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PVC ENTRA NA PAUTA DA POLÍTICA INDUSTRIAL
A convite do ministro Tarso Genro, o Instituto do PVC irá participar do grupo temático de Política Industrial, pertencente à Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Sedes). Essa aproximação com o governo federal foi proposta no 23º encontro anual do instituto, no qual discutiu-se, com a participação de Genro - titular da secretaria -, a importância da inserção da cadeia produtiva do PVC nas ações governamentais. Na ocasião, o ministro ressaltou a necessidade de ampliar o canal de comunicação com o setor privado, para assim, conseguir reformar a política industrial brasileira. “Precisamos restabelecer o diálogo com o empresariado, para chegarmos a um novo projeto de desenvolvimento do País”, afirmou.
Apesar de ainda não haver definições quanto à data ou aos temas a serem discutidos na primeira reunião com o grupo, trata-se de um marco para o instituto e motivo de entusiasmo para o mercado de policloreto de vinila (PVC). “É muito positivo para o instituto, pois nos abre uma porta para que possamos entrar nesse clube”, comemorou o presidente do Instituto do PVC Francisco de Assis Esmeraldo. Para ele, esse convite reforça, sobretudo, o potencial do plástico junto ao desenvolvimento brasileiro.
“Será uma oportunidade de mostrar ao governo o viés social do PVC”, comentou. A fim de ratificar esse comprometimento com a responsabilidade social, Esmeraldo adiantou estar formatando projetos voltados para o saneamento básico e a habitação (ainda em sigilo), a serem apresentados na reunião.
Além das aplicações já conhecidas (saúde, construção civil, saneamento básico, etc.), a resina se apresenta apta para suprir as necessidades da nova ordem socioeconômica mundial. Um exemplo citado por Esmeraldo, seria a estrutura usada por pesquisadores para recolherem amostras da fauna e da flora, durante investigações científicas em árvores de florestas densas e de difícil acesso. Trata-se de uma armação em forma de três eclipses entrelaçados e constituída de uma rede estendida sobre uma estrutura inflável de PVC. “Esse material é um produto do futuro”, afirmou.
Boas perspectivas – Além da inserção em âmbito governamental, outra notícia movimentou o mercado do PVC. Trata-se do recente anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de investir R$ 1,4 bilhão em saneamento e infra-estrutura e de retomar obras paralisadas. Por conta dessa promessa, Esmeraldo projetou um incremento de vendas de 15% para esses setores focados pelo presidente. Independente do investimento, a expectativa é de que a indústria de PVC apresente neste ano crescimento de 6% nas vendas internas, em relação a 2002. Segundo o instituto, o setor registrou queda de 7% nas vendas de 2001, porém em 2002, recuperou-se e registrou taxas positivas da ordem de 11%.
Levantamento do instituto dá conta do avanço do setor no ano passado. O consumo aparente da resina chegou a 696,7 mil toneladas. Esse resultado mostra uma variação de 12,3% em relação ao volume de 620,5 mil toneladas de 2001. O consumo aparente é calculado com base na produção brasileira, somada às importações, com subtração das exportações. Em 2002, a produção alcançou a marca de 599,5 mil toneladas; as importações atingiram o volume de 146, 3 mil toneladas, e as exportações, 49,1 mil toneladas.
Outros dados do instituto apontam que o consumo de PVC nos últimos 10 anos apresentou crescimento anual médio de 4,3% em nível mundial. A expectativa é registrar ao ano taxas de 3% a 4%. No País, o índice esperado gira em torno de 7% a 9%, em consonância com o crescimento médio verificado nesta década, de 7,1%.
Com capacidade instalada de 715 mil toneladas/ano, o consumo de PVC por aplicação, no Brasil, divide-se em: 51,2% para tubos e conexões; 13,1% laminados e espalmados; 10% em perfis para a construção civil; 7,3% fios e cabos; 7,2% calçados; 6% em embalagens, e 5,2% em outras aplicações específicas.
Renata Pachione
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