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RESINAS
SETOR EXIBE SOLUÇÕES PARA REDUZIR CUSTOS
Indústria aposta na melhora da processabilidade e no balanço de propriedades
das resinas
Maria A. de Sino reto
Na Brasilplast, a participação institucional das empresas petroquímicas dificilmente gera negócios, mas reforça os laços com os clientes e abre caminho para novos relacionamentos, induzidos por alguns lançamentos ou pelos aperfeiçoamentos nas linhas tradicionais, ou até mesmo pelas estratégias de atuação no mercado.
Entre as novidades, mereceu destaque a nova geração de poliestireno expansível (EPS) da Basf com o ciclo de moldagem reduzido em até 30%. Atóxico, inerte, inofensivo à camada de ozônio e reciclável, o EPS encontra diversas aplicações na construção civil, como isolante térmico, ou para alívio de carga em lajes, ou aterros, bem como na agricultura, nas bandejas para plantio de mudas, e principalmente no setor da embalagem.
No campo dos polietilenos, a Ipiranga Petroquímica promoveu o lançamento de novo grade de PEAD e outro de PELBD.
O primeiro consiste num tipo específico para filmes, obtido por meio de um sistema catalítico diferenciado que confere à resina excelente resistência mecânica, conforme explica o assessor comercial Geraldo Luiz Markus: “O produto garante ao transformador a produção de filmes de maior resistência e menor espessura.”
Na opinião dele, o novo produto promete revolucionar o mercado. |
Cuca Jorge |
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| Markus aposta alto no segmento de filmes |
Já o novo grade de PELBD chega ao mercado para atender o segmento de empacotamento automático. Na opinião de Markus, trata-se de um quadripolímero, de eteno, propeno, buteno e hexeno, lançado para concorrer com o linear à base de octeno.
Também a área de commodities da Atofina contempla os usuários brasileiros com dois lançamentos: um polietileno linear de média densidade com base em catalisadores metalocênicos e um PEAD transparente. O primeiro combina alta rigidez com elevada resistência mecânica e alta transparência. Já o novo grade de PEAD resulta de uma nova tecnologia de polimerização, informa a grosso modo o gerente técnico e comercial Maurício Peixoto Fernandes. Além dessas novidades, ele aproveitou a feira para também anunciar que a carteira de produtos disponíveis para o País já conta com PEAD do tipo PE-100 para tubos.
Na Braskem, as novidades ficaram por conta dos novos grades de polietilenos, polipropileno e PVC. Embora com aplicações diferentes, as características dos quatro novos tipos de PP e dos três de PE convergem para a melhor resistência e aparência. Os desenvolvimentos propiciam também maior facilidade no processamento e redução de custos.
O principal destaque, na opinião do diretor de tecnologia da Braskem Luis Fernando Cassinelli, fica por conta do novo grade de polipropileno RP 47 XP, desenvolvido para atender às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para a produção de garrafões de 20 litros retornáveis.
| Cuca Jorge |
Segundo o gerente de produto Antônio Xavier, o RP 47 XP apresenta resistência ao impacto superior em relação ao material antecessor, aliada à boa transparência e resistência à compressão. Embora desenvolvido para o mercado de garrafões, também pode ser usado em outros segmentos de embalagens ou para a extrusão de chapas. |
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| Xavier: novo grade de PP substitui ABS |
Ideal para fabricar embalagens para produtos de limpeza e água mineral, o novo polipropileno H 604 XP tem como principal característica sua alta resistência ao stress cracking (quebra sob tensão). Trata-se de um homopolímero clarificado destinado ao sopro de frascos de elevada transparência. “Mas também pode ser usado na extrusão de chapas”, diz Xavier.
Também neste caso, a diferença em relação à variedade anterior é a resistência superior ao impacto, de 400 Joules/metro, contra 55 J/m da antecessora. Além disso, a nova resina confere ao transformador maior produtividade, garante o gerente.
Sem similar no País, de acordo com Xavier, o novo homopolímero H 502 HC promete revolucionar o mercado graças à altíssima rigidez e tenacidade, associadas à boa processabilidade. Destinado ao mercado de injeção, o novo grade substitui inclusive o ABS, com redução de custo e desempenho similar, garante o gerente. A resina ainda combina excelente resistência química, propriedades de barreira e resistência à deformação térmica. As aplicações se estendem desde o segmento de eletroeletrônicos, sacarias (gera ráfia de altíssima tenacidade) e até filmes industriais, aos quais a resina confere rigidez e barreira à umidade.
