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TERMOFORMADORAS

SETOR FESTEJA CRESCIMENTO
Fabricantes fazem bons negócios com renovação e ampliação do parque, além de
alta nas exportações
Simone Ferro
Os fabricantes nacionais de máquinas para termoformagem chegam ao final de 2002 mais aliviados. As vendas, retraídas no início do ano, indicavam a manutenção da crise, mas o mercado reagiu e os pedidos em carteira já garantem negócios para os primeiros meses de 2003. Na avaliação do gerente industrial da Hece Máquinas, de São Carlos-SP, Luiz Fernando do Valle Sverzut, a evolução se deve mais à renovação e ampliação do parque industrial.
Já a desvalorização cambial contribuiu para o aumento das exportações e redução das importações. Os números apresentados pela empresa confirmam a avaliação positiva. Em 2000, a Hece vendeu seis máquinas, contra dez do período seguinte e 19 neste ano.
De 1995 a 1998, a forte concorrência das máquinas importadas e a estagnação do mercado de transformação culminou em uma das piores crises vividas pelo setor. A reação, iniciada em 1999, tornou-se mais expressiva a partir do segundo semestre de 2002 e promete consolidar-se nos próximos anos. “As vendas aumentaram e podem crescer ainda mais em decorrência dos projetos do governo eleito para erradicar a fome no Brasil”, acredita Sverzut. A demanda brasileira de termoformados tem grande potencial de crescimento, sobretudo no segmento de descartáveis, seu maior filão. A título de comparação, o mercado americano é seis vezes maior em volume.
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Na avaliação de Sverzut, o cenário nacional apresenta-se bastante favorável, apesar da crise mundial e do aumento da inflação. Dessa opinião compartilha o sócio gerente da Eletro-Forming, de Embu-SP, Jorge Lakatos. “Os pedidos em carteira triplicaram”, afirma. Boa notícia para quem enfrentou redução de cerca de 30% no volume de vendas em 2001. O empresário destaca ainda a expansão das exportações. Foram quatro máquinas, com destino aos Estados Unidos, México, Cuba e Austrália. |
Cuca Jorge |
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| Lakatos: pedidos em carteira triplicaram |
Para conquistar o mercado externo, a Eletro-Forming reforçou a participação em feiras internacionais, entre elas a Thermoforming 2002, realizada no segundo semestre, nos Estados Unidos.
A empresa, única brasileira com estande na exposição específica para o mercado de termoformagem, vendeu um equipamento para o México. O principal objetivo, no entanto, foi institucional. “Introduzimos a marca no mercado mundial”, avalia. Além da desvalorização cambial, responsável por garantir a competitividade das máquinas brasileiras no exterior, Lakatos ressalta outra particularidade da indústria local: o tamanho dos equipamentos. O que em princípio representa uma carência, reverte-se em vantagem comercial. Com modelos de menor porte e reduzido índice de automação, os fabricantes brasileiros atuam em um segmento pouco explorado por empresas americanas e européias. O balanço das exportações também foi positivo para a Hece. A empresa vendeu o equivalente a 12% da produção de termoformadoras para o Peru e Equador. Em 2001, não exportou nada.
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