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Novas tendências – O gerente do setor de marketing técnico da Romi, de Santa Bárbara d´Oeste-SP, Antonio Dottori, aposta na tendência de os transformadores exigirem cada vez mais projetos completos, incluindo desde a máquina aos moldes e periféricos. “Com isso, os produtos terão maior valor agregado, e os fabricantes serão responsáveis por todo o processo, mesmo quando não fabriquem a totalidade dos equipamentos empregados.”
Outro ponto, na avaliação de Dottori, é a integração maior da máquina com o meio ambiente, ou seja, equipamentos mais silenciosos, com melhor aproveitamento energético e maior facilidade de operação e programação. “Precisão, repetibilidade, tecnologia de ponta serão itens obrigatórios, dentro do escopo do equipamento.”
Dentre os projetos para os próximos períodos, cita o desenvolvimento da injetora para múltiplos componentes. “Estamos dentro do cronograma previsto para o lançamento”, afirma. Na Brasilplast, a Romi apresentou a injetora de duas placas, linha Primax DP, com modelos de até 2.000 t; a máquina totalmente elétrica, Eletramax; a híbrida (com plastificação elétrica) Velox H para ciclos ultrarápidos, e consolidou o uso do painel Controlamster 9 com base de operação Windows. “O transformador nacional passou a ter opções até então disponíveis apenas nas linhas importadas.” A empresa exportou para América |Latina, especialmente Argentina e Colômbia.
A italiana Negri Bossi prepara o lançamento do primeiro protótipo montado no País. A injetora de 210 t de força de fechamento integra a série Canbio composta por modelos hidráulicos com fechamento mecânico de 40 t a 530 t. Segundo o diretor comercial Venceslau B. Salmeron, a produção nacional, prevista inicialmente para 2003, começa apenas no próximo ano, e inclui injetoras desde 200 t até 500 t.
Instalada em Mogi Mirim-SP, a fábrica tem 8.500 m² de área construída e abriga, além da futura produção de injetoras, a linha de fornos e equipamentos para a indústria de cerâmica da Sacmi, holding que detém 60% das ações da Negri Bossi. “O ano foi muito ruim até agosto, depois concluímos algumas importações”, afirma Salmeron. Segundo ele, a empresa conseguiu boa participação entre as marcas importadas. A produção local, no entanto, deve garantir maior competitividade com os fabricantes nacionais, não só em virtude da redução de custos, como também pela possibilidade de obtenção de Finame.
Fazem parte da linha de máquinas da empresa a série V, de 600 t a 1.000 t; e as elétricas Elma, com modelos desde 90 t até 210 t. Em maio, lançou as injetoras VP com quatro modelos, 200, 250, 350 e 480 t de força de fechamento. “Trata-se de máquina elétrica com injeção hidráulica com acumulador, destinada à produção de peças de parede fina com ciclos ultra-rápidos. A velocidade de injeção alcança 1.000 mm por segundo”, afirma. Dentre as vantagens, destaca o preço. “Oferecemos preço de máquina standard com características de equipamento especial.”
| Disputa no preço – Pelas contas do gerente geral da Husky do Brasil Fabio Seabra a demanda nacional recuou 50%. Além de enfrentar a redução nos volumes, os importadores sofreram com a concorrência cada vez mais acirrada. “Muitas empresas estrangeiras venderam equipamentos a preços bem inferiores aos praticados em outros países”, afirma. A desestabilização no preço apresentou, no entanto, um ponto positivo, na avaliação de Seabra. “Ajudou a impulsionar e a solidificar a manufatura local de câmaras quentes.” |
Cuca Jorge |
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| Seabra fechou bons negócios no PET e injeção
de paredes finas |
A linha de máquinas da Husky vai de 90 t a 8.000 t e destina-se a diversos tipos de aplicação, desde tampas em polipropileno (PP) e polietileno, preformas de PET e containers de parede fina em PP, até autopeças, como pára-choques, painéis de instrumentos e laterais, passando por lacres de plástico, caixas de cd e dvd e containers para lixo. “Nossos equipamentos são conhecidos pelo altíssimo desempenho, tanto em velocidade como em repetibilidade.”
