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| Cuca Jorge |
Mais multi – A austríaca Engel, conhecida pela tecnologia de injeção sem colunas, também atua em multicomponentes com a linha Combimelt, de 20 a 2.000 toneladas de força de fechamento. Dentre os processos disponíveis, destaca-se a moldagem de termoplásticos com sobre-injeção de borracha termofixa. O elastômero tem ciclo mais longo e entra frio no molde, onde é aquecido e curado. “A combinação dos dois materiais exige alta tecnologia e supre as limitações da borracha termoplástica, principalmente em relação à elasticidade e resistência a óleo”, afirma Herbert Buschle, diretor da HDB, de Cotia, representante exclusivo da Engel no Brasil. |
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| Buschle: máquina sem coluna facilita
transferência da peça |
A empresa oferece ainda outras opções tecnológicas, como multimaterial (mesa rotativa, molde giratório e transferência por robô), combinada e co-injeção. “A máquina sem coluna facilita a transferência da peça”, avalia. O porte e o tipo dos equipamentos variam de acordo com a solicitação da peça e as necessidades dos clientes, incluindo modelos com força de fechamento superior a 2.000 t.
Outro sistema disponível para máquina de grande porte permite que o molde gire no próprio eixo, como um dado. Equipada com dois conjuntos de injeção, um contra o outro, produz, entre outras coisas, lentes sofisticadas para a indústria de autopeças. A transferência ocorre por meio de robô. A Engel instalou a primeira Combimelt no País em 1992.
| O diretor geral da Arburg do Brasil Roberto M. Schaefer registrou o aumento no número de consultas para os segmentos de injeção multicomponentes, de polietileno tereftalato (PET) e de máquinas elétricas. Recentemente a empresa lançou a injetora 100% elétrica, modelo 520 A 1300 – 400 (A de Alldrive), com força de fechamento de 130 t e distância entre colunas de 520 mm. Schaefer, no entanto, ainda aposta a maioria das fichas na tecnologia híbrida que combina acionamentos elétricos e hidráulicos. “Tais máquinas garantem melhores resultados com custo menor de investimento”, avalia. |
Cuca Jorge |
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| Schaefer: injetoras híbridas exigem
investimentos menores |
A empresa lançou também a injetora hidráulica, modelo 170 U 150 – 30, com 15 t de força de fechamento, indicada para a produção de pequenas peças de precisão. No segmento de PET, além de máquinas para grandes produções, fabrica equipamentos menores, nicho de mercado onde atuam pequenas engarrafadoras cuja demanda não justifica o investimento em equipamentos de altíssima produtividade. Dentre os principais mercados de atuação, destaca ainda os de alta tecnologia e volumes, como o automotivo, embalagens, peças técnicas, PET e outros.
Para multicomponentes e co-injeção, conta com dois modelos da linha Allrounder, o C e o S. O equipamento padrão possui duas unidades de injeção, uma vertical e outra horizontal. Opcionalmente pode operar com as duas no plano horizontal (posição em L). As possibilidades de combinação variam de acordo com as necessidades do cliente para até quatro cilindros injetores.
A Arburg começa o ano de casa nova e própria. “As instalações, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, têm show room, sala de treinamento, estoque ampliado para peças de reposição, bem como amplo estacionamento, permitindo oferecer aos nossos clientes um atendimento mais adequado.” No local, serão realizadas palestras e treinamentos mensais para os usuários dos equipamentos Arburg. As máquinas em demonstração ficarão à disposição para testes de moldes e de processos de injeção. “Para tanto, basta agendar uma data com o departamento de suporte técnico.”
