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FLEXOGRAFIA
FABRICANTES APOSTAM EM LANÇAMENTOS PARA GARANTIR OS NEGÓCIOS
Aprimoramento tecnológico atende às exigências locais, mas visa sobretudo
as vendas externas, estratégia para manter os negócios
Maria Aparecida de Sino Reto
A tecnologia mais apurada exigida pelo setor de embalagens serviu de incentivo para os fabricantes de impressoras flexográficas não se intimidarem com as vendas em baixa no mercado brasileiro e apostarem no aperfeiçoamento tecnológico, lançamentos e nacionalização para captar os investimentos internos, bem como conquistar mais espaço no mercado externo.
| A estratégia deu certo para a maioria, garantindo pelo menos a repetição dos resultados do ano passado.
No caso da Carnevalli, as exportações dobraram e compensaram os poucos negócios gerados no mercado doméstico. “A exportação, que no nosso histórico dos últimos anos sempre significou de 25% a 30%, fechará neste ano em torno de 55%”, diz Luiz Antonio Dellosso Simões, diretor comercial da Carnevalli, de Guarulhos-SP. Na opinião dele, contribuíram para a queda no consumo interno o desaquecimento na economia brasileira e as dificuldades enfrentadas pela indústria do plástico, como a alta nos preços das resinas, que retiveram investimentos em novas máquinas. |
Cuca Jorge |
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| Simões focou negócios na exportação |
Renomado fabricante de extrusoras para filmes, a Carnevalli incorporou flexográficas à produção há cerca de quatro anos, mas já ocupa espaço de destaque no setor. Seu último desenvolvimento, lançado no final do ano passado e consolidado na Brasilplast (ver PM 340, fevereiro de 2003), o modelo LG 8 cores oferece ao convertedor diversos recursos em sintonia com a tendência mundial de acelerar o ajuste da máquina na troca de serviços (set up) e de melhorar a qualidade da impressão. “O projeto LG é resultado da maturidade adquirida pela Carnevalli nesses anos de atuação na área de impressão”, diz o diretor. Para Simões, os últimos avanços na flexografia visam tornar as máquinas cada vez mais automatizadas, a fim de reduzir possíveis falhas, sinônimo de prejuízo, e elevar a produtividade e a competitividade.
Cuca Jorge

Sistema de avanço e recuo dos grupos impressores é todo
automatizado
Com capacidade para imprimir filmes de até 1,20 m de largura à velocidade de até 300 metros por minuto, a família LG é equipada com recursos importantes, como sistema de avanço e recuo dos grupos impressores todo automatizado, garantia de rapidez no tempo de set up. Além disso, os equipamentos possuem sistema de travamento hidráulico para o ajuste de posicionamento dos grupos impressores individualizado e, ainda, mancais de troca rápida.
A série dispõe também de sistema de desbobinamento com freio magnético a pó, de maior durabilidade e garantia de melhor controle da tensão; e rebobinamento acionado por motores de corrente contínua com conversor de freqüência. A família LG incorpora impressoras a seis e a oito cores.
Em breve a Carnevalli promete contemplar com novidade também o segmento de tecidos-não-tecidos de polipropileno. Em fase final de desenvolvimento, a máquina incorpora recursos idênticos aos das atuais flexográficas fabricadas pela empresa para ráfia de PP, sacarias industriais de uso pesado e bobinas do tipo Jumbo. Os itens dessas máquinas considerados por Simões de relevância são a sua estrutura, projetada para filmes de elevadas espessuras, e o desbobinador com sistema especial de subida da bobina do solo até o ponto de desbobinamento, permitindo operar com bobinas de até 1,5 m de diâmetro. Os equipamentos podem ser dotados de sistema doctor blade, indicado no caso de bobinas industrias, do tipo Jumbo e ráfia com laminação de polietileno; ou doctor roll, apropriado para ráfia sem laminação. O diferencial da impressora para tecido-não-tecido consiste no sistema de controle de tensão, dotado de altíssima sensibilidade, em razão da fragilidade longitudinal e transversal do filme, esclarece Simões.
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