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PVC REÚNE FORÇAS COM FABRICANTES SUL-AMERICANOS
Instituto cria o bloco do PVC na América do Sul, lança um Congresso Internacional
e visa atuação responsável
Maria Aparecida De Sino Reto
| O Instituto do PVC prepara boas novidades para o segmento em 2003. Seu presidente Francisco de Assis Esmeraldo anuncia três grandes prioridades para o novo ano: criar a rede sul-americana de PVC, envolvendo os quatro produtores da região (Brasil, Argentina, Colômbia e Venezuela); realizar o primeiro Congresso Internacional de Tecnologia do PVC, com programação para outubro deste ano; e despertar as empresas para a questão da responsabilidade social. |
Cuca Jorge |
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| Francisco de Assis Esmeraldo, presidente do
Instituto do PVC |
A primeira das três medidas a ganhar corpo será a criação do bloco do PVC, com o encontro de estréia já marcado para fevereiro. O país anfitrião será a Colômbia. “Já conversei com os representantes da Venezuela, da Colômbia, e da Argentina, e a cada três meses faremos uma reunião em um país diferente”, disse Esmeraldo. A idéia inicial do Instituto do PVC era formar uma rede latino-americana. Para tanto, até convidou o México para entrar no grupo, mas este declinou, por conta de seu envolvimento no Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), que engloba Estados Unidos, Canadá e México.
O principal objetivo da nova rede, explica Esmeraldo, é o de trocar experiências. Criado há cinco anos no País, o Instituto conquistou um currículo invejável ao longo desse período. Portanto, tem muito para partilhar com os vizinhos, que não contam com nenhuma entidade do gênero. Hoje, existem apenas cinco unidades do Instituto do PVC em todo o mundo: Estados Unidos, Canadá (que atende também o México), União Européia e Ásia (onde funcionam no sistema de rede), e na América do Sul (o caçula da família). “A idéia é passar para os outros fabricantes da região o que nós conquistamos nesses cinco anos de existência”, diz Esmeraldo.
Além da troca de experiências, a união desses países ainda dará maior poder de fogo para negociações internacionais e também nas posturas ambientais, acredita o presidente do Instituto. “O Mercosul está muito limitado, com produtor de PVC só na Argentina, então queremos unir os outros fabricantes”, pondera.
A realização do primeiro Congresso Internacional de Tecnologia do PVC também está empolgando Esmeraldo. Pré-agendado para outubro, o evento ainda não tem uma estrutura definida, mas a intenção é de envolver toda a cadeia do PVC, inclusive seus segmentos: transformadores, fornecedores de matérias-primas e de equipamentos.
Por falar em tecnologia, a indústria brasileira do PVC está atualizada com o que existe de mais moderno em tecnologia, afirma Esmeraldo.
“Os produtores de resina têm o domínio da tecnologia de ponta e não faltam opções ao mercado em variedades, tanto de suspensão como de emulsão”, assegura. Em termos de aditivos, como plastificantes e outros, o quadro é semelhante: o mercado dispõe de ampla oferta de produtos oriundos de fabricantes globalizados. Até a transformação tirou quase nota 10. Um estudo elaborado por um consultor a pedido do Instituto do PVC aponta que 90% do setor conta com tecnologia de padrão tecnológico médio e alto.
Essas classificações, porém, perdem seu brilho se não vier acompanhadas de uma conduta condizente com responsabilidade social. E esse é justamente o terceiro ponto que o Instituto do PVC pretende se empenhar neste ano. “Um dos compromissos do Instituto é orientar as empresas para que elas sejam socialmente responsáveis”, diz Esmeraldo, o que trocando em miúdos, significa adotar uma postura ética de preservar o meio ambiente, de gerar menos resíduos, entre outras medidas.
Janelas prometem – Assim como o PET está para os refrigerantes, o PVC está para a construção civil. Consolidado nos tubos, conexões e portas, entre outros itens, o PVC agora entrou de vez nas janelas e forros. “As áreas de esquadrias, janelas e forros, estão explodindo”, comemora Esmeraldo. As janelas de PVC despontam com crescimento da ordem de 30% ao ano, e os forros, 15%. O motivo é simples: o material dispensa manutenção, não enferruja, elimina pintura e ainda é isolante térmico, entre outros benefícios.
A estimativa de aumento na demanda nacional de PVC em 2003 já não é tão generosa. Esmeraldo arrisca como palpite um índice em torno de 3% a 5%, bem abaixo de 2002, calculado entre 10% e 12%.
A explicação: no ano passado a expansão foi elevada considerando o desempenho de 2001, de crescimento quase inexpressivo. “Estamos esperançosos em relação a 2003 e 2004 porque 70% do PVC segue para a construção civil, e acreditamos que o presidente Lula vá priorizar essa área, investindo em saneamento básico e habitação”, opina. Para um governo preocupado com geração de emprego, o presidente da instituição lembra que cada R$ 1 milhão investido em saneamento gera 30 empregos diretos e indiretos. Além disso, cada real investido em saneamento economiza 4 reais na área da saúde.
O apoio do Instituto proporcionou bons momentos ao PVC no ano passado. Um dos destaques foram as casas de PVC lançadas pela Medabil, de Porto Alegre-RS (ver PM 331, maio de 2002, pág. 46). Outra novidade consistiu na apresentação do rato de PVC em parceria com a Escola Paulista de Medicina para substituir, com vantagens, as cobaias vivas (ver PM 336, de outubro de 2002, pág. 50). Esmeraldo também destaca a participação do Instituto do PVC na assembléia geral da Convenção da Basiléia, em dezembro, na Suíça. Na ocasião, a atuação do grupo brasileiro conseguiu aprovação para o tratamento não discriminatório dos resíduos de PVC nas movimentações (exportações e importações) entre países.
Ao contrário de outras entidades, o Instituto do PVC não preparou nenhum documento com reivindicações ao governo recém-empossado. “Não temos reivindicações, apoiamos as iniciativas do novo governo, que impulsionam o saneamento básico e a habitação, e eu, como cidadão, considero as medidas absolutamente corretas. São prioridades, aliás, que favorecem o PVC”, conclui Esmeraldo.
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