Segundo Schaefer, o mercado manteve-se recessivo em virtude da expectativa em relação ao novo governo. A empresa, no entanto, registrou crescimento significativo. “O câmbio baixou em relação ao início do ano e se mantém relativamente estável. Isso contribui para a venda de equipamentos importados. Agora no final do ano, com a percepção de que o governo não é nenhum bicho-papão, as empresas tiraram os projetos da gaveta e estão dando continuidade aos investimentos suspensos”, afirma.
| Cuca Jorge |
Embora a empresa não divulga o volume de vendas, garante que superou os resultados de 2002. Para 2004, projeta crescimento de pelo menos 25% sobre o faturamento deste ano. A Arburg fabrica injetoras para materiais plásticos e pós metálicos com capacidade de fechamento de 15 até 400 toneladas. A linha compõe-se de modelos hidráulicos, mecânicos e elétricos, com uma ou até quatro unidades de injeção. Faz ainda robôs para manipulação, bem como secadores e desumidificadores.
Embalagem — Segundo o diretor superintendente da Krauss Maffei do Brasil, Luiz Henrique Hellbrügge a empresa colheu bons frutos ao focar o mercado de embalagens. Pelo menos 42% das vendas atenderam a esse segmento. “A estratégia mostrou-se bastante eficaz. Muitos de nossos clientes desfrutam do potencial exportador que a atual conjuntura propicia, compensando assim a morosidade do mercado interno”, avalia.
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| Hellbrügge: embalagens salvaram os negócios |
Com isso, a divisão de máquinas injetoras deve chegar ao final do ano com o faturamento 10% maior em relação ao exercício anterior. O volume de consultas e projetos também indica boas perspectivas para 2004. A Krauss Maffei fabrica máquinas injetoras de duas placas, de 30 a 5.400 t de força de fechamento com tecnologia hidráulica, híbrida ou elétrica. “Garantem repetibilidade de processo e confiabilidade do equipamento.”
Dentre os lançamentos mais recentes, Hellbrügge destaca a linha IMC - Injection Moulding Compounder. “São máquinas de 650 a 4.000 t, equipadas com extrusoras de dupla rosca de ação contínua. Possuem ainda alimentação por sistema gravimétrico que permite o processamento de matérias primas básicas ao invés do compostos”. S.F.
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NOVO PROCESSO INJETA JANELAS AUTOMOTIVAS |
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Com foco nos processos especiais, a Battenfeld, de Osasco-SP, registrou avanços na injeção assistida a gás no segmento de eletroeletrônicos. Conhecido por Airmould, o sistema garante volumes de injeção de 6 m³ a 28 m³, segundo Marcos Cardenal, do departamento de vendas. “Trata-se de um mercado com grande potencial de crescimento e que já tem apresentado bons resultados para a empresa”, afirma.
A principal novidade, no entanto, fica por conta do processo para fabricação de janelas automotivas laterais e traseiras em policarbonato (PC), o IMP More - In Mold Pressing. “Permite que o recalque seja feito pelo fechamento da injetora em conjunto com o molde, possibilitando a injeção de peças de grandes dimensões isentas de tensões.” Um dos segredos, segundo Cardenal, está no coating responsável por ampliar a resistência a riscos.
Divulgação

Peça sai da máquina isenta de tensões
A Battenfeld, em parceria com a Exatec (joint venture entre a Bayer AG e GE Plastics para a produção da matéria prima) e a Summerer (fabricante do molde), apresentou a tecnologia na NPE 2003. “O controle do recalque ocorre no sistema de fechamento do molde ao invés do processo convencional, na rosca de injeção.” Na feira, foi empregado para a produção de janelas automotivas traseiras em uma injetora modelo HM, de duas placas, com 2.000 t de força de fechamento e colunas retráteis, ou seja, as quatro colunas (tirantes) da injetora acompanham a placa móvel durante a abertura e fechamento. A peça final tinha 1 m² de área.
Dentre as vantagens do uso de PC, Cardenal destaca a leveza; a resistência mecânica, tornando os carros mais seguros durante uma coBlisão ou capotamento; a liberdade de design; a facilidade de moldagem, permitindo formas até então limitadas pelo vidro; a redução de ruídos; e a reciclagem. Estudos internacionais estimam que até 2008 a totalidade das janelas de automóveis seja fabricada em PC. Os primeiros exemplares deverão estar no mercado a partir de 2005. “Já existem protótipos rodando”, afirma. O produto ainda aguarda homologação dos órgãos de segurança americano e europeu.
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