Periféricos e ferramentaria – Uma feira regional de pequeno porte é também uma boa oportunidade para que empresas menores com serviços especializados e qualificados também possam oferecer seus serviços aos transformadores. Esse é o caso da Escarpa, de Novo Hamburgo. A empresa atua forte na confecção de componentes para extrusoras de dupla rosca corrotantes, tanto para as máquinas nacionais como para as importadas de 25 mm a 305 mm, oferecendo materiais de alta qualidade. 
Seu objetivo é permitir que o transformador substitua peças desgastadas originais, muitas vezes importadas, por produtos de bom desempenho a um custo bem mais em conta. A Escarpa também executa recuperação completa dos cilindros e áreas internas de extrusão em equipamentos das indústrias de primeira e segunda gerações petroquímicas. 

Da marca Leister apareceram os geradores de calor por ar. São empregados nas mais variadas áreas da indústria, desde a soldagem de tubos de PVC até filmes hoje utilizados em coberturas de áreas para festas e recepções. Uma das novidades da Leister é a extrusora manual portátil, com o mesmo tamanho de uma furadeira, incorporando um soprador de ar quente. Com apenas 3,8 quilogramas, opera com polietileno de alta densidade, polipropileno e poliestireno, sendo totalmente eletrônica, sem necessitar de unidades suplementares, como caixas de controle. Sua função é soldar peças termoplásticas. Os aparelhos Leister são representados no Brasil pela Barone Comércio Exterior, de Porto Alegre.

O Hot Stamping Roll-on exibido pela Perfilpolimer é um equipamento desenvolvido para aplicação de acabamento e decoração de perfis, em especial frisos para móveis. Com a utilização do equipamento são possíveis múltiplas aplicações de acabamento, podendo conferir aparência de madeira, granito, ou mármore ao plástico perfilado. De acordo com o diretor Edson Ferreira, o produto inexiste no mercado nacional sendo oferecido com exclusividade pela Perfilpolimer.

Com tudo isso, percebe-se ainda a necessidade de a Tecnoplast afinar o serviço oferecido ao público. A ausência de equipamentos de sopro e de extrusão vertical foi uma queixa. A outra, refere-se à tímida presença de empresas de ferramentaria, justamente um dos pontos fortes da indústria metalúrgica da região de Caxias do Sul. Com 32.000 m², os pavilhões da Festa da Uva são os maiores do Sul do País, oferecendo um ótimo potencial de crescimento para a exposição, mas necessitariam passar por melhorias, principalmente no quesito iluminação.

INDÚSTRIA PEDE AJUDA PARA VENDER

“O governo federal deveria financiar ou subsidiar a substituição das injetoras com mais de 15 anos no País”. A opinião é do chefe da engenharia de marketing da Romi Antônio de Pádua Dottori. Ele enumera diversos motivos para justificar sua posição, entre os quais, a necessidade de diminuir o consumo de energia elétrica, melhorar os padrões de segurança para os operadores e introduzir tecnologia de ponta em favor da melhoria da qualidade dos produtos. “Se as máquinas fossem sucateadas, o ideal seria destruí-las”, desafiou Dottori, durante o Fórum do Plástico, evento paralelo à segunda Tecnoplast, em Caxias do Sul. Na opinião do executivo, o governo poderia criar um programa semelhante ao de renovação da frota de caminhões em que o comprador de máquinas novas, financiadas pelo BNDES, com juros muito baixos, entregaria o equipamento obsoleto ao governo para que fosse destruída.
“É inadmissível que no Brasil injetoras com mais de 15 anos funcionem fora das normas de segurança. Deveria existir no mínimo uma data máxima para que os usuários tirem essas sucatas de circulação. Máquina poluidora, acima de um certo nível, tem de parar de operar”, condenou. Propõe a criação de uma comissão fiscalizadora com Abimaq, sindicatos e governo para vistoriar a indústria transformadora para definir as máquinas que podem atuar e as que devem ser substituídas. 
Dottori: subsídio para substituir máquinas