O último lançamento da empresa consiste no modelo Polaris, acrescido à linha Hylectric. A máquina opera com servo motor na etapa de plastificação e movimentos simultâneos hidráulicos na injeção e fechamento controlados por um computador industrial. “Mantêm o desempenho alto e facilita a interface homem-máquina.” A Husky introduziu a plataforma Hylectric nos sistemas de PET. No Brasil, a empresa possui um Centro Tecnológico, equipe técnica própria e mais de US$ 2,5 milhões em peças de reposição nacionalizadas.
Apesar das dificuldades econômicas, a Husky elevou as vendas em relação a 2002. “Vendemos 100% dos projetos em que participamos no segmento de PET e alguns outros para injeção de peças de parede fina. Ficamos abaixo do nosso budget, porém vendemos o dobro do ano passado.” O faturamento ficou 20% abaixo do projetado. Ele espera crescer aproximadamente 30% em 2004. A previsão tem como base os projetos encaminhados ou acordados neste final de ano. Na avaliação de Seabra, os mercados menos afetados pela crise foram o elétrico/eletrônico e alguns nichos de embalagens.
Dessa opinião compartilha o diretor da Mir do Brasil, de Barueri-SP, Marcio Ribaldo. Ele também percebe maior procura por máquinas especiais, visando a melhoria da qualidade dos produtos e dos processos. Sendo assim, a demanda tem caído não só em decorrência da retração do mercado, mas também porque os equipamentos novos, cada vez mais produtivos, substituem até três obsoletos. Diante desse quadro, a Mir também registrou a inevitável retração nas vendas. “O volume ficou abaixo das expectativas.” Porém, as atuais conjunturas projetam mudanças para 2004. “O crescimento da Mir do Brasil deverá ser significativo, o que se deve principalmente em virtude do péssimo desempenho do mercado de janeiro a setembro deste ano.”
Recentemente, a Mir lançou injetora horizontal 100% elétrica, o modelo E-Power, com cinco motores elétricos. A linha da empresa conta com injetoras desde 25 t até 9.600 t de força de fechamento, incluindo modelos horizontais, de duas a seis unidades injetoras para produção de peças multicomponentes ou multicores; verticais, para fabricação de peças com insertos ou duas cores com insertos; horizontais e verticais para elastômeros; e horizontais para termofixos (baquelite e poliéster).
Virando o jogo – Recuperar os níveis de vendas e faturamento consta dos objetivos da Demag Ergotech para 2004. Os números são ambiciosos. A empresa pretende dobrar ou até triplicar os volumes em relação a 2003. “Em 2002, o setor já registrou forte retração”, afirma o gerente geral, Udo Löhken. Dentre os fatores que contribuíram para a desaceleração dos investimentos, destaca a retração do consumo, o arrocho fiscal e a elevação dos juros. “No primeiro semestre, o mercado ainda sofria os reflexos do período pós-eleitoral e de alta inflacionária.” Com isso, as vendas da empresa caíram pela metade.
Os primeiros sinais de recuperação, a partir do último trimestre, já sustentam expectativas de melhora. “Não podemos fazer um balanço do ano, pois ainda devemos concluir algumas vendas até o final de dezembro”, estima Löhken. O lançamento mais recente da Demag foi a injetora elétrica, cujo grande diferencial refere-se aos acionamentos elétricos diretos de alto torque, segundo o fabricante. “Os motores não necessitam de redutores, correias ou caixas redutoras. Isso reduz o número de componentes e, conseqüentemente, os custos de manutenção.”
A empresa fabrica variada gama de injetoras hidráulicas para peças técnicas e aplicações gerais, desde 25 t até 2.000 t, como a linha System de alta produtividade e produção. Na família de máquinas híbridas, oferece a EL-EXIS E, de 60 t. a 200 t, para moldagem de peças técnicas de alta precisão; e a EL-EXIS S, de ciclo rápido para peças de parede fina, com modelos desde 60t até 420 t. As elétricas, da linha Intelect DD, também se destinam às peças de alta precisão, variando de 50 t a 150 t de força de fechamento.
Oferece ainda modelos verticais para sobre-injeção de insertos com mesa rotativa, com forças de fechamento a partir de 35 t até 650 t; e de duas placas, de 2.000 t a 3.000 t. A linha Multi, para injeção de múltiplos componentes ou multicores, varia de 50 t a 2.000 t. Também para esse segmento, a Demag oferece o sistema Multi-Plug que permite a instalação de unidade de injeção adicional em equipamento convencional. O sistema desenvolvido pela empresa se adapta à maioria das injetoras convencionais.
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