|
Seleção – A escolha do aditivo adequado varia caso a caso, de acordo com as características dos polímeros e dos resultados que se espera obter nas peças finais. “A seleção deve ser feita a partir de estudos realizados em laboratório pelos fornecedores de aditivos em parceria com os produtores de compostos ou os transformadores finais, nossos principais clientes”, resume Paulo Novas, diretor de vendas da divisão de aditivos da Clariant, especializada na venda de produtos à base de fósforo.
Também são observados os efeitos colaterais de cada um dos aditivos – existem produtos que, além de retardar a propagação do fogo, melhoram outras propriedades dos polímeros, como a estabilidade de cor da peça submetida à ação de raios ultravioletas, ou o seu desempenho mecânico. Os retardantes podem inibir as chamas por meio de ações físicas ou químicas. No caso das físicas, agem por meio de resfriamento, quando liberam partículas de água ao serem expostos ao calor (caso do aditivo alumina triidratada), ou por formação de uma camada protetora que envolve as peças (caso dos fosforados e dos compostos de nitrogênio ou boro), entre outras possibilidades. Já nas ações químicas, os retardantes podem provocar, na presença de calor, uma reação com o ar, absorvendo o oxigênio que seria utilizado pela combustão (halogenados) ou podem reagir com os polímeros na fase sólida, formando uma camada protetora rica em carbono na superfície dos grãos (fosforados e compostos de fósforos, entre outros). Halógenos – Na guerra para a conquista de clientes, cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Como cada um dos produtos apresenta características diferenciadas, todos procuram ressaltar a qualidade dos aditivos que oferecem e destacam as aplicações para as quais são mais eficazes. Os produtores de retardantes bromados lembram a eficiência do aditivo. “Nossos produtos são mais eficazes do que a maioria dos retardantes não halógenos, apresentam custos mais competitivos e não afetam as propriedades dos polímeros”, garante Selena, da Chemtra. Em relação às desvantagens apontadas pelos rivais, como o fato de serem poluidores e emissores de fumaça tóxica, a gerente comercial tem a resposta na ponta da língua. Ela afirma que a Dead Sea tem preocupação constante com o tema e tem feito de tudo para minimizar tais efeitos, com o constante investimento na descoberta de novas formulações. Segundo Selena, um dos maiores sucessos de venda da empresa – as linhas de produtos derivados do decabromo – foram recém-avaliadas com rigor na Alemanha e não são mais produtos considerados emissores de gases tóxicos. “Retiramos há cinco anos outra linha de produtos que comercializávamos, a de óxido de pentabromodifenila, considerada tóxica e ainda hoje oferecida por algumas de nossas concorrentes”, diz. Selena também alfineta as linhas de não halógenos. “Ainda não foram investigados suficientemente para sabermos as conseqüências exatas de seu uso.” O constante aperfeiçoamento tecnológico dos bromados também é apontado por Soraya, da Great Lakes, como a forma encontrada pelos seus fabricantes para prolongar sua vida útil. “Hoje já temos uma linha extensa de fórmulas capazes de reduzir bastante a emissão de fumaça dos halógenos”, afirma a consultora. Apesar da defesa, os fabricantes de halógenos se renderam à realidade do mercado e, na última década, diversificaram suas linhas, passando a investir também na produção dos não halogenados. A Great Lakes, há cerca de quatro anos, lançou a linha FMC, composta por retardantes à base de fósforo. Caso similar ocorreu com a Dead Sea. As duas também oferecem combinações de halógenos com não halógenos, desenvolvidas para aproveitar as qualidades e atenuar os defeitos das duas famílias.
|
|||||||
| <<< Anterior | |||||||