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Modelos adequados aumentam os lucros
Utilizar perfis e materiais corretos eleva desempenho das máquinas voltadas à
transformação de resinas
José Paulo Sant’Anna
A importância das roscas para o bom desempenho das linhas de produção de peças plásticas é reconhecida por fornecedores de matérias-primas, fabricantes de equipamentos e transformadores. Todos apontam o acessório, que tem as funções de fundir, homogeneizar e transportar as resinas para os pontos de saída das máquinas, como o “coração” dos equipamentos. Quando elas operam em boas condições, com design e materiais apropriados para os materiais com os quais vão operar, melhoram bastante o desempenho das extrusoras, sopradoras e injetoras.
No Brasil, no entanto, a relevância dada ao componente não se reflete na prática. Preocupados com o investimento previsto para adquirir roscas com modelo avançado, ou manter programas adequados de manutenção, os transformadores se descuidam e acabam operando com componentes inadequados e/ou desgastados. O resultado aparece na forma de prejuízos que podem ser muito mais significativos do que os necessários para a compra ou a adoção de ações preventivas.
Para se ter idéia da dimensão do problema, Alessandro Bernardi, gerente de produto e serviços da Braskem, uma das principais companhias do mercado de resinas, conta que o estado caótico das roscas que equipam o parque nacional de máquinas provoca o constante adiamento de lançamentos de produtos. “Já criamos resinas com maior resistência ao impacto que não chegaram ao mercado porque iriam atender a um número muito restrito de transformadores que contam com roscas em condições de processá-los”, informa.
Cesar Gesteira, coordenador de marketing da multinacional Rhodia, tradicional fornecedora de plásticos de engenharia, lembra que não é raro encontrar transformadores que contam com máquinas sofisticadas, adquirem as melhores matérias-primas, trabalham com moldes de primeira e não conseguem produzir peças de qualidade porque utilizam roscas não recomendadas para a operação, ou em mau estado de conservação.
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Se na opinião insuspeita dos fornecedores de resinas a rosca é um item da maior importância, maior ainda é o destaque dado a esse componente das máquinas pelos seus fornecedores, que falam sem tanta isenção.
“No caso de máquinas novas, a opção por uma rosca especial não é uma troca, não representa um acréscimo de valor significativo. O cliente tem que pagar apenas a diferença entre o modelo especial e o convencional, trata-se de um investimento que vale a pena ser feito”, afirma Antonio de Pádua Dottori, gerente de marketing da Romi, fabricante de injetoras que desenvolve e produz quase a totalidade das roscas que equipam suas máquinas.
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Cuca Jorge |
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| Dottori: vale a pena investir em modelos
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| Cuca Jorge |
“Muitos transformadores ainda não descobriram que adquirir roscas adequadas é um investimento pequeno perto do custo de uma máquina e que se paga rapidamente”, afirma Mario Mathias Filho, diretor da Uniflon, empresa que representa no Brasil a norte-americana Spirex, um dos grandes nomes mundiais do ramo. Paolo de Filippis, presidente da Wortex, de Campinas-SP, pioneira e uma das principais fabricantes nacionais de roscas, engrossa o coro. “O aumento da produtividade que se obtém é muito relevante. Com um investimento relativamente baixo, uma empresa pode conseguir, com doze injetoras, a mesma produção obtida com dezoito que trabalham com roscas inadequadas”, garante. |
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