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Maturidade - Mesmo há pouco tempo no mercado flexográfico, a Carnevalli, de Guarulhos–SP, demostra amadurecimento equiparável às mais tradicionais empresas do ramo. Líder local de produção de extrusoras e coextrusoras tipo balão para filmes, a Carnevalli há quatro anos se dedica à fabricação de impressoras e desde então vem galgando níveis mais altos quanto à qualidade e à tecnologia empregadas na produção.
Seu último desenvolvimento, exibido na Brasilplast, é a LG 8 1200,
máquina com capacidade para imprimir até 300 m/min e apta para operar
com todos os tipos de filmes flexíveis até 1,20 m de largura e 10 a
250 micra de espessura.
| Possui sistema de engrenagem do
porta-clichê com bucha ranhurada temperada, sistema hidráulico
com pré-travamento individualizado e mancais de troca rápida.
O modelo conta com redutor de bateção e freio a pó magnético
e avanço simultâneo com sensor de parada para retorno. O
ajuste longitudinal e transversal de clichê pode ser motorizado
e com comando à distância. |
Cuca Jorge |
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| Nova LG 8 da Carnevalli imprime até 300 m/min. |
Essa versão da linha LG já havia sido apresentada ao mercado em dezembro de 2002, mas foi modificada, tornando-se mais produtiva e completa. “Essa versão representa o amadurecimento da Carnevalli na indústria flexográfica”, afirma o gerente de produto Américo Biancalana.
| Cuca Jorge |
O novo desenvolvimento priorizou a robustez e o automatismo da impressora. “A idéia é sofisticar as máquinas gradualmente, pois a fatia de mercado que absorve alta tecnologia no Brasil ainda é pequena”, esclarece. Na sua avaliação, a Carnevalli tem a preocupação de estar em sintonia com a necessidade do cliente, sem ultrapassar as reais condições de investimento do mesmo. |
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| Biancalana: idéia é aprimorar as máquinas de
modo gradual |
Partindo da mesma filosofia, a Flexopower, de Diadema –SP, também aposta em constantes desenvolvimentos, constatados na impressora Beta 8. Tendência já consolidada, a rapidez do set up manteve-se como palavra de ordem desse lançamento. Automatizada, a impressora se traduz em um projeto moderno, dotado de sistema de troca rápida de serviço, camisa porta-clichê (troca na própria máquina), camisa anilox, fusos de esfera pré-carregados e guias lineares que garantem a precisão das unidades de impressão.
| Possui pré-posicionamento de formato-automático, pré-registro automático, registros lateral e longitudinal motorizados e sistema doctor blade com posicionamento pneumático. Além disso, dispõe de interface homem/máquina (IHM) com 12 páginas do tipo touch screen, controle de tensão de filme mediante freios a pó magnético e de sistema seqüencial de afastamento da camisa anilox. Com velocidade de até 300 m/min, a máquina opera com largura útil do filme de 1,20 m. Na opinião do diretor Ruy Mendes Vita, o contínuo aperfeiçoamento do mercado de embalagens contribuiu para o avanço, e alto nível tecnológico hoje exibido pela flexografia. |
Cuca Jorge |
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| Vita pretende tornar mais rápido o set up da
máquina |
Também consciente do dinamismo do setor, a Flexo Tech, de Curitiba–PR, empresa pertencente ao centro flexográfico Nicrom, oferece aos convertedores a linha Millenium, de 4, 6 e 8 cores. Com velocidade mecânica máxima de 350 m/min, o modelo a oito cores é destaque da marca. A máquina opera com largura de impressão de 800 a 1.600 mm e comprimento de 300 a 1.000 mm; o tambor central refrigerado possui dupla camisa com direcionadores de fluxo d’água com diâmetro de 2.100 mm. A aproximação e o afastamento são motorizados e simultâneos, além de individuais, com sistema de pré-posicionamento de formatos, o que permite aos cilindros entintadores e porta clichês aproximarem-se a uma distância de cerca de um mm entre si e do cilindro central. O rebobinamento e o desbobinamento são duplo-motorizados com sistema de troca automática e capacidade para bobinas de até 800 mm de diâmetro e 200 kg.
Na opinião de Rogério Luiz Zonneveld, do departamento comercial da empresa, o mercado flexográfico se caracteriza por seu dinamismo e, por conta disso, as principais indústrias do setor, como a Flexo Tech, têm como tradição apresentar novidades.
Alto valor agregado - A Windmoeller & Hoelscher do Brasil está instalada em Diadema-SP, onde fabrica equipamentos para a produção de embalagens flexíveis há 30 anos. Com o know-how da alemã Windmöeller & Hölscher, a unidade brasileira se posiciona na vanguarda do desenvolvimento tecnológico. Introduziu no mercado flexográfico mundial, a primeira máquina com o sistema de camisa (sleeve), em 1994, além de também ter sido a pioneira na fabricação de impressora sem engrenagem, com o lançamento em 1998 da Novoflex.
