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ALIMENTADORES E DOSADORES VENDA DE RESINAS A GRANEL MUDA PERFIL DA AUTOMAÇÃO Petroquímicas investem na silagem de
insumos e incentivam moldador a trocar pequenas células de produção por
sistemas centrais A silagem de resinas desponta como uma das principais tendências para a automação das indústrias de transformação de plástico. Para impulsionar esse mercado, os fabricantes de sistemas de alimentação contam com o apoio das petroquímicas que, interessadas em escoar seus insumos a granel, incentivam clientes de médios e grandes volumes a adotar o recurso recheado de vantagens. Tal parceria tem rendido bons frutos e ajudado a amadurecer o setor nacional. No campo da alimentação individual, os fabricantes de periféricos também investem alto no desenvolvimento de equipamentos mais produtivos e econômicos, levando a sério a premissa de que para cada caso existe uma solução. Na avaliação do diretor da Rax Representações, de São Paulo, Daniel Ebel, o conceito de central ganha cada vez mais força. "A idéia de alimentação ficou mais abrangente ao trocar a sacaria pelo fornecimento a granel", diz. Em vez de equipamentos individuais ou dedicados a pequenas células, recipientes de alimentação instalados sobre as máquinas compartilham uma ou mais bombas de vácuo, além do comando.O sistema pode integrar estações de dosagem de moídos e aditivos e recuperação em circuito fechado, entre outros recursos, para um pequeno grupo de máquinas ou às mais complexas instalações. "Permite isolar a matéria-prima do setor fabril. Com isso, o transformador ganha espaço, ao deixar o entorno da máquina livre, e eficiência, além de melhorar o controle dos materiais", afirma. Outro ganho importante diz respeito à economia de energia elétrica. Uma central para abastecer dez máquinas opera com 4 cv e faz o mesmo trabalho de dez equipamentos individuais com 1 cv cada.Emprega menos energia para fazer a mesma coisa, reduz o tempo de paradas e acelera a troca de matérias-primas. Os silos podem ser dimensionados para um dia ou um turno de produção, de acordo com a necessidade do transformador. As centrais modulares permitem ainda ampliar a capacidade conforme a produção cresce, adequando a bomba de vácuo ao consumo e distância de deslocamento do material. Já o comando eletrônico precisa ser dimensionado para a quantidade de máquinas que vai controlar. De acordo com Ebel, mudou também o conceito de instalação. No lugar de um tubo para cada tipo de resina, as máquinas contam com apenas uma tubulação ligada à estação de distribuição, garantindo maior flexibilidade. Apesar de todas as evoluções, o setor nacional ainda engatinha nesse mercado. Não há estatísticas disponíveis, porém fabricantes de periféricos estimam que metade dos transformadores de plástico opera com índice zero de automação. Número esse capaz de incentivar a criação do movimento dos sem tecnologia, formado por empresários carentes de financiamentos, juros baixos e reformas fiscal e tributária. A parceria entre transformadores e petroquímicas tem rendido bons
frutos quando o assunto não diz respeito aos recentes aumentos das
resinas. A compra a granel evoluiu muito nos últimos cinco anos graças
aos incentivos financeiros, técnicos e operacionais da primeira
geração.
A participação da petroquímica vai desde o comodato do silo e investimentos na movimentação interna ao assessoramento técnico. A Polibrasil avalia ainda o perfil do transformador e o nível do relacionamento comercial antes de definir a parceria. O projeto de logística iniciado em 1998 preparou a petroquímica para a partida da planta de Mauá-SP no ano passado. A Polibrasil já escoa 70 mil t/a de polipropileno (PP) a granel. Até o final de 2004 serão mais de 15% do volume, atingindo 100 mil t, contra 12 mil t do primeiro ano, segundo estimativas da companhia.
A capacidade instalada da Polibrasil ultrapassa as 600 mil t/a, somados os volumes das três fábricas (Duque de Caxias-RJ, Mauá-SP e Camaçari-BA) e excluindo as 125 mil t da antiga unidade de Mauá. Em março, a companhia inaugura o quarto silo de 500 t para carregamento a granel em Duque de Caxias. A unidade de Mauá conta com 32 silos de 250 t. "O modal chega à região nordeste com a instalação de silos em Camaçari ainda este ano", informa Lima. Também em 2004, a Polibrasil prevê a operação de mais 15 unidades em clientes. O volume investido na silagem e alimentação automática de resinas varia de acordo com o porte, produção e nível de automação do transformador. A média, segundo Lima, tem ficado entre R$ 200 mil e R$ 600 mil. "O retorno é extremamente rápido. Não ultrapassa cinco anos", diz. A economia também varia muito e pode chegar a dez dólares a tonelada. Entre as vantagens, cita ainda a redução das perdas e gastos decorrentes da movimentação de material e das despesas com mão-de-obra, além da manutenção da qualidade física da resina.
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