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TAMPAS DE DEFENSIVOS
GANHAM RECICLADORA

A Garboni, de Petrópolis-RJ, em parceria com o Instituto Nacional de Processamento e Embalagens Vazias (Inpev), de São Paulo, vão operar unidade de reciclagem de tampas plásticas para embalagens para defensivos agrícolas. A planta, localizada no Estado do Rio de Janeiro, terá capacidade para processar 100 toneladas/mês e entra em funcionamento até o final do ano. “A resina reciclada, em geral o polipropileno, volta ao processo de moldagem de novas tampas a partir da mistura com material virgem na proporção de 50%”, explica o presidente da companhia Giovanni Garboni. O projeto consumiu em torno de R$ 2 milhões de investimentos.

Segundo Garboni, a reciclagem desses materiais representa grande evolução para a indústria. “Desenvolvemos um projeto de reaproveitamento capaz de produzir novas tampas com qualidade idêntica às confeccionadas com resina virgem e as mesmas condições de vedação e segurança necessárias aos agroquímicos”, afirma. Divulgação
Projeto de reciclagem deve incluir no futuro outras tampas, como para embalagens de óleo lubrificante

Além de gerar economia de matéria-prima e evitar danos ao ambiente, a reciclagem substitui a incineração, processo caro, porém empregado por falta de alternativa. “A iniciativa visa também a redução dos custos dos fabricantes de defensivos agrícolas.” Por força de lei federal, as tampas de produtos agroquímicos devem ser reutilizadas, recicladas ou inutilizadas pelos fabricantes. “É mais do que um investimento produtivo, é um compromisso com o meio ambiente.”

Divulgação

Na unidade de reciclagem, as tampas oriundas das centrais de coleta passarão pela etapa de tríplice lavagem. O material moído segue para extrusora e, na forma de grãos, volta ao processo de injeção em moldes convencionais da indústria plástica. “As tampas recicladas receberão identificação em alto relevo para facilitar o rastreamento”, afirma. A empresa ainda não computou a diferença de preço entre a tampa virgem e a confeccionada com material reciclado. O Inpev já tem armazenadas cerca de 300 toneladas que aguardam o início do funcionamento da nova unidade.

Estimado em 1.000 t/ano, dos quais a Garboni detém pelo menos 75%, o mercado de tampas para agroquímicos é o primeiro alvo da reciclagem. De acordo com Garboni, o projeto pode se estender a outros segmentos, como o de óleos lubrificantes. Fundada há 25 anos, inicialmente com a produção de moldes, a empresa passou a atuar no mercado de injeção de peças técnicas quatro anos depois. Atualmente, é uma das maiores fabricantes de tampas plásticas com aplicação em agroquímicos, lubrificantes, higiene e limpeza, cosméticos, bebidas e alimentos. “Cerca de 25% do volume total da produção corresponde ao segmento de defensivos agrícolas.”

Instalada em terreno de 22 mil m² com 13 mil m² de área construída, a Garboni possui 46 injetoras, transforma em média 5 mil t/a de resinas e fatura R$ 50 milhões por ano. O Inpev, fundado em dezembro de 2001, tem como objetivo gerir o processo de destinação de embalagens vazias de fitossanitários, representar a indústria no cumprimento da legislação e conscientizar o setor sobre os benefícios da destinação correta das embalagens vazias de agroquímicos. Simone ferro

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