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Na chapa – A co-extrusão também avançou no segmento de chapas, segundo o diretor da Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos, responsável pela representação da Reinfenhauser, Peter Jungblut. O principal mercado de atuação da empresa no Brasil é o de chapas para termoformagem. Fornece ainda equipamentos para filmes e não-tecidos.
Com a produção local suspensa em 2000, a empresa passou a atuar somente com importações diretas da matriz na Alemanha. Em 2001, lançou a extrusora R27-1-25-25, modelo compacto, com novo acionamento direto na rosca que elimina o uso de redutor. “A tecnologia garante menor consumo de energia elétrica e facilita a manutenção.” Disponível apenas para pequenas
extrusoras com rosca de 25 a 30 mm, usadas como unidades auxiliares no processo, para realimentação de refile ou introdução de aditivos.
| Cuca Jorge |
A italiana Bandera lançou a linha de co-extrusão de chapas de polietileno tereftalato (PET) reciclado, polietileno e adesivo (resina tie). As proporções da mistura variam de 80% a 85% de PET (reciclado, virgem ou mesclado), 5% de resina aglutinante e entre 10% e 15% de polietileno. De acordo com Carlos Soares, representante da empresa no Brasil, a tecnologia permite também a aplicação de camada barreira (EVOH ou náilon). |
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| Soares aposta na extrusão de PET |
A linha opera com cabeçote plano e tem produções horárias a partir de 500 quilos para espessuras superiores a 0,4 mm. “Dispensa a cristalização e desumidificação do PET e emprega eficiente sistema de degasagem.” A máquina standard produz chapas a partir de 800 mm com espessuras entre 0,3 mm e 1,2 mm, segundo o fabricante. “Atende a aplicações cuja profundidade de repuxe é o principal parâmetro e está disponível em diversas configurações técnicas”, afirma Soares.
Tubos – Estima-se que a ociosidade nas fábricas de tubos e conexões supere os 40%. Tamanha retração, registrada desde 2001, após períodos de ostensivos investimentos, determinou grande retração na demanda de extrusoras. Com filial no Brasil desde 2001, a italiana Bausano engavetou alguns projetos em virtude da queda nos volumes de vendas, segundo o diretor comercial Chrystalino Branco Filho. A empresa pretendia expandir as instalações, provavelmente no interior de São Paulo, e transformar a atual sede em show room. O investimento aguarda ventos mais favoráveis.
De acordo com Branco, a nacionalização dos equipamentos atinge cerca de 40% em relação ao volume financeiro. Fazem parte da linha as extrusoras para compostos de policloreto de vinila (PVC), polipropileno (PP) e polietilenos até 1.000 kg/hora. Capacidades maiores continuam sendo importadas. A empresa também tem máquinas para a fabricação de tubos, chapas e perfis com várias configurações e capacidades, incluindo co-extrusoras para até cinco camadas.
A linha dupla-rosca MD opera com dois a quatro motores. Os diâmetros de rosca variam de 30 mm a 125 mm para até 1.000 kg/h. As importadas alcançam 3.000 kg/h com rosca de 170 mm. As extrusoras mono-roscas linha SD vão de 30 mm a 160 mm e produção de 40 kg/h até 1.300 kg/h. No Brasil, os carros-chefes são os modelos MD 72 e 90 até 500 kg/h e SD 70 e 90 para 250 kg/h.
Também a alemã Krauss Maffei lançou nova série. Denominada XS é composta por três modelos: duas mono-rosca, de 45 e 60 mm de diâmetros e L/D 30, e uma dupla rosca de 75 mm e L/D 26. “São máquinas mais flexíveis, com menor capacidade de produção para operar com variada gama de materiais”, afirma o gerente de vendas da divisão de extrusoras da filial brasileira Bruno M. Sommer. Tais características permitiram redução de preço da ordem de 30% em relação à tradicional série KM.
O lançamento visa aproximar a Krauss Maffei dos pequenos e médios transformadores. Enquanto uma extrusora KM-E de 45 mm produz de 190 kg/h até 220 kg/h de PEAD, a 45 XS transforma 75 kg/h. Por se tratar de equipamento standard, o tempo de fornecimento também é menor, cerca de dois meses. A linha opera com motor de corrente alternada e possui painel de controle com software para receber todos acessórios de automação.
Madeira plástica – Ainda pouco explorada no Brasil, a extrusão de perfis, chapas ou compostos com pó de madeira e resina termoplástica tem vasto campo de aplicação. A extrusora Polywood da Bausano permite o uso de até 80% de pó de madeira e 20% resina termoplástica, tais como polietilenos ou polipropileno. A Cincinnati Extrusion, ex-Cincinnati Milacron, também aposta no mercado de fibras de madeira com a extrusora modelo Fiberex.
