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COMERCIALIZAÇÃO
NOVA “BOLHA” DE CONSUMO ENTUSIASMA
Aquecimento nas vendas reanima o setor, que já projeta ampliar serviços,
mas com receio de tratar-se de mais outra nova “bolha” de consumo
Simone Ferro
Os estoques e preços estabilizados e a demanda em modesta, porém bem-vinda, elevação sinalizam melhores dias para 2004. Depois das dificuldades enfrentadas pelo comércio de resinas plásticas, em especial no primeiro semestre, representantes do setor mostram-se mais otimistas e traçam boas perspectivas para o próximo período.
| Nem mesmo as reduzidas margens de lucro, o excesso de oferta e a concorrência cada vez mais acirrada minam as expectativas de retomada de crescimento. “Sem os fatores de instabilidade que marcaram 2003, a Ipiranga Química trabalha com premissas de crescimento acima do PIB industrial”, estima o gerente nacional de vendas, João Miguel Chamma. |
Cuca Jorge |
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| Chamma: investimento em novo centro
distribuidor |
| Cuca Jorge |
No próximo ano, representantes do
setor esperam concluir seus projetos de expansão, incluindo a
ampliação do portfólio de produtos, dos serviços prestados e
do mercado de atuação, onde a regionalização das atividades
dá lugar às operações em nível nacional em muitas empresas. “Trata-se de uma tendência acentuada nos últimos cinco anos”, avalia o gerente comercial da divisão polímeros da Global World, de Guarulhos-SP, Alexandre Couto. |
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| Couto planeja abrir filial em Porto Alegre |
Considerado um ano atípico, 2003 teve dois semestres extremamente opostos. “Entre os meses de abril e junho ocorreu um inesperado recuo na demanda”, diz Chamma. Os números do Sindicato das Resinas Sintéticas do Estado de São Paulo (Siresp) confirmam as análises do varejo. De acordo com a entidade, o consumo aparente das termoplásticas caiu de 834 mil toneladas, no primeiro trimestre, para 761mil t de abril a junho.
Tal fato gerou situações negativas à cadeia produtiva, com excesso de produtos em todas as fases e oscilações acentuadas nos preços desde a matéria-prima até o produto acabado. Houve forte elevação no primeiro trimestre e queda nos meses seguintes. De janeiro a maio, as resinas aumentaram 35% em média. O polipropileno acumulou alta de 40% até março. Os reajustes ocorridos entre 2002 e 2003, a estabilização do dólar e recessão dos países europeus e asiáticos favoreceram ainda a importação, tanto de commodities quanto de plásticos de engenharia.
No segundo semestre, o mercado apresentou sinais opostos. Os estoques mais equilibrados e o aumento da demanda, embora aquém das expectativas, mudaram o panorama. Os preços voltaram a patamares muito próximos aos do início do ano. Tais condições sustentam, mesmo que modestamente, as expectativas para o próximo período.
Especulações – O ano foi marcado por várias bolhas de consumo, segundo a avaliação de Couto, da Global World. “No primeiro trimestre, as vendas cresceram em torno de 18%, por conta da Guerra no Iraque e especulações comerciais.” Caíram 12% nos três meses seguintes, época em que os preços voltaram a um patamar mais real. O terceiro trimestre apresentou leve recuperação, impulsionada pela redução nas taxas de juros e a expectativa favorável em relação às encomendas de final de ano. “O cenário para o fechamento de 2003 aponta crescimento em torno de 7%”, avalia.
Segundo Couto, os preços tendem a permanecer estáveis até dezembro, apesar da oscilação na cotação da nafta no mercado internacional. “A boa notícia sobre o crescimento de 7,1% no PIB americano, sem dúvida nenhuma, ajuda a economia global.” Apesar das conjunturas favoráveis, o gerente comercial da Global World mostra-se cauteloso em relação ao próximo período. “Em 2004, teremos cenários diferentes de acordo com as definições da reforma tributária que o governo deseja aprovar, em parte ainda este ano.”
| Cuca Jorge |
Na avaliação da gerente comercial da Activas, de Santo André-SP, Marcela Alejandra Benitez Jaque, o balanço antecipado de 2003 apresenta desempenho inferior a 2002. “Esperamos registrar melhores resultados no último trimestre e com isso crescer em torno de 10% a 13%, dependendo da resina.” O desempenho das commodities foi superior quando comparado aos plásticos de engenharia e especialidades. |
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| Marcela prevê crescimento de 10% a 13% neste
ano |
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