Outros fabricantes de
renome também disputam a concorrida preferência do transformador: Basf,
Radici e Mazzaferro são algumas delas. A Basf, aliás, divide com a
DuPont a glória do desenvolvimento das primeiras variedades. À mesma época
que a DuPont comercializou o náilon 6.6, a Basf desenvolveu a poliamida
6, também lançada em âmbito mundial no final dos anos 30. Hoje, a
empresa alemã produz os dois tipos e ainda os copolímeros 6/6.6. E por falar em copolímeros,
a cinqüentenária Mazzaferro, com fábrica em São Bernardo do Campo-SP,
detém a posição de única produtora na América Latina dos copolímeros
6/6.6. “São copolímeros especiais para extrusão, que propiciam ao
produto final brilho, transparência, flexibilidade e baixa permeação
a gases”, explica o diretor Giorgio Sanfilippo. Estão disponíveis em
dois grades, de viscosidade média ou alta. O copolímero é produzido
pelo sistema de bateladas, que comporta mais modificações na base
polimérica,
diz o diretor. A capacidade instalada totaliza perto de 4.500 toneladas
anuais. “Esse mercado é o que mais está crescendo e é nesse sistema
que pretendemos investir”, revela. A ala de produção por bateladas
deverá receber ainda neste ano investimento ao redor de US$ 700 mil a US$
800 mil para acrescentar 2.200 t/ano à atual capacidade. A produção
atual de copolímeros é da ordem de 3.300 toneladas, estima Sanfilippo.
Também há planos para alçar novos vôos tecnológicos. O diretor da
Mazzaferro sonda a possibilidade de investir na produção de
nanocompósitos.
“É uma vertente que estamos acompanhando de perto”, revela. Também a Rhodia fabrica
alguns copolímeros, como o de denominação PA 6.6/6, destacado por
Motta. “Melhoramos a característica de acabamento superficial da PA 6.6
com adição de um monômero de caprolactama”, conta o gerente
de pesquisa e desenvolvimento.
“No mercado de tubos, no
entanto, predominam os tipos 11 e 12, de maior resistência química e
estabilidade dimensional superior”, ressalva o gerente comercial Aurélio
Giovanni Mosca. Segundo
ele, os náilons 6.10 e 6.12 têm ponto de fusão superior aos náilons 11
e 12, mas inferior às PA 6 e 6.6. “Isso permite uma condição térmica
mais adequada para o uso de um determinado grupo de aditivação direto na
matriz polimérica”, diz. As cerdas para escovas diversas (6.12) e
filtros empregados na indústria de papel e celulose constituem bons
exemplos das principais aplicações desses polímeros. Mas
nem só de especialidades vive a Mazzaferro. A empresa ainda tem tradição
no campo das PA’s 6, ofertadas em quatro grades com viscosidades
desde 2.6 até 4. O grade de viscosidade mais baixa é indicado
para o segmento de plástico de engenharia,
basicamente para injeção, e também atende
o mercado de fios têxteis. Os de viscosidade média seguem para a fabricação
de tarugos, fios técnicos e alguns tipos de filmes. Já os de viscosidade
entre 3,7 e 4 são indicados nos segmentos de perfilados, tarugos e
filmes. O principal mercado da empresa é o de filmes para a indústria de
alimentos, seguido dos semi-acabados. Além
da polimerização por batelada, a Mazzaferro produz por sistema contínuo,
em área com 6.600 t/ano de capacidade instalada, mais usada na produção
dos náilons homopolímeros. Da produção total de 10.500 t, a
empresa absorve em torno de 3.300 toneladas só em consumo cativo (atende
às coligadas nas áreas têxtil, fios técnicos e outras). O
projeto de expansão da empresa chega em boa hora, com a produção no
limite da capacidade, atingida no final do ano passado, e metas de
crescimento da ordem de 10% em 2004. Os planos ainda incluem aumento das
exportações – basicamente copolímeros –, de atuais
4% da produção para 7% neste ano. Altíssimas tem
temperaturas
– De domínio tecnológico
da DSM, detentora da patente do produto, o náilon 4.6 sobressai pela alta
resistência ao calor –
apresenta temperatura de deflexão ao calor de 285ºC e suporta
temperatura de serviço de 166ºC – e à abrasão, por isso é muito
usado em aplicações de contato com metais; e ainda possui estabilidade
dimensional superior aos outros tipos de náilons, afirma o gerente da
área de plásticos de engenharia Edson F. Joaquim. “O ciclo de injeção
também é menor em relação aos náilons 6 e 6.6.”
A elongação
correlacionada com a temperatura de distorção térmica do náilon 4.6 é
superior em relação ao LCP, ao PPS e
também à poliftalamida, assegura Joaquim. Também a fluência
(resistência à deformação em função do tempo) é superior na comparação
com os mesmos polímeros. “Quando correlacionamos com temperatura
de serviço, também supera os outros produtos.” Para
elevar ainda mais essas propriedades,
todas inerentes ao polímero, a DSM incorpora reforços e aditivos. A
fibra de vidro, desde 15% até 50%, é incluída para aumentar o módulo
de flexão (rigidez), a resistência à fluência e à temperatura, e
ainda elevar a estabilidade dimensional (reduz a contração),
requisitos indispensáveis para a aplicação da PA. Os principais
mercados para esses grades são a indústria eletroeletrônica e
automotiva, em conectores, coletores de admissão, sensores e outros
componentes.
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