Dentre as aplicações, incluem-se pisos suspensos, móveis de jardins, janelas, grades, cercas e outros. “Nos Estados Unidos estão sendo transformados mais de 400 mil t/ano”, afirma o diretor da Austromaq, de Joinville-SC, Heinrich Portele, empresa responsável pelas vendas da Cincinnati Extrusion no Brasil desde 1995. A tecnologia também faz parte da linha de máquinas da americana Davis-Standard.
No Brasil, os principais segmentos de atuação da Cincinnati Extrusion são os perfis e tubos de pressão e para água quente. O País, no entanto, tem grande potencial de crescimento nas áreas de saneamento básico com tubos de polietileno para água potável e tubos corrugados de até 2.400 mm de diâmetro em substituição aos de concreto, extintos no primeiro mundo. Com relação às tendências mundiais, Portele ressalta o avanço do segmento de perfis com máquinas de alta produção. A Cincinnati fabrica quatro famílias de extrusoras para diversas aplicações. S.F.
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FERROSTAAL ENXUGA OPERAÇÕES E CORTA CUSTOS |
Em maio de 2003, as divisões de máquinas para plásticos, operatrizes e de embalagens da Ferrostaal foram integradas à Intergrafica Print & Pack (IPP), pertencente ao mesmo grupo. A ação visou reforçar as estruturas de venda, pós-venda, assistência técnica e marketing das representadas no País. “A IPP está há 40 anos no mercado brasileiro e lidera o segmento de equipamentos gráficos de médio e grande porte”, explica o gerente do departamento de máquinas plásticas Christoph D. Rieker. A companhia pertence ao grupo Ferrostaal que, junto com a MAN Roland, integra o grupo MAN.
A iniciativa, além de reduzir os custos fixos e enxugar as operações no País, contribuiu para reforçar a estrutura comercial e de marketing. “Todas as representadas da área de máquinas passaram a atuar sob a bandeira da IPP”, explica Rieker. No segmento de plásticos, representa a divisão de extrusoras da Battenfeld e as termoformadoras Gabler, entre outros fabricantes de equipamentos auxiliares de processos, como trocadores de telas e filtros contínuos da Gneuss e balanças gravimétricas e medidores de espessura de parede por ultra-som da Inoex, entre outros.
Divulgação

Sistema recupera PET pós-consumo
Segundo Rieker, a reciclagem de polietileno tereftalato (PET) foi o principal filão da Battenfeld em 2003. Os modelos de dupla rosca co-rotantes sem pré-secagem ou mono-rosca com pré-secagem têm capacidades desde 50 kg/hora até 2.000 kg/h para a produção de granulados, chapas e fibras têxteis. Dentre as aplicações em potencial, destaca a recuperação de PET pós-consumo para a fabricação de preformas. A primeira planta brasileira, a BahiaPet, em Salvador-BA, deve entrar em operação no início de 2004. “Todo o sistema de recuperação da resina, exceto a lavagem, foi desenvolvido pela Battenfeld”, diz.
O uso de resinas pós-consumo em preformas e outras embalagens alimentícias já ocorre na Bélgica, Hungria e Alemanha, sendo aprovado pela americana FDA e Frauenhofen, da Alemanha. No Brasil, o processo aguarda liberação da Anvisa. De acordo com Rieker, outras três instalações estão previstas para 2004. O processo inclui lavagem, trituração e extrusão do material. “Depois da filtragem, a resina segue para um reator onde ocorre a cristalização. A viscosidade alcança índices próximos ao da matéria-prima virgem.” Garante ainda baixa liberação de acetaldeído (AA), sem amarelecimento do material, de acordo com Rieker.
Para o segmento de extrusão de chapas de 0,2 mm a 1,2 mm, de uma a cinco camadas, a Battenfeld fornece equipamentos com capacidade de produção de até 1.500 kg/h. “Em combinação com os filtros rotativos da alemã Gneuss, garante grande estabilidade no processo em relação à pressão e viscosidade.” Para tubos de policloreto de vinila (PVC) e polietileno, a linha vai até 1.800 kg/h e 1.600 mm de diâmetro. “A maior máquina foi entregue em novembro para um cliente da Ásia.” A Battenfeld também tem extrusoras de perfis.
De acordo com Rieker, em 2003, a empresa buscou mercados alternativos para garantir o
faturamento. “Saímos dos nichos tradicionais, cujas demandas se mantiveram extremamente retraídas.” Dentre as novas aplicações, além da reciclagem, cita os smart cards de PVC.
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