Parcerias - Para tornar a operação viável, a Polibrasil fechou acordos com transportadoras e fabricantes de silos, garantindo volumes mínimos de movimentação de material e de cotações, respectivamente.

Entre os parceiros cita a Transultra e Trelsa, no transporte, e a JMB Zeppelin para os silos. Os periféricos ficam a cargo do transformador. 

Cuca Jorge
Terra: vendas a granel devem alcançar 15 %

"A companhia dá o suporte necessário e trabalha em parceria, deixando as decisões a critério dos clientes. Com isso, ajudamos a quebrar certa inércia do mercado."

A Braskem pretende encerrar 2004 com 15% das vendas de poliolefinas a granel, contra os 10% atuais. A operação iniciada com empresas do Sul e Nordeste, num raio de 150 km dos pólos de Triunfo-RS e Camaçari-BA, já engloba a região Sudeste com variações no processo. 

"Ao invés de caminhões graneleiros, que retornam vazios para o local de origem, a resina segue em big bags em carreto rodoviário ou por ferrovia, sendo armazenadas em centros de distribuição onde ocorre o transbordo", explica o diretor de marketing e supply chain da unidade de poliolefinas Edison Terra. Cuca Jorge
Lima: modal chega ao Nordeste em 2004

O processo, segundo ele, não compromete a qualidade do material, livre de contaminação ou interferências manuais. A parceria com o transformador engloba desde o suporte técnico, comodato do silo ou instalação mediante contrato de fornecimento de longo prazo a investimentos em conjunto. "Os projetos são conduzidos individualmente com solução específica", afirma. Um conjunto com silo de porte médio, transporte pneumático e fundação custa em torno de R$ 150 mil.

O principal ganho, na avaliação de Terra, diz respeito ao gerenciamento por telemetria, via internet. "A Braskem assume a administração do estoque do cliente, sendo responsável pelo controle e armazenagem dos materiais." Nas contas de Terra, cerca de vinte transformadores já aderiram ao processo. "Outros dez devem integrar o time ainda neste ano", estima.

Assistência - Os transformadores contam ainda com a assessoria dos fabricantes de periféricos na elaboração dos projetos de automação. "Detectada a necessidade, ajudamos a definir qual caminho seguir", afirma Ebel. Segundo ele, os benefícios e vantagens da automação são velhos conhecidos do mercado. As dúvidas recaem sobre as tecnologias disponíveis e o tempo de amortização do investimento. Já o principal entrave continua sendo financeiro, em especial para pequenas e médias empresas.

Pesquisa realizada com transformadores alemães na década de 90 e divulgada pela Associação Técnica Brasil-Alemanha comprovou a perda de 3% a 4% do total da resina consumida em decorrência de acidentes, falhas humanas e contaminação em virtude da movimentação de sacaria nas fábricas. "O montante de material encontrado no chão após um dia de trabalho chegou a 7% do total processado", conta Ebel.

Outro ralo da falta de automação é o aumento dos tempos de parada da produção. Com isso, caem por terra os argumentos de que a automação reduz apenas os custos com mão-de-obra, ou que seja obrigatória só em casos especiais, como em grandes produções e máquinas de difícil acesso. Os fabricantes conseguiram derrubar também outros tabus. 

"Os sistemas centralizados atendem a diversas aplicações, seja em produções com poucas ou muitas trocas de moldes, grande variação de cores, com materiais secos ou não e longas distâncias de arraste", afirma o vice-presidente da Piovan do Brasil Ricardo Prado. Cuca Jorge
Nacionalização começou em 2001

A única limitação, segundo ele, refere-se ao uso de corantes em pó. "Nossa função é resolver o problema do transformador", avalia. No entanto, o controle e monitoramento do processo são, na opinião de Prado, as principais vantagens. "As informações ficam disponíveis em tempo integral. O transformador sabe quanto cada máquina consumiu por turno, quando e porque parou, entre outros dados. Com isso, otimiza a produção, ou seja, ganha dinheiro."

Migração - Mesmo as empresas que já investiram na alimentação individual, ou em células de produção, podem migrar para os sistemas centralizados. A modularidade dos equipamentos permite também investir em etapas. A Piovan fabrica no Brasil toda a linha de alimentadores mono e trifásicos para diversas capacidades e vazões, além de sistemas centralizados, desenvolvidos pela matriz na Itália. Emprega tecnologia própria, com cabo serial, para controlar o sistema. "Não fica limitado ao número de entradas do CLP e garante flexibilidade para mudança de lay out e de sistema." A empresa fabrica e importa vasta gama de equipamentos, desde moinhos até unidades de água gelada.

A Rax fornece os alimentadores individuais e sistemas centrais, marca Plast-Equip, entre outros equipamentos. A linha individual inclui seis modelos trifásicos desde 100 kg/h até 1.500 kg/h. "Possui comando microprocessado, tempo de carga regulável, sensor de nível, limpeza automática do filtro por pulso de ar comprimido e alarme visual de falta de material com contato auxiliar incorporado", afirma Ebel. Já a alimentação central é modular, desenvolvida de acordo com as necessidades do cliente.

Fundada em 1999, a Automaq iniciou as atividades como representante, porém com o objetivo de nacionalizar algumas linhas. Em 2001, começou fabricar os alimentadores individuais e sistemas centrais. Em breve, serão os secadores e dosadores", afirma o gerente de vendas Caio Prado. A iniciativa permitiu reduzir os custos pela metade. A linha é composta por modelos trifásicos desde 20 kg/h até 850 kg/h. As centrais alcançam até 1.200 kg/h.

A empresa ainda representa a americana AEC, um dos maiores fabricantes de alimentadores, dosadores e secadores dos Estados Unidos; a Sterling, especializada em sistemas de refrigeração; os moinhos da Cumberland; os controladores de temperatura da Gammaflux, e as esteiras da TEC. Diversas empresas nacionais e estrangeiras oferecem soluções para alimentação automática, como a Ineal, Alimatic, Aspó, Moretto e outros constantes do Anuário Brasileiro do Plástico, edição de 2003, pág. 118, da Editora QD Ltda.


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