É bem verdade que as máquinas de maior valor agregado (leia-se tecnologia e preços altos) são importadas da matriz alemã, ou seja, dependem sobretudo das oscilações cambiais para se estabelecerem no País. Por isso, as impressoras da marca nos últimos tempos têm se mostrado pouco acessíveis para os investidores brasileiros. De acordo com o gerente de vendas da Windmoeller & Hoelscher do Brasil Peter Hoffmann, a empresa tem capacidade para atender a qualquer solicitação do mercado.
De acordo com Hoffmann, no ramo flexográfico duas principais questões estão em evidência hoje. São elas as tecnologias de sleeves (camisa) e de acionamento direto (sem engrenagem), propiciando ao convertedor menor tempo de set up, economia de material, otimização do processo e flexibilidade para variados formatos de impressão.
Tops da marca, os modelos Astraflex e Novoflex são exemplos de operação sem engrenagem. Impressora flexográfica de tambor central, a Astraflex vem equipada com estações de impressão computadorizadas, de oito e dez cores, e largura da impressão de 1.270 mm, 1.570 mm e 1.920 mm. A velocidade pode chegar até 600 m por minuto, e as trocas são de formato rápido, justamente, por serem sem engrenagens.
Já a Novoflex também possui estações de impressão computadorizadas de oito e dez cores e trocas rápidas de formato através de sleeves, operando sem engrenagens com capacidade de 400 m/min. A largura da impressão é de 1.000 mm e 1.270 mm e o diâmetro da bobina, 800 e 1.000 mm (com ou sem eixo).
Os modelos com engrenagem ficam por conta das Olympia Primaflex e da Soloflex. A primeira roda a 300 m/min e conta com estações computadorizadas de oito cores, largura da impressão de 1.000 e 1.270 mm e diâmetro da bobina de 800 e 1.000 mm (com ou sem eixo), enquanto a Soloflex apresenta estação de impressão de oito cores, largura de impressão de 820 mm, diâmetro da bobina de até 600 mm, rodando a 200 m/min. Os dois modelos contam com trocas rápidas de formato através de sleeves.
Além da flexografia - Depois de quase fechar a fábrica brasileira, localizada em Guarulhos-SP, em 2001, a Dubuit tenta retomar o crescimento em âmbito nacional, apostando no rejuvenescimento da marca. O grupo conta com 30 empresas associadas, a partir das quais atua com serigrafia, hot stamping e tampografia. Responsável por 80% do faturamento, a serigrafia é o principal negócio da empresa; hot stamping vem em seguida, com 15%, e tampografia, 5%.
| Cuca Jorge |
Sem entrar em detalhes sobre os problemas do passado, o gerente de vendas Guillaume Dupont aponta uma possível justificativa para o fraco desempenho do grupo em âmbito nacional. Na opinião dele, o industrial brasileiro preza mais o preço do que a qualidade das máquinas. No entanto, não será por conta dessa característica que a Dubuit mudará sua filosofia. Ou seja, manterá a qualidade, mas enfocará a estratégia de estreitar a relação com o cliente. |
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| Para Dupont, mercado nacional ainda prefere
preço à qualidade |
De acordo com Dupont, a empresa vai investir na conquista de novos mercados (ainda em sigilo) e no reforço da confiança da marca. “Estou revalorizando a imagem da companhia no País”, ressalta.
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Um dos principais destaques da empresa é a Advance 150 A, impressora serigráfica automática para objetos cilíndricos ou cônicos de uma a cinco cores e produção média de 4.500 peças por hora. O modelo Advance três cores também se trata de máquina automática para objetos cilíndricos ou cônicos, com produção média de 3.800 a 4.300 peças por hora e conta com troca rápida de ferramentas. |
Cuca Jorge |
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| Nova fita para hot stamping garante mais
aderencia |
Já a Advance – EVI é automática de dupla produção para objetos cilíndricos com diâmetros de até 45 mm, a uma cor, à velocidade média de 8.000 peças por hora. O modelo semi-automático 150 M, por sua vez, opera com produção média de 800 a 2.000 peças por hora, variando de acordo com as dimensões dos objetos. A máquina serigráfica automática Blocksys também merece destaque. Equipada com ponteira pneumática, produz até 3.000 peças por hora, e com ponteira mecânica, 3.600.
Dupont ressalta o lançamento das fitas para hot stamping do fornecedor japonês Cer Foils. Distribuído pela Dubuit para toda a América Latina, o produto traz como benefícios a aderência e a economia. De acordo com Dupont, a fita não deixa pó na máquina no momento da gravação e permite a operação com menos temperatura, ou seja, reduz o gasto energético e economiza o clichê do silicone.
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