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Distribuidor Gaúcho Muda Nome Para Faturar Mais

Um novo competidor está investindo para crescer no concorrido mercado de distribuição de resinas da região Sul do Brasil, onde pelo menos dez já atuam com sistemas de fornecimento em pronta entrega. Trata-se da Dax, operando com produtos da Ipiranga Petroquímica (IPQ), Triunfo e Videolar. A primeira tentativa de seus idealizadores para alçar vôos na comercialização correu em 2000, com o lançamento de um portal para vendas de produtos químicos via internet, mas o projeto ficou no chão. Em 2003, os três sócios, todos egressos da IPQ, criaram a Link Indústria – agora Dax –, voltada à distribuição de comoddities de segunda geração.

No fechamento do primeiro balanço ao final no final do ano apuraram um faturamento de R$ 10 milhões, com uma carteira de 200 clientes ativos, os quais somaram 1.000 toneladas por mês em encomendas. A expectativa é chegar ao final de 2004 com 500 clientes ativos e 30 milhões de faturamento, equivalentes a 3 mil toneladas mensais de resinas vendidas.

Para cumprirem a meta, os empresários decidiram buscar o reposicionamento da empresa no mercado, pautados na valorização da marca e no reforço da equipe de vendas. A troca de nome só foi noticiada aos funcionários da empresa no dia 5 de março, apenas três dias antes do lançamento oficial. A primeira providência concreta do empreendimento será a abertura de uma filial com estoque permanente de 50 toneladas em Caxias do Sul, onde conta com 80 clientes. A partir de sua matriz, a empresa vinha atendendo os empresários caxienses, de Santa Catarina e Paraná.  

“Queremos relacionar a marca Dax com a imagem de idoneidade, seriedade e profissionalismo adquirida pela Link Indústria”, assinalou Peter Wilms, um dos proprietários da distribuidora. Por isso optamos por um nome curto, de fácil memorização porque a distribuição é altamente concorrida, não existe fidelização”, justificou o empresário, na ocasião do lançamento da Dax.

Segundo Ricardo Gonçalves, outro co-proprietário, quando ainda com o nome Link Indústria, a empresa operava com o polipropileno e os polietilenos da IPQ. Posteriormente, conseguiram a carteira da Petroquímica Triunfo, para polietileno de baixa densidade, e da Innova, para poliestireno. Mas no ano passado, passaram a trabalhar com o PS da Vídeolar, polimerizado na Zona Franca de Manaus. Para Gonçalves, existe amplo espaço à expansão da área de distribuição, pois a indústria de segunda geração só atende transformadores com pedidos a partir de uma carreta de 25 toneladas com pelo menos quatro encomendas mensais. Além disso, segundo ele, mesmo as indústrias de maior porte estão preferindo comprar resina em quantidades menores no mercado intermediário para aliviar o fluxo de caixa.

Na opinião de Gonçalves, as bandeiras com as quais a Dax escolheu representar facilitam a conquista de clientes por sua credibilidade na fabricação de resinas. Quanto ao preço das commodities e seus sucessivos aumentos, Wilms considera que não existe margem para elevações mais expressivas. Mesmo assim, acredita que enquanto a China continuar comprando grandes quantidades e ditar a lei da oferta e da procura, os produtos de segunda geração continuarão em patamares altos, até porque a matéria-prima básica, a nafta, está valorizada, na carona do petróleo, a US$ 32,00 o barril.

No longo prazo, os empresários da Dax pretendem completar a linha de produtos, oferecendo masterbatches, pigmentos, fluidos e preparados para reforços, blendas, entre outros complementos para a transformação de polímeros. Eles prevêem crescimento do consumo de resinas básicas em pelo menos 6,5% a 8% se o crescimento do PIB ficar entre 2,5% e 4%.

Entre as resinas comercializadas pela empresa, 60% foram consumidas em solo gaúcho. Outros 30% ingressaram no mercado de Santa Catarina. Os 10% restantes foram vendidos para industrias de transformação do Paraná. Até o final do próximo ano, a empresa prevê a montagem de um centro de distribuição capaz de facilitar o atendimento desses dois Estados. A preferência da nova unidade é para Santa Catarina. 

Fernado de Castro  

 
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