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PROGRAMA ENSINA A OPERAR COM INJEÇÃO
Uma empresa de consultoria na área de treinamento, a PlasSoft Tecnologia, promete que o curso interativo em multimídia que produziu, o InjePro, possibilita em 30 a 40 horas, transcorridas no curso de dois a três meses, o auto-treinamento de profissionais, como o operador e preparador de máquina, o ferramenteiro, e o controlador de qualidade que trabalha na máquina injetora com polietileno, polipropileno, PVC, PC, PS, SAN, ABS, poliamida, acetal, PET, EVA e poliuretano. O curso é adequado também para a formação do pessoal de assistência técnica e vendas e para escolas técnicas e faculdades de engenharia, que o podem utilizar como ferramenta de ensino.
No curso dos quatro CDs com os seis módulos que compõem o InjePro, o treinando viaja por gravuras e animações técnicas, presencia simulações reais (vídeo clips) e ouve a narração contínua. Os seis módulos correspondem a: 1) a matéria-prima; 2) a máquina injetora; 3) moldes de injeção; 4) processamento; 5) procedimentos operacionais; 6) defeitos de moldagem – causas e soluções.
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O treinando interage clicando palavras sublinhadas e botões apresentados na tela do monitor. “Não é preciso conhecimento prévio de informática, basta usar o mouse conforme as solicitações que lhe são transmitidas”, explica o diretor da PlasSoft, o engenheiro químico Teodoro Dias Junior. “O método é auto-explicativo”, ressalta. “E a linguagem, bem acessível, é adequada à percepção de uma pessoa com escolaridade em nível de primeiro grau”.
As animações, o recurso mais elaborado, permitem a visualização das operações ocorridas no interior de uma injetora virtual e dos moldes, ambos transparentes como se fossem de vidro. |
Cuca Jorge |
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| Dias assegura: o método InjePro é
auto-explicativo |
Permitem expor situações como a contração da peça que está sendo moldada, causada pelo resfriamento no interior do molde; e a compactação da peça mediante incorporação da reserva de resina que permaneceu na ponta da rosca, justamente com tal propósito. “O treinando compreende que a contração é causada pela diferença das temperaturas da resina procedente do canhão, normalmente superior a 200 graus centígrados, e a do molde, abaixo de 70 a 80 graus, para a maioria das resinas”, exemplifica enquanto faz a demonstração na sede da PlasSoft, em Salvador.
As animações são sempre antecedidas por gravuras que possibilitam a percepção estática. Possibilitam, por exemplo, visualizar e localizar componentes, como os do sistema de extração: o conjunto de cilindro hidráulico, placa extratora, barras extratoras e placa impulsora dos pinos extratores. A identificação aparece quando o treinando clica com o mouse apontado para cada um desses componentes. Na etapa seguinte, a gravura é animada. O ciclo do sistema de extração então funciona. O treinando acompanha, induzido também pela narração, o óleo preenchendo o cilindro hidráulico e os conseqüentes e sucessivos deslocamentos da placa extratora, das barras extratoras e da placa impulsora do molde. Na mesma seqüência, os extratores são projetados para fora do molde e chocam-se com as peças moldadas, expulsando-as.
| Cuca Jorge |
Fenômenos microscópicos são também simulados via animação, a exemplo do escoamento das moléculas do polímero nos canais do molde, tema da aula de reologia. Nesta aula, é demonstrada a relação entre velocidade de escoamento e alinhamento molecular – quanto maior a velocidade de escoamento, mais as moléculas tendem a se alinharem na direção do fluxo. O treinando é induzido a compreender que o alinhamento molecular assegura que as moléculas escoem mais facilmente.
