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PVC CRESCE NO MERCADO DE ESQUADRIAS E PERFIS

O PVC sofre com a estagnação do mercado de construção civil, mas nas esquadrias e perfis a situação é diferente. Cinco anos após ter firmado joint venture com a belga Tessenderlo Chemie, a Medabil já produz mais de 10 milhões de esquadrias de PVC ao ano e fatura US$ 2 bilhões, integrando-se a uma grande rede internacional, formada por fábricas de perfis instaladas em doze países. A rede ainda conta com uma centena de licenciados, fabricantes de esquadrias espalhados por várias localidades em diversos países. 

A empresa dedicou mais de 30 anos à fabricação de forros e portas sanfonadas, mas a parceria com o grupo belga abriu um mercado novo para o PVC no País, na opinião de Patrícia R.F. Jorge, supervisora de operações da Medabil. Hoje, a atuação no mercado brasileiro conta com 17 fábricas de esquadrias licenciadas, quatro instaladas no Rio Grande do Sul, duas em Santa Catarina, duas no Paraná, cinco em São Paulo, e ainda em Brasília-DF, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. Ainda dispõe de dois licenciados no exterior, no Paraguai e no Uruguai.

Com dois distribuidores instalados no Brasil (Europvc e Eurosystem), a alemã Kömmerling, líder em perfis para janelas e portas no mercado europeu se prepara para uma provável virada do PVC na América Latina em relação a seus competidores, como madeira, ferro e alumínio. 

"No Brasil, o consumidor ainda não aprendeu a valorizar o conforto termo-acústico, mas estamos promovendo várias ações de futuro, realizando palestras para graduandos do último ano de arquitetura, nas quais destacamos a importância do PVC no segmento de janelas e portas", informou o diretor da Kömmerling para a América Latina José Maria Lorente. Além dessas medidas, a empresa pretende nomear distribuidores e fabricantes de esquadrias em cada um dos estados brasileiros.

Disposta a atingir novas faixas de mercado, a Weiku do Brasil, subsidiária da empresa alemã, investiu no desenvolvimento de uma nova linha mais econômica de perfis, a fim de abranger maior número de usuários.  Cuca Jorge
Lorente: palestras visam formandos em arquitetura

"Nossa linha tradicional com 50 mm de espessura era focada em residências e edificações de alto padrão, mas agora decidimos lançar perfis com novas espessuras, de 28 mm, contando com ferragens nacionais para a montagem das esquadrias, o que possibilitou reduções de custo em torno de 40% a 50%", informou o diretor de marketing Michael Lochner.

Há cinco anos no mercado brasileiro, a Weiku vê dobrar a cada ano suas vendas de perfis. "É um mercado novo que deslancha", considerou Lochner. Ele já acalenta projetos de expansão, comaumento da estrutura atual, integrada por oito empresas parceiras (instaladas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás), com previsão de instalar montadores de esquadrias em todo o País e América Latina. 

Cuca Jorge Fabricar esquadrias de PVC tem atraído novos investidores decididos a diversificar. Esse é o caso do distribuidor de produtos químicos e resinas Carlos Alexandre Pulici que, em maio de 2002, inaugurou a Ecowindow, em São Paulo, para fabricar perfis. 
Pulici: mercado brasileiro é um dos mais promissores

Com pouco mais de um ano de atuação, a empresa já se tornou fornecedora de construtoras de médio e grande porte, como Gafisa, Inpar, Verticom e Croma.

"O mercado de esquadrias cresceu muito no mundo inteiro e desponta no mercado da construção civil brasileiro como um dos mais promissores", considerou Pulici. Segundo ele, há três anos, o PVC não passava de um traço nas estatísticas, mas agora as perspectivas aumentam e os negócios tendem a evoluir mais rápido nos próximos anos. 

Com capacidade para produzir entre 2.500 a 3.000 esquadrias/mês, a Ecowindow fornece os maiores volumes de esquadrias para prédios de médio padrão e construtoras. Em um dos últimos fornecimentos a empresa colocou 1.850 esquadrias para a construtora Croma, responsável pela obra de um dos edifícios da CDHU, Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano, em São Paulo.

"O nosso foco é fabricar esquadrias, mas se houver ociosidade na produção passamos a fabricar forros", revelou Pulici, até porque, segundo ele, o mercado de forros está entre os mais competitivos, estimando-se que dele participem mais de 200 fabricantes.

A disposição de participar do mercado brasileiro de esquadrias também contagia investidores asiáticos, como a DAE-A, empresa bem posicionada entre os fabricantes mundiais de perfis em PVC, com fábrica na Coréia do Sul, de produção mensal da ordem de seis mil toneladas. 

"Por enquanto estamos importando os perfis, mas vamos ter instalações para iniciar a produção local em São Paulo", revelou Daniel Kim, representante da DAE-A no Brasil.

Já a Medabil Tessenderlo lançou a linha Splendore de esquadrias em PVC, com 46 mm de espessura, que permite incorporar vidros duplos ou simples.

Cuca Jorge
Kim aposta em nova fábrica para produzir perfis no País

Trata-se de espessura intermediária aos modelos tradicionais já fabricados pela empresa, como os da linha Mondiale, com 60 mm de espessura e da linha Versatile, com 30 mm de espessura. A nova linha de perfis para janelas da linha Mondiale também inclui o modelo oscilo-batente. Com 60 mm de espessura e alto índice de isolamento acústico, o novo sistema pode compor fachadas e ambientes internos. Possui ferragens importadas e lâminas internas em aço para a maior segurança dos usuários.

Em pré-lançamento, a principal novidade da Kömmerling consiste numa nova formulação de composto que, além de todos os atributos termo-acústicos, promete conferir ao material a característica inédita auto-limpante. Portas e janelas fabricados com o composto estarão imunes a poeiras e sujeiras, graças a inovações nele introduzidas. O produto reage quimicamente à presença de corpos estranhos. 

R. M. e M. A.


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