Por fim, o novo copolímero heterofásico CP 284 foi desenhado para o segmento de injeção de baldes industriais e utilidades domésticas. Xavier destaca no produto um balanço diferenciado de propriedades: altíssima resistência ao impacto, com boa rigidez e fluidez elevada. Como resultado, o novo PP reduz o ciclo de injeção, elevando a produtividade.
| PVC amplia o leque – O segmento de PVC também apresentou novidades na Brasilplast. Só a Braskem lançou três variedades, com destaque para a SP 800, primeira resina produzida pelo processo de polimerização em suspensão na América Latina com valor K 61 (peso molecular). |
Cuca Jorge |
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| Guidolin ataca perfis com novo tipo de PVC |
De acordo com o diretor de marketing e desenvolvimento Luciano Nitrini Guidolin, o novo grade foi desenvolvido para atender em especial o segmento de perfis rígidos.
Segundo ele, a resina proporciona ao moldador elevada produtividade, até 15% superior em relação aos produtos disponíveis no mercado, além de conferir melhor acabamento superficial às peças.
| Cuca Jorge |
O excelente balanço entre peso molecular e porosidade das partículas permite também empregá-la na extrusão e calandragem de filmes, laminados rígidos e semi-rígidos, bem como no sopro de frascos e na injeção de conexões, ou até peças técnicas de grande porte, ressalta o fabricante. |
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| Acabamento com novo filme resiste dez anos |
Os outros dois lançamentos entram na linha da emulsão. São duas especialidades, a CS60/14BA e a CS62/08BA, destinadas ao uso em massa automobilística e base para carpetes. Segundo Guidolin, esses produtos conferem alta resistência à abrasão e ao calor e, em relação aos outros grades da família, apresentam granulação mais homogênea e ausência de partículas grossas, prejudiciais aos transformadores. “O que varia entre os dois grades é o peso molecular e o teor de acetato de vinila”, diz. Maior ou menor peso molecular equivale a maior ou menor resistência mecânica. Já um maior teor de acetato incide em menor temperatura de fusão, resultando em economia de energia de transformação, explica o diretor.
| Cuca Jorge |
Outra competidora no segmento de PVC, a Solvay anunciou programa de investimentos orçados em US$ 50 milhões até 2005. Os recursos serão revertidos na expansão da unidade brasileira, com partida prevista para fins de 2004, ou início de 2005, informa o diretor comercial Carlos Alberto Tieghi, sem abrir os números da nova capacidade. |
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| Tieghi anuncia programa de expansão local |
Revela, porém, que ao final dessa ampliação, já há planos para outra, indefinida ainda entre Argentina e Brasil. “Se houver disponibilidade de matéria-prima na PqU, a ampliação será no Brasil”, afirma. Confiante na adoção dos programas prometidos pelo Governo Federal na área de saneamento básico, ele prevê para este ano maior crescimento na área de tubos.
Essas previsões, porém, dependem dos rumos da guerra no Iraque e eventuais pressões sobre os preços do petróleo e seus derivados. De acordo com Tieghi, a nafta subiu 40%, entre dezembro de 2002 e março deste ano, variação medida antes dos Estados Unidos atacarem o Iraque. Segundo ele, o preço do PVC subiu apenas 15% no período.
A empresa também promoveu durante a feira diversos projetos na área social, voltados sobretudo para crianças, como destacou o rato de PVC, lançado no segundo semestre do ano passado (ver PM 336, pág. 50), para substituir cobaias vivas no treinamento de estudantes de medicina. Aproveitou a ocasião para também divulgar o Bretzel, armação que permite aos cientistas retirar amostras da fauna e da flora para análise posterior.
Na área de compostos, a principal novidade partiu da Ramón, que anunciou sua entrada no segmento de PVC rígido. Os novos compostos atendem em especial o mercado de extrusão, como forros e portas sanfonadas, porém se estendem em aplicações na injeção (conexões, por exemplo), e embalagens sopradas. O fabricante lançou oito formulações: quatro para extrusão, duas para injeção e duas para sopro.
“Estávamos concentrados nas áreas de fios e calçados”, alegou Wilson Santos, da área de marketing. Segundo ele, a empresa pretende diversificar a atuação com as novas formulações. A intenção é comercializar 270 toneladas mensais dos novos produtos. A capacidade instalada da Ramón soma 4 mil toneladas mensais de compostos de PVC (flexível, semi-rígido e rígido).
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