Na aula correspondente aos defeitos de moldagem, que está entre as que podem ser consideradas práticas porque apresentam problemas e soluções para o transformador, o treinando visualiza uma peça com rebarba (excesso de material nas bordas). |
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| Treinamento é dividido em seis módulos
(quatro CD's) |
É informado que a rebarba ocorre porque, durante o preenchimento, a resina foi forçada a escapar das cavidades para a superfície de separação do molde. As possíveis causas desse transtorno são então apresentadas: entre outras, excessiva temperatura no molde e na resina; força de fechamento insuficiente; dosagem excessiva de material; pressão de injeção muito alta; material com alto índice de fluidez; placas de molde desalinhadas.
A maneira de corrigir cada uma das causas também é apresentada. São exibidos mais 11 defeitos: peças incompletas, chupagem, vazios, empenamento, delaminação, marcas de queima, peças presas ao molde, canal de bucha preso, pontos pretos, peças quebradiças, marcas de fluxo/sulcos.
Já os trechos gravados em vídeo clip demonstram sempre operações práticas, e aí aparece um operador de carne-e-osso e não animações técnicas, executando tarefas como partida, parada e regulagem da injetora. Demonstram, também, como os procedimentos de segurança e outras operações mecânicas são executados.
O treinando é continuamente avaliado ao longo do curso com base na bateria de questões que responde ao final de cada lição. São 700 exercícios. “O cilindro hidráulico de injeção tem a função de deslocar a rosca para a frente durante a: a) injeção do material; b) dosagem do material; c) extração da peça; d) secagem do material”. Este é um exemplo de questão de múltipla escolha. Há outros tipos de questão. Respondidas as questões, o relatório de desempenho (escore e nota) aparece no monitor. Se o treinando alcançar desempenho superior a 80%, é aconselhado a passar para a lição seguinte.
O software oferece versões em Português, Espanhol, Inglês e Holandês e já é exportado para nove países: Canadá, Bélgica, Holanda, Portugal, China, México, Bolívia, Suriname e Guatemala. A versão em Francês está sendo preparada. Os licenciamentos são feitos em feiras e exposições, como a Brasilplast, e por contatos que a PlasSoft mantém no exterior. A relação de 89 licenciados apresentada por Dias inclui, no Brasil, a Eletrolux do Brasil, Intelbrás, Asea Brown Bovery (ABB), Calçados Azaléia e Vedacit; e no exterior, Tupperware, Bayer, Alcatel-Bell, Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos e a Universidade de Pequim (Beijing University), que emitiu um relatório de avaliação favorável. “O uso do InjePro no currículo da disciplina “Tecnologia de Moldagem de Plásticos por Injeção” foi aprovado por professores e estudantes, especialmente pelo fato de que foi recebido favoravelmente pelos alunos”, diz o relatório de avaliação da Universidade.
Diz também que “o InjePro é favorável ao ensino flexível, pois os alunos podem decidir o plano de aprendizado por eles mesmos, de acordo com o seu entendimento do conteúdo”.
Embora decline preferencialmente os clientes licenciados que conferem maior prestígio, Teodoro Dias ressalta a “excelente relação custo-benefício proporcionada pelo InjePro a pequenas empresas instaladas no interior, em localidades onde o treinamento convencional depende da onerosa presença de instrutores trazidos de fora.
Preferencialmente, aconselha Teodoro Dias, o InjePro deve ser utilizado individualmente, com flexibilidade de horário e a coordenação de um facilitador, encarregado de organizar horários, gerenciar o acesso ao computador, fornecer disquetes para o registro das questões, cuidar dos relatórios e organizar reuniões periódicas para discussão dos temas estudados. Há também a possibilidade, aponta Dias, de o conteúdo do curso interativo ser apresentado simultaneamente para uma platéia de 15 a 20 treinandos, com uso do projetor multimídia e auxílio de um instrutor. “Esta forma de apresentação tem a vantagem de reunir uma massa crítica de treinandos”.
A PlasSoft atende em Salvador (Rua Altino Serbeto de Barros, 173/1306 (Itaigara) Ed. Atlantis – CEP 41.825.010 – fone (71) 351.6880; fax (71) 354.6769. www. Plassoft.com.br - e-mail: info@plassoft.com.br
José Valverde
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