Dottori enumerou as vantagens da modernização tecnológica principalmente no aspecto da economia de energia, um problema que preocupa cada vez mais a indústria como um todo. Ele exibiu um estudo técnico realizado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP) apontando o que fazer e o que não fazer para evitar a necessidade de construir usinas termelétricas nas plantas industriais. “É importante calcular a energia necessária para a tarefa. Se eu faço uma tampa de achocolatado num dia, o consumo de matéria-prima e de energia no outro tem de ser exatamente igual”, enfatizou Dottori. A análise do INP mostrou que 17% do consumo aparente dos 3,85 milhões de toneladas de resinas transformadas no Brasil, ou seja, 654.000 toneladas, são por injeção, sendo que 17.500 – 70% do total de injetoras instaladas – têm mais de dez anos de uso. São máquinas com bombas hidráulicas fixas, de alto consumo energético por quilograma transformado.

Outras 7.500 injetoras (30%) foram fabricadas com tecnologias mais avançadas, propiciando maior economia de fonte de alimentação. Segundo Dottori, essas injetoras mais modernas contam com controle eletrônico e balança de pressão e, dependendo do ciclo, entre 30% e 50% das máquinas operam com gasto energético inferior em comparação com a bomba fixa sem balança de pressão. “O gerenciamento da disponibilidade total do sistema com utilização de uma ou mais bombas pode resultar em mais 3% de economia”, reforçou. 
Dottori disse ainda que a plastificação com motor elétrico é econômica porque a demanda de potência é controlada por um inversor de freqüência, que controla a velocidade do motor em função da potência requerida no momento da plastificação e o desliga quando pára. Além disso, a força do motor é aplicada diretamente, não havendo perdas por transmissão. 

No estudo, o INP apontou os motores elétricos de alto rendimento como um fator capaz de reduzir o consumo em 10%. No conjunto, as medidas podem resultar em 54,5 kW ano de consumo negativo, evitando a construção e a partida de uma pequena usina termelétrica, sem a necessidade de qualquer medida adicional e sem impacto ambiental. “Redesenhe o projeto de seus produtos, incorporando melhorias no seu rendimento e eficiência, com menor consumo de energia. Contrate tecnologia e desenvolva parcerias neste sentido, reavalie os processos, incorporando melhoramentos que reduzam o consumo de energia, leve em conta as novas fontes de energia, tais como eólica, solar, etc. Considere também a geração por meio de combustão de sobras de materiais, como o bagaço de cana, sem descuidar do aspecto ambiental”, aconselhou Dottori. 

O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio de Janeiro Gilberto Jaramillo apóia a proposta. Ele sugere outra alternativa para financiar a renovação do maquinário. No seu entender, o Banco Mundial poderia ajudar oferecendo aporte assim como o fez com os equipamentos que emitiam CFC. Os usuários foram obrigados a entregá-los para destruição em troca de máquinas mais modernas, subsidiadas e dentro das normas ambientalmente corretas.

Com 30 anos de experiência como transformador, Jaramillo diz que máquinas velhas estimulam o mercado informal prejudicando a sociedade e aqueles que trabalham dentro da lei. “Os trabalhadores dessas empresas de fundo de quintal, que compram máquinas usadas, correm riscos, pois operam sem dispositivos de proteção. As bombas hidráulicas modernas não fazem mais barulho, mas eles continuam gerando ruído excessivo”, exemplificou.

Para Jaramillo, a transformação nacional soma 6.000 empresas, empregando 288 mil trabalhadores e deveria ser respeitada como tal. Ele calcula que a existência de máquinas fora do padrão corresponda a 70% do total, sendo que 30% seriam manufaturados na atividade informal. “O Brasil não pode arcar mais com isto. A sociedade não pode se constituir num fator inibidor”, conclui Jaramillo.


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