Cavidades pequenas – Líder mundial no fornecimento de máquinas e linhas especiais para o segmento de bebidas, a Krones anuncia o lançamento mundial das sopradoras SK, da linha Contiform. Destinada a mercados exigentes por alta produtividade, a série está disponível em duas versões: 30 e 40 estações de sopro. 

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SK 40 da Krones sopra 60 mil frascos/h

Com capacidade para produzir até 1.500 garrafas PET por hora em cada cavidade, a máquina alcança o total de 45.000 embalagens por hora, no caso da SK30, e 60.000 unidades/hora na SK40. De acordo com o diretor comercial Rogério Baldauf, trata-se da primeira sopradora de cavidades pequenas com rendimento dessa ordem. A nova série, porém, só produz embalagens até 750 ml.

Projetada e fabricada na matriz alemã, essa série de estiramento-sopro tem como um dos pontos fortes a economia de energia. De acordo com Baldauf, o modelo reduz o gasto energético em cerca de 25%, se comparado a máquinas similares do mercado, por conta, sobretudo, do forno, que é fechado. “A circulação do calor dentro do forno é controlada, assegurando menos unidades de aquecimento”, explica. Além da conservação de energia, esse tipo de equipamento garante a proteção individual de cada preforma. 

De acordo com Baldauf, o projeto da SK priorizou a otimização do tempo de abertura e fechamento do molde, do alongamento da preforma e da admissão e retirada do ar comprimido no molde. “Foram vários os detalhes que minimizaram o tempo de máquina parada e possibilitaram o aumento da produção”, informa. Entre os principais recursos, ele destaca também a operação da preforma em posição normal, ou seja, não-invertida, garantindo sua integridade durante o curso. 

Cuca Jorge
Baldauf: grupo mantém aposta no sopro de PET

“O set-up rápido é outra vantagem; dependendo do tamanho e da geometria da embalagem, leva cerca de uma hora”, estima. O conceito da Contiform é de altas produções. Para se ter uma idéia, outro modelo da linha, a série S, possui capacidade produtiva de 1.600 unidades por hora em cada cavidade e funciona com seis a 24 estações de sopro, assegurando produção de até 38.400 garrafas PET/hora.

Aceitação no médio prazo – Em âmbito mundial, a Krones registrou crescimento de 6% no primeiro trimestre de 2003, em relação ao mesmo período do ano passado. Por conta desse índice positivo, o grupo prevê fechar o ano com um incremento da ordem de 5% a 10% sobre o faturamento de 1,3 bilhão de euros alcançado em 2002. Na opinião de Baldauf, apesar do cenário econômico conturbado do início do ano, o grupo manteve sua aposta no mercado de sopro, com constantes investimentos em pesquisa e tecnologia. Esse posicionamento, para ele, de certa forma, amparou a companhia frente às oscilações macroeconômicas, contribuindo para esse avanço global.

Quanto ao desempenho do sopro brasileiro, o diretor da Krones faz coro com seus concorrentes: “O mercado nacional de sopro está retraído”. Para ele, apesar de a Krones registrar números positivos em nível mundial, a realidade brasileira é diferente. “O primeiro semestre foi fraco e isso vai se refletir no faturamento da empresa”, comenta. De acordo com previsão dele, as vendas nacionais devem cair cerca de 10% a 20%, em relação aos números registrados no ano passado. 
Mesmo com essa perspectiva, Baldauf se mantém otimista e prevê a retomada do crescimento para o próximo ano. Na opinião dele, o parque industrial brasileiro está desatualizado, e por conta dessa necessidade de inovação o setor de bens de capital tem muito a avançar, sobretudo a partir de 2004, quando antevê maior estabilidade econômica no País. “As máquinas precisam ser renovadas. Existem no Brasil modelos que produzem 700 garrafas/hora, por estação de sopro, e a indústria pode oferecer mais do que o dobro disso.” Além desse aspecto, ele ressalta o desperdício de mão-de-obra e de energia provocado por equipamentos antigos.

Baldauf não tem expectativa de vendas da SK para este ano no mercado nacional. Apesar do preço da máquina ser competitivo, ele acredita que o transformador brasileiro só irá absorver essa tecnologia no médio prazo. “Creio que as vendas do modelo só se iniciarão daqui a um ano”, prevê. No entanto, em território estrangeiro, a história é outra. A Krones já recebeu pedidos da australiana Visypak e da South Eastern Container, maior fabricante de garrafas PET para a Coca-Cola, nos Estados Unidos.

Design diferenciado – A Krones garante que uma em cada cinco garrafas em todo o Planeta foi enchida, rotulada e embalada em uma linha da marca. Essa situação confortável, porém, não acomodou o grupo. Com a meta de conquistar novos mercados, como o químico, farmacêutico, de cosméticos e de higiene pessoal e limpeza, a companhia investe em desenhos criativos para embalagens de PET, como uma forma de diversificar sua atuação. “A flexibilidade do PET nos ajuda a avançar em novos nichos de mercado”, comenta Baldauf. Hoje, a Krones obtém cerca de 25% de seu faturamento total nos setores de não-bebidas. 

Confiante nos benefícios do PET, a empresa possui na Alemanha um departamento voltado ao projeto, design, desenvolvimento e construção de moldes de sopro para garrafas com desenhos diferenciados. O ponto de partida são esboços em 2D e 3D, que, aprovados, se transformam em um modelo para a criação do molde da garrafa. Definida a preforma e a geometria da peça, é produzido um molde de sopro de prova. Concluída essa etapa, as embalagens vão para o laboratório para, em seguida, iniciar a fabricação dos moldes. De acordo com dados da Krones, o grupo desenvolveu cerca de 250 novas garrafas, no ano passado.

A Krones do Brasil também pretende expandir a atuação em outros segmentos, por meio de parcerias. Em junho de 2002, a empresa assumiu a operação no País dos produtos da Kosme, grupo com sedes na Itália e Áustria, fabricante de equipamentos destinados a médias e pequenas produções. A unidade austríaca da Kosme responde pela fabricação de sopradoras de até quatro cavidades e coordenação de linhas completas para envasamento em PET. Na Itália, produz diversos modelos de rotuladoras e, por meio da Keber (grupo Kosme), paletizadores, despaletizadores e encaixotadores, enquanto no Brasil, a Krones mantém a produção de transportadores. “Além do mercado de bebidas, ponto forte da Krones, buscamos também a liderança em outros segmentos e a parceria com a Kosme vai tornar esta meta ainda mais viável”, destaca Baldauf.

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