pelas operações
da DSM Elastomers e DSM South America. “Nosso plano para o Brasil é
fortalecer nossa posição na América do Sul, envolvendo principalmente o
mercado brasileiro, que é o nosso maior consumidor na América Latina”. A reestruturação global
da DSM desencadeou mudanças também em áreas de atuação e no leque de
oferta de produtos. Os negócios no setor petroquímico foram vendidos
para a Sabic, grupo da Arábia Saudita, mas continuam a ser representados
pela DSM no Brasil até 2005. Com isso, a DSM South América, criada há
seis anos pelo grupo, terá sob sua responsabilidade a gestão dos negócios
nos setores de plásticos de engenheria, fibras de alta performance
(anti-balísticas), melaminas para revestimentos, laminações, tintas e
adesivos, e os elastômeros termoplásticos. Antes produtora de 140 grades
de EPDM, a empresa passará a ofertar 35. “Nossa meta, agora, é focar a
linha nos melhores produtos”, afirmou Widmer. O mercado brasileiro pouco
sentirá o impacto decorrente de tais mudanças. Dos onze grades antes
ofertados, dois foram eliminados. Na contrapartida, estão sendo
acrescentados
à linha dois lançamentos, considerados pela empresa estratégicos
para o desenvolvimento do mercado nacional.
Um deles é o EPDM Keltan 8340. Adicionado à produção local,
esse grade é amorfo, com alto peso molecular.
De uso consolidado em
todos os sistemas de selagem/fechamento de veículos, como guarnições/perfis
de portas, janelas, vidros, o EPDM é
classificado como um terpolímero termofixo. Constituído de
etileno, propileno e dieno, tem como principais mercados a fabricação de
mangueiras para radiadores e para sistemas de ar condicionado. Ao longo
das décadas de 80 e 90, o
EPDM conquistou, ainda, as aplicações do cloropreno, sucessor do SBR e
da borracha natural. A fórmula isenta de dieno (EPM) tem uso intenso como
aditivo em óleos lubrificantes e como modificador de termoplásticos. Na avaliação do gerente
de negócios da DSM Elastomers Clóvis Augusto Ragno, a demanda atual
brasileira por EPDM gira em torno de 14 mil t a 15 mil t/ano, sendo cerca
de 70% desse total consumido pelo setor automotivo. Os 30% remanescentes
se distribuem entre os setores de fios e cabos, aditivos para óleos
lubrificantes (EPM), modificadores de termoplásticos (EPM) e de artefatos
moldados para uso industrial, como mantas e correias transportadoras.
Entre os setores mais
promissores em 2003, Ragno destacou o mercado de mangueiras, que
surpreendeu positivamente graças às exportações isoladas dos produtos
e dos veículos automotivos. Mas como modificador de termoplásticos, o
EPM está em declínio, na opinião de Ragno. Os materiais preferidos
passaram a ser os plastômeros, termoplásticos com características
elastoméricas, desde 1999 fabricados pela DSM em joint-venture
com o grupo Exxon Mobil, na Holanda. Já há várias aplicações sendo
feitas com o uso desses novos materiais no Brasil, como a fabricação de
pára-choques de automóveis e solados para calçados esportivos. No
primeiro caso, os plastômeros melhoram as características de resistência
ao impacto do PP. No segundo, do PVC ou do EVA.
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