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FEIRA REVELA INTERESSE PELA DISTRIBUIÇÃO NO SUL DO PAIS
Revendedores de resina apostam na expansão gaúcha
Texto e fotos de Fernando de castro
A segunda edição da Tecnoplast (Feira de Tecnologias para a Indústria do Plástico, Borracha, Moldes e Matrizes), realizada de 24 a 27 de junho, nos pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul-RS, revelou uma nova tendência de mercado. Embora as indústrias de primeira e segunda geração petroquímica tenham se ausentado da exposição, ficou claro que a região do Nordeste Gaúcho é a bola da vez para receber os investimentos em distribuição de resinas. Os números são animadores: 300 empresas, aproximadamente US$ 400 milhões de faturamento em 2002, crescimento de 6% sobre 2001, 9% de participação no PIB regional, 85% da transformação de peças técnicas, 7.000 empregos diretos. Nas primeiras 48 horas de evento, a Polimarketing comercializou 40 toneladas de resinas e a expectativa era alinhavar mais 60 toneladas em negócios no pós-feira. No total, a Tecnoplast reuniu cerca de 19.000 pessoas, pela contagem dos organizadores do evento. Estima-se que tenha gerado R$ 10 milhões em negócios imediatos.
Os diretores da Activas, uma das maiores distribuidoras de resinas do País, oficializaram a abertura de sua filial gaúcha em Caxias do Sul, com o mesmo suporte ofertado aos clientes paulistas. Com 12 anos de experiência no ramo, a distribuição autorizada de marcas de ponta como Bayer, Polibrasil, Politeno, Nitriflex, entre outras, promete depósito local, logística adequada, frota própria, funcionários uniformizados e assistência técnica personalizada com operação de compra e venda, contas a pagar e receber, controlada via internet. A justificativa para a abertura da nova unidade de negócios é de que os transformadores de peças técnicas da cidade gaúcha têm o mesmo perfil do empresariado paulista.
“O Nordeste Gaúcho manufatura grande quantidade de peças técnicas, necessitando de matéria-prima de qualidade, formulações específicas e exigindo tratamento diferenciado, o que resulta em produtos e serviços com maior valor agregado”, justificou o diretor da Activas, Laércio Gonçalves. “Nós viemos para ficar. Os empresários gaúchos podem ficar certos disso. Nosso objetivo imediato será produzir 10% do faturamento que obtemos em São Paulo”, acrescentou Gonçalves. A Activas já vendia no Rio Grande do Sul, mas a operação estava centralizada em São Paulo. A empresa oferece produtos como o MBS, copolímero de metil metacrilato-butadieno-estireno desenvolvido pela Nitriflex que atua como modificador de impacto em compostos de PVC, aplicável em sopro, extrusão, termoformagem, extrusão e calandragem.
A Activas oferece ainda outras especialidades, como as poliamidas PA 11 e PA 12 copolimerizadas para peças de alto desempenho. Tem ainda o poliacetal (POM) e o TPE (termoplástico elastômero). Além disso, fornece linha completa de commodities das principais bandeiras da indústria petroquímica globalizada.
“O mercado de São Paulo está saturado e a região de Caxias do Sul será o alvo de uma concorrência acirrada daqui para frente”, advertiu Marcelo Berghahn, da Apta, distribuidora exclusiva da Basf para o Estado. A Apta optou em operar somente com a empresa alemã porque quer focar o negócio somente no nicho de plásticos de engenharia, ofertando, por exemplo, um composto ABS/poliamida com alta resistência a impacto de tal forma a permitir uma superfície melhor finalizada. O produto, segundo o representante, é mais barato do que a fórmula ABS/PC da concorrência.
Outro produto da linha da Basf é apresentado pelo fabricante como inovador.
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Trata-se de um polímero rico em estireno, conferindo elasticidade e transparência, podendo entrar em composições com ABS e polietilenos, servindo tanto para extrusão como injeção, capaz de produzir filmes de espessura inferior e com maior resistência. |
| Ferraduras plásticas fazem testes na Polícia
Militar |
Berghahn se diz direcionado a buscar soluções conjuntas, como a que resultou na fabricação das primeiras ferraduras para cavalo de que se tem notícia confeccionadas em plástico, no caso o TPU, poliuretano termoplástico flexível.
O produto está em teste no batalhão de polícia montada da Brigada Militar de Novo Hamburgo-RS, e foi desenvolvido em conjunto pela Basf e o fabricante do produto, a Martan Artefatos Plásticos, esta última dirigida por um aficionado criador de cavalos de raça, na região do Vale dos Sinos, região metropolitana de Porto Alegre. “Eu me utilizo do respaldo da Basf para chegar na matéria-prima exata à necessidade do cliente”, enfatizou Berghahn.
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Himaco também vendeu o equipamento exposto |
Igualmente com as atenções voltadas para o emergente mercado do nordeste gaúcho está a SPP, representante da Politeno, Polibrasil, Innova, Rio Polímeros. Atuando no país inteiro, a partir da matriz em São Paulo e filiais em Porto Alegre, Recife, Curitiba, Manaus e Rio de Janeiro, a SPP dispõe de linha completa de commodities mais copoliésteres, borrachas da Petroflex, negro de fumo e a masterbatch. O diretor de marketing da revenda Juares Leite concorda com o diretor da Apta sobre a comercialização em São Paulo estar estagnada. “Em termos de crescimento, a indústria de plásticos da região de Caxias do Sul tem o melhor potencial daqui pra frente”, aposta. “Aqui é o novo mercado. O Rio Grande do Sul, de maneira geral, é um grande atrativo. A Tecnoplast é uma feira que gera negócios no evento e projeta ações para o futuro”, completou o executivo. Peso pesado da petroquímica mundial, a Du Pont também mostrou serviço na Tecnoplast como a linha de acetais, as resinas de náilon, a resina de cristal líquido, e as linhas de PBT e PET. Mostrou ainda linha de plásticos de engenharia para peças técnicas submetidas a altíssimas temperaturas.
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Injeção – A mostra foi considerada por alguns expositores um espaço importante para a comercialização de injetoras. A Sandretto do Brasil vendeu uma máquina série SB Uno no primeiro dia da exposição, muito embora o cliente tenha alinhavado o negócio antes. |
Divulgação |
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| Coreana Haitian vendeu a injetora de amostra |
A coreana Haitian também deixou em Caxias do Sul um dos equipamentos levados à Tecnoplast. Assim como a Himaco, que apresentou duas injetoras da linha Rapid com acionamento hidráulico e conseguiu vender uma delas, o modelo 1200-700- LHS, a um transformador caxiense.
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Já para Leandro Goulart, gerente de
negócios da Arburg, a Tecnoplast deixou a desejar em termos de
negócios. Para ele, muitos transformadores refizeram suas
contas devido ao quadro de paralisia econômica |
| Para Leandro, a feira poderia ter sido melhor |
e estão adiando os investimentos para o momento da retomada do
crescimento e da queda mais acentuada dos juros. “O resultado concreto foi muito mais o de difundir a marca”, salientou Goulart.
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