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NÁILON
beira OS Municiada de ótimas
propriedades, facilidade de processo e preço
competitivo, a resina ainda desbanca o metal e outros materiais Maria Aparecida De Sino Reto Quase
septuagenárias, as poliamidas – ou náilons, como são mais conhecidas
– fazem jus ao sucesso mantido desde a primeira comercialização
industrial, em 1938, pela DuPont. Muito valorizadas pela resistência a
temperaturas elevadas, essas resinas semicristalinas foram as primeiras
da família dos termoplásticos a serem usadas em aplicações de
engenharia e, graças à versatilidade de compor inúmeras formulações
com excelentes balanços de propriedades, continuam a conquistar adeptos
nos quatro cantos do Planeta. Resultado da combinação de uma diamina e um diácido, como no caso do náilon 6.6, ou derivada de um aminoácido de lactama, como no náilon 6, a poliamida (PA) faz parte de uma família numerosa. Os números de átomos de carbono presentes no diácido e diamina, ou no aminoácido, determinam o tipo de PA, sendo a PA 6.6 (polímero de adipato de hexametilenodiamina, ou sal N, com seis carbonos no diácido original – ácido adípico – e seis carbonos na diamina) e a PA 6 (com seis carbonos na lactama) as mais tradicionais e com maior aplicação no mercado mundial. Extensa, a família ainda agrega as especialidades PA 4.6, PA 10, PA 11, PA 12, entre outras, diferenciadas pelo melhor desempenho em algumas de suas propriedades.
Versatilidade, boa aparência
e facilidade de processamento constituem outros atrativos. Entre as
resinas termoplásticas, a poliamida aceita maior número de modificações
e combinações entre polímeros, permitindo compor extensa variedade de
formulações. “Podemos combinar essas resinas com vários outros
materiais, aditivos e reforços, possibilitando aplicações diversas”,
atesta Danilo Micheletti, diretor geral da Radici, empresa situada entre
os grandes produtores mundiais de náilon. É o curinga dos plásticos de
engenharia. “O balanço de propriedades físico/químicas, a facilidade de processamento e a relação custo/benefício vantajosa fazem das poliamidas uma das resinas mais versáteis e mais consumidas na categoria dos plásticos de engenharia”, assevera José Carlos Belluco, gerente regional de plásticos de engenharia da Basf, outro concorrente global no campo das poliamidas.
Commodities
– A família é grande,
mas as poliamidas 6 e 6.6, as primeiras a serem polimerizadas, dominam a
maior fatia do mercado mundial, de total estimado em 1,6 milhão de
toneladas pelo vice-presidente da Rhodia Francisco Ferraroli dos Santos.
Mesmo com propriedades bem semelhantes, há diferenças consideráveis
entre os vários membros do grupo. Na opinião do gerente de pesquisa e
desenvolvimento da Rhodia, a versão 6.6 é a que confere melhores
propriedades mecânicas e térmicas. “Só a PA 4.6 supera a 6.6 em
propriedades mecânicas e térmicas”, assegura Motta, da Rhodia. “Por sua maior área cristalina, o náilon 6.6 tem, de modo geral, propriedades mecânicas, físicas e químicas mais elevadas”, concorda o líder de novos projetos da DuPont André Bueno. Ainda graças ao elevado grau de cristalinidade, a resina solidifica rapidamente no molde, diminuindo o ciclo de injeção, lembra o gerente de pesquisas da Rhodia. Além disso, o náilon 6.6 absorve menos umidade em relação ao tipo 6, acrescenta Bueno. Considerando 50% de umidade relativa do ar, o náilon 6.6 fica estável com teor de 2,5% de umidade e o náilon 6, com teor de 3,5%.
Produtoras dos dois tipos
de náilon, a Rhodia e a DuPont (líder mundial na produção e vendas de
náilon, a DuPont não revela números) são as duas principais
fornecedoras para o mercado brasileiro, mas só a primeira tem fabricação
nacional: dispõe de capacidade total para polimerizar até 60 mil
toneladas anuais, das quais 25% de polímeros de engenharia. Além dos polímeros,
tem capacidade para produzir até 20 mil t/ano de compostos. Ainda no
primeiro semestre deste ano, a empresa
pretende promover um desgargalamento nessa unidade e elevar a oferta para
22 mil toneladas. Nas estimativas de
Ferraroli,
a demanda brasileira de compostos no ano passado ficou na casa das 35 mil
toneladas. O crescimento em relação
ao ano anterior não ultrapassou 2%, calcula. A Rhodia, no entanto,
obteve melhores resultados: cresceu entre 8% e 10%, graças à estratégia
de lançar novos produtos e correr atrás de novos desenvolvimentos.
“Superamos a meta, que era de 6,5% em volume”, diz.
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