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Sistemas valvulados – Os bicos valvulados em máquinas injetoras, utilizados há muitos anos, evitam a purga da resina. Função exercida também pelas buchas quentes valvuladas nos moldes de câmara quente. “Possibilitam ainda o preenchimento seqüencial de cavidades com mais de um ponto de injeção ou a moldagem de peças com massas diferentes em um mesmo molde”, explica o diretor da Delkron, de Mairiporã-SP, Ney Kaiser. |
| Kaiser: manifolds têm elevada vida útil |
Outras funções interessantes são a redução dos vestígios dos pontos de injeção, em geral acima de 3 mm; injeção de elevadas quantidades por segundo e de alguns materiais de engenharia que se comportam melhor com canal aberto.
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De acordo com Kaiser, a Delkron foi a primeira empresa especializada a desenvolver e fabricar de modo dedicado sistemas de câmara quente no Brasil, em 1988. As buchas quentes têm resistências helicoidais com blindagem externa. “Garantem menor consumo de energia e maior contato da resistência com o núcleo aquecido, aumentando a taxa de transmissão de calor e a eficiência do equipamento.”
O núcleo supercondutor maciço e endurecido possibilita menor desgaste e maior vida útil, sendo blindado contra vazamentos de resina e desrosqueamento. As regiões de contato com o molde possuem isoladores endurecidos para evitar perdas de calor e possibilitar o bom desempenho nos casos de refrigeração intensiva. “Todo o equipamento é inoxidável.” |
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| Câmara quente da Fator reduz consumo de
energia |
Os manifolds são confeccionados em ligas térmicas especiais endurecidas para garantir alta estabilidade dimensional. Possuem ainda, segundo o fabricante, blindagem de proteção para a parte elétrica e dos canais internos contra vazamentos de resina, resistências e sensores com sistema de troca rápida, isoladores endurecidos que garantem perda mínima de calor e baixo consumo de energia, além de sistema exclusivo de balanceamento térmico, hidrostático e hidrodinâmico dos canais para o preenchimento equilibrado em todos os pontos de injeção. “Característica importante para o uso com resinas de engenharia ou peças de espessuras finas”, explica.
Kaiser destaca o sistema de aquecimento para o controle individualizado de temperatura por ponto ou grupo de pontos de injeção. “Caracteriza-se pelo rápido ganho de temperatura, menor tempo de aquecimento e de set-up alta precisão e estabilidade do controle térmico.” Dentre as principais vantagens, cita a elevada vida útil. Tanto os manifolds quanto as buchas quentes podem ser fornecidos em placas porta-moldes em aço especial para trabalho a quente, tratadas termicamente, e com os alojamentos já executados. “A instalação e os testes térmicos, elétricos e contra vazamentos são realizados antes da entrega dos conjuntos ao cliente.”
Complementa a linha de produtos da empresa os controladores de temperatura microprocessados, os bicos filtrantes (acessórios que captam partículas da resina com dimensões superiores a 0,5 mm e evitam o entupimento de câmaras e buchas quentes) e equipamentos e serviços de engenharia para stack-molds. “No último ano, a empresa se dedicou ao desenvolvimento de novos acessórios, ao aprimoramento de sua linha e ao desenvolvimento de novos produtos que serão lançados em 2004.”
Mercado – Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor de bens de capital mecânico em 2003, a Delkron encerra o ano sem perder vendas. “O faturamento deve ficar próximo ao de 2002.” As perspectivas para 2004, no entanto, são de crescimento e se ancoram principalmente nas exportações para a Europa e retomada do mercado brasileiro. Depois de permanecer alguns anos como o único fabricante nacional de sistemas de câmara quente, a empresa acompanhou a expansão do mercado. “Observamos a migração de fabricantes de diversas áreas como uma maneira de otimizar as visitas das equipes de vendas aos clientes ligados à transformação de plásticos por injeção e, assim, minimizar as perdas de faturamento em virtude da retração do seu mercado de origem.”
Muitas empresas, segundo Kaiser, operam como revendedores locais de sistemas importados ou importam partes dos equipamentos comercializados no País. Boa parte veio dos ramos de usinagem, manutenção industrial e de aquecimento elétrico em geral. “Não possuem histórico específico na área de engenharia dedicada à transformação ou ao processamento de termoplásticos, reologia de materiais, processos produtivos, etc.”, critica.
Com isso o mercado nacional de câmara quente está dividido entre empresas especialistas e generalistas. “Cada uma tem seu público alvo e seu padrão de atuação”, argumenta. A pulverização aumentou a concorrência, mas ajudou a difundir a tecnologia.
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Na avaliação de Kaiser, cerca de 15% de todos os moldes para injeção de termoplásticos fabricados no País têm pelo menos uma bucha quente para a redução ou a eliminação de seus canais de injeção. “Em outros países, principalmente na Europa, a proporção é duas a três vezes maior, pelos dados que colhemos recentemente.”
Para o diretor industrial da Fator, de São Paulo, Antonio Francisco Cavalcanti os números do mercado nacional já ultrapassam 35%, contra 60% dos Estados Unidos e Europa. Fundada em 1990, a empresa tem filiais em Joinville- SC e Caxias do Sul - RS. Fazem parte da linha de produtos câmara quente tradicional, valvulada e seqüencial; bicos quentes e valvulados para moldes; bicos para injetoras dos tipos direto, com filtro e valvulado; controlador de temperatura e placa porta molde. |
| Cavalcanti estima alta de 30% nas vendas |
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