Virando o jogo – A diversificação permitiu à Pallmann do Brasil, com fábrica em Diadema, São Paulo, crescer 10% em relação ao ano passado, segundo avaliação do diretor Robert Hess. 
Cuca Jorge A empresa fabrica equipamentos para as indústrias química, alimentícia, cerâmica, mineral, farmacêutica, plástica, madeireira e de reciclagem, e tem aproximadamente 900 tipos de moinhos em seu portfólio. “Os equipamentos destinados ao setor madeireiro são o carro-chefe”, afirma Hess.
Hess: vendas devem crescer 10%

Os moinhos de fresa, vedetes da última edição da Brasilplast, tiveram desempenho limitado no decorrer do ano. Dois fatores justificam o baixo volume, na avaliação de Hess: a retração do mercado e a preferência pelos modelos tradicionais com facas, sinônimos da utilização on-line. A Pallmann lançou a linha de moinhos de fresa PGLS, 100% nacional, com rotação de 30 rpm e capacidade para até 15 kg/h. Dentre as principais características, cita a produção de granulado mais uniforme, sem geração de pó e ruído. Apropriado para operar no ciclo da máquina com alimentação por esteira ou manipulador, dispensa a isolação acústica e favorece a aplicação em sala limpa.

Além disso, o limitado espaço entre o pente e o dente da fresa proporciona corte uniforme do material. Tanto o rotor quanto o pente são preparados para a moagem de qualquer material, inclusive reforçados. A capacidade limita-se ao ciclo da injetora, sendo destinado a peças rejeitadas, galhos e canais. No final do processo, o granulado retorna à máquina.

A Pallmann fabrica ainda moinhos de facas, linha PS, com capacidades de 20 até 6.000 kg/h. Dentre as principais características, cita o corte angular, que implica menor solicitação de potência; ajuste de facas por meio de gabarito fora da máquina e a robustez do equipamento. O sistema de micronização, linhas PKM, PP, e REF, tem capacidades até 1.500 kg/h. “Garante distribuição granulométrica extremamente homogênea do produto final e conta com discos de corte segmentados, reduzindo custos de manutenção.” Hess destaca os sistemas de aglomeração, linha PFV, para até 4.400 kg/h. “Geram granulado de ótima fluidez e com alta densidade aparente, sendo compostos a partir de unidades modulares compactas, otimizando ao máximo o espaço físico disponível.”

A empresa também presta serviços de moagem, micronização e aglomeração para o segmento plástico, e conta com uma capacidade instalada de 800 toneladas/mês. “Esta unidade, além de uma fonte geradora de recursos, é um grande laboratório para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de máquinas.” Dimensionada para faturar aproximadamente US$ 12 milhões por ano, a Pallmann exporta cerca de 20% da produção para os países da América dos Sul, África e Estados Unidos.

Menos fresa – Também para a Wittmann do Brasil, com sede em Campinas-SP, o moinho de fresa não apresentou volume de vendas satisfatório. Com valor superior aos tradicionais modelos com facas, enfrentou a grande concorrência, principalmente dos fabricantes nacionais. “Tem desempenho superior, mas num ano como este, se torna ainda mais difícil argumentar sobre as vantagens operacionais do equipamento.” afirma o diretor geral Reinaldo Carmo Milito. Cuca Jorge
Milito: capacidade de produção atende à demanda

A empresa importa da França o moinho de fresa, modelo Sumo Júnior. Entre as principais características, estão a baixa rotação (27 rpm) e o reduzido nível de ruído (menos de 80 decibéis). Não possui peneira, facilitando a limpeza, além de não gerar pó, segundo alega o fabricante. A caixa de saída adapta-se a qualquer método de retirada do material granulado, manual ou automático, assim como o funil.

Desde maio, a Wittman mudou a estratégia de trabalho na América Latina. “Concentramos nossos esforços no mercado brasileiro”, diz Milito. Os representantes da América do Sul passaram a operar diretamente com a matriz ou com outras filiais, como a francesa no caso dos moinhos. A retração do mercado nacional determinou ainda a alteração do plano de nacionalização dos equipamentos a espera de um cenário mais favorável. “Estamos reduzindo os estoques e em 2004, já com as atualizações tecnológicas necessárias, restabeleceremos o projeto de nacionalização”, informa.

