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Aplicações – Os solados de calçados constituem a principal aplicação dos SBSs no Brasil, concorrendo principalmente com os compostos de policloreto de vinila (PVC) e o poliuretano (PU). A modificação de asfalto, outra importante função, ainda não representa demanda expressiva, mas tem conquistado cada vez mais mercado. O segmento de adesivos é o maior consumidor de SIS. De acordo com Lewi, a demanda de SBC chega a 27 mil t/a na América do Sul, das quais cerca de 17 mil t só no Brasil. Pelas contas da Kraton, a empresa detém quase 70% do mercado nacional. Em 2003, estima aumentar o faturamento em 15%.
A Petroflex produz borrachas e látex sintéticos em três plantas industriais localizadas em Duque de Caxias-RJ, Triunfo-RS e Cabo-PE. A primeira tem capacidade para 196 mil t/a de SBR (estireno-butadieno) pelo processo de polimerização em emulsão a frio, 10 mil t/a de látex e 4 mil t/a da borracha líquida. Em Triunfo, são 66 mil t/a de SBR por polimerização a frio e a quente, borrachas nitrílicas e poliacrílica de alto desempenho. A unidade do Cabo faz 90 mil t/a de elastômeros por polimerização em solução. “Trata-se de planta multipropósito onde se produz polibutadieno, borrachas estireno-butadieno e as termoplásticas do tipo SBS radial ou linear, marca Coperflex TR.”
Dentre as aplicações das termoplásticas, Passarella cita a modificação de polímeros e os solados de calçados. “São muito usadas para aumentar a resistência a rasgos de filmes de polietileno e polipropileno e ao impacto de chapas de PS, ABS, PE e PP, além de recuperar as características dos plásticos reciclados.” Aponta, no entanto, duas grandes limitações desse materiais: a baixa resistência a solventes orgânicos, óleos e a temperaturas acima de 100ºC.
Segundo Passarella, as exportações do setor de solados devem elevar entre 4% e 5% a demanda de TR já em 2003. Prevê também evolução da participação da empresa na demanda nacional a partir do próximo ano, em virtude do aumento da capacidade produtiva da planta de Triunfo. “Teremos mais condições para disputar novas fatias de mercado.” Atualmente, o market share da Petroflex fica em torno de 20%, de acordo com Passarella.
A companhia investe US$ 8 milhões por ano na melhoria da produtividade das plantas e da eficiência operacional, e em tecnologia da informação, entre outras áreas. “A linha de produtos passou de 26 para quase 70 elastômeros diferentes.” Com permanente política de exportação, há mais de dez anos, a Petroflex vendeu quase 100 mil t de borrachas e látex para mais de 50 países em 2002. “Esse volume representa aproximadamente 30% da produção.”
Importações – Os produtos nacionais concorrem ainda com as importações. A americana Teknor Apex é representada no Brasil pela Talent Associados, de São Paulo, desde 1996. Com dez fábricas nos Estados Unidos e uma em Cingapura, atua em diversos segmentos tais como compostos de PVC flexível e semi-rígido, de borrachas terrmoplásticas e termofixas e de plásticos de engenharia; concentrados de cores; pigmentos e plastificantes, além de produtos comerciais como mangueiras para jardins, tapetes de segurança e outros.
| Cuca Jorge |
Segundo o sócio da Talent Marcio Franco, faz parte da linha o copolímero de bloco estirênico, marca Monprene, indicados para a fabricação de rodas, nadadeiras, calçados ortopédicos, tubos, mangueiras e outros produtos, podendo ser translúcidos, transparentes e com carga para aplicações gerais. A empresa fornece ainda diversos grades de compostos de SEBS para fios, cabos, conectores e vedações em sistemas automotivos, coberturas de airbags, manoplas, produtos medicinais e mangueiras, entre outros produtos, incluindo bens de consumo que requeiram suavidade ao toque. Integra a linha os elastômeros termoplásticos poliolefínicos (TPOs), blendas de elastômeros e resinas termoplásticas. “Muitos destes compostos atendem ou excedem as especificações do Underwriters Laboratories (UL) e da Food and Drug Administration (FDA).”
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| Franco: ampla variedade de importados |
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TPVs – A demanda mundial de TPVs, borracha vulcanizada dispersa em base olefínica fundida, em geral o EPDM com PP, cresce em média 8% ao ano, contra 4% do EPDM convencional. “A evolução global dos vulcanizados olefínicos tem superado a dos termofixos”, comenta o gerente de negócios da DSM Elastomers, Clóvis Augusto Ragno.
Vale ressaltar, no entanto, as diferenças entre os dois mercados. O consumo nacional de TPV alcançou a casa das 2.700 t em 2002, enquanto o de EPDM superou as 12 mil t no mesmo período. O mercado sul americano demanda em torno de 15 mil t do termofixo e 3.500 t de TPV, enquanto os volumes mundiais ultrapassam 830 mil t e 100 mil t respectivamente, segundo números divulgados pela DSE, distribuidora exclusiva da DSM no Brasil, com sede em Santana do Parnaíba-SP. |
Cuca Jorge |
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| Ragno: novos usos atendem montadoras |
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Com capacidade para produzir 32 mil t/a de EPDM, na planta de Triunfo-RS, a DSM exporta o excedente para os demais países da América do Sul, além de Estados Unidos, Europa e Ásia. Por questões operacionais e de escala, importa todos os grades de TPV, marca Sarlink, cuja responsabilidade das vendas divide com a DSE. A distribuidora tornou-se assim o braço da companhia no País e assumiu o compromisso de impulsionar novas aplicações e fornecer suporte técnico aos transformadores. Na avaliação do gerente de negócios da DSE, Sérgio Luiz D. Negrini, a iniciativa rende bons frutos. “Atualmente, suprimos 25% da demanda nacional de TPV”, estima. |
Cuca Jorge |
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| Negrini detém 25% do mercado de TPV |
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