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MOLDES

SETOR GANHA MAIOR PRODUTIVIDADE COM CONSOLIDAÇÃO DAS
CÂMARAS QUENTES
Dispositivos como bicos valvulados e sistemas montados direto nos porta-moldes agregam
mais benefícios à injeção sem canal e aprimoram a tecnologia de produção dos moldes
Simone Ferro
Atreladas à evolução tecnológica do setor de moldes, as câmaras quentes ganham maior importância na indústria do plástico. Preocupados em melhorar o desempenho dos seus produtos, os fabricantes de câmaras quentes nacionais e estrangeiros lançam mão de dispositivos como bicos valvulados, capazes de agregar inúmeras vantagens ao processo de injeção sem canais, e sistemas montados diretamente nos porta-moldes.
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As câmaras quentes transformaram-se, assim, em unidades independentes, cuja facilidade de integração e redução dos erros com a fiação agilizam a montagem das ferramentas e conferem benefícios ao processo. “Moldes são produzidos com prazos cada vez menores e a tecnologia continua a avançar”, defende o gerente geral da Incoe International Brasil, de Itatiba-SP, Michael Rollmann. |
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| Rollmann: sistema elimina perda térmica |
Os sistemas pré-montados da Incoe possuem calhas para passagem de fiação elétrica, instalação dos conectores do controlador de temperatura do molde, bem como tubulações pneumáticas ou hidráulicas. “São unidades auto-suficientes, prontas para a instalação no molde, com as mesmas vantagens dos sistemas montados diretamente no porta-moldes a um custo bastante reduzido”, garante.
Produzidos no Brasil, empregam apenas resistências e termopares importados da matriz americana ou da fábrica na Alemanha. O segredo do sistema integrado, segundo Rollmann, está no projeto do bloco distribuidor (manifold) unificado. “Os bicos são rosqueados diretamente nele, eliminando o uso da placa de retenção. Além disso, garante perfil térmico uniforme, eliminando assim qualquer perda térmica.”
Recentemente, a empresa lançou a bucha DF, item mundial da companhia; a bucha quente valvulada DSV; e a ESB, que substitui a bucha fria sem necessidade de usinagem no molde. Ainda fazem parte da linha sistemas de câmara quente padronizados e especiais, bicos e filtros para injetoras, controladores de temperatura multi-zona e acessórios para a indústria de transformação de plástico. Segundo Valdinei S. Cavini, do departamento de vendas, a Incoe investiu na otimização dos processos de montagem e em equipamentos de testes e controle de qualidade. “Reestruturamos a filial brasileira e contratamos e treinamos novos funcionários com o objetivo de reforçar a equipe técnica e vendas.”
Apesar da recessão registrada em 2003, a empresa conseguiu manter os níveis de vendas dos anos anteriores. “Em 2004, esperamos um aumento significativo, pois muitos projetos novos tendem a ser concretizados”, afirma Rollmann. Dentre os objetivos, cita a ampliação do projeto de nacionalização dos componentes e a conseqüente redução das importações. “Planejamos ainda exportar componentes fabricados no Brasil para a matriz e outras filias.” A Incoe vai marcar presença na Ferramentaria + Modelação - Feira e Seminário de Soluções e Tecnologia, de 23 a 26 de março de 2004, em Joinville-SC, como os sistemas valvulados e integrados.
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