De acordo com Milito, o volume de vendas está ligeiramente superior ao do ano passado. Ressalta ainda como ponto positivo a maior pulverização. “O ano foi de sacrifício para muitos segmentos da economia, dentre eles o nosso.” Apesar das dificuldades, analisa com otimismo o mercado futuro de periféricos no Brasil. “Há uma grande preocupação por parte dos transformadores de baixar os custos de produção mantendo a qualidade.” Trata-se, na verdade, de uma questão de sobrevivência. “Não há como acompanhar as exigências dos clientes quanto aos custos baixos e a manutenção da qualidade sem contar com os periféricos.”

No Brasil, a Wittmann fabrica desumidificadores, secadores, alimentadores individuais e equipamentos para sistemas centrais de alimentação. “Como a produção é terceirizada, podemos considerá-la capaz de atender qualquer explosão de demanda do segmento.” No Canadá fabrica alimentadores individuais e equipamentos para sistemas centrais de alimentação. Os robôs, carro-chefe da empresa no Brasil, são fabricados nos Estados Unidos, França, Hungria e Austria. Os chillers são produzidos nos Estados Unidos e os moinhos, na França. A fábrica da Áustria também produz controladores de temperatura, alimentadores individuais e equipamentos para sistemas centrais de alimentação, reguladores de fluxos, desumidificadores e secadores.

Alimentadores – A Rax Representações, de São Paulo, lançou o alimentador de médio porte, modelo RHL – 30S, para até 400 kg/hora, marca Plast-Equip. A linha possui outros seis modelos acionados por motor trifásico, sem escovas de carvão, o que garante baixa manutenção, segundo o fabricante.

Cuca Jorge Dentre a linha de fabricação nacional, incluem-se os silos de armazenagem; seis modelos de alimentadores trifásicos de 100 a 1.500 kg/h; válvula proporcional; alimentação centralizada; secadores a ar quente até 600 kg/h; desumidificadores até 500 kg/h para todas as resinas de engenharia, incluindo policarbonato para CD e DVD, PET e centrais de secagem, dosagem e mistura. Destaca ainda os dosadores volumétricos, modelo RDV. “Pneumáticos, dosam até três componentes e possuem tecnologia exclusiva e patenteada”, afirma o diretor Daniel Ebel.
Ebel: falta de recursos limita os investimentos

Dentre as representadas, cita a Maguire, dos Estados Unidos, com os dosadores gravimétricos e secadores a vácuo; a Rapid, da Suécia, fabricante de moinhos; e as co-extrusoras para até dez camadas da Brampton, do Canadá. Na avaliação de Ebel, alguns projetos salvaram o ano, bastante retraído. “A recessão tirou todo o potencial gerado pela Brasilplast. Os novos contatos devem ser confirmados em pedidos só em 2004.” Cita como vilões do setor, a descapitalização do transformador e as dificuldades na obtenção de financiamentos. “A demanda é muito grande, porém a falta de recursos para investimentos frustra a modenização do cliente de médio porte.”

Embora o mercado interno seja o principal alvo da empresa, com ênfase nos projetos de longo prazo e em multinacionais, as exportações para a América Latina cresceram 25% e já representam 10% do faturamento. Os equipamentos importados, que já contribuíram com 24% dos resultados comerciais, hoje representam 5% das vendas da Rax.

Mais novidades – A Colortronic, com fábricas na Europa, América do Norte e Ásia, e a suíça Regloplas também apresentaram novidades. Ambas são representadas no Brasil pela Sitep, de Sorocaba-SP. O diretor Walter José Vedelago destaca, dentre os lançamentos da Colortronic, o secador desumidificador a ar seco modelo CTT 200, com capacidade de 200 m³/h e ponto de orvalho de -50°C; o alimentador individual CSE 5 com turbina incorporada, para até 360 kg/h; o dosador volumétrico Microblend, com sistema de dosagem por rosca, destinado a baixas vazões, de até 15 kg/h de granulados plásticos e aditivos. “As dosagens variam de 40 ml/h a 350 ml/h, com rosca pequena, e de 70 ml/h a 550 ml/h, com rosca média. Garante precisão de ± 2,5 %”, afirma.

Cuca Jorge
Vedelago: vendas recuaram em 2003



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