Mais produtividade – Também na Pavan as máquinas de maior saída foram as de grande capacidade produtiva, rápidas e eficientes, como os modelos da série Bimatic, com destaque para a BMT 3.6 S e BMT 3.6 D, sopradoras com uma ou duas estações, até 3 litros, automáticas. “São máquinas ágeis, versáteis, com facilidade de operação e assistência técnica rápida, com atendimento de fábrica, sem terceirização”, ressalta Zanetti. Ele considera que essas máquinas oferecem uma das melhores relações custo/benefício do setor nesse porte de equipamento.

A BMT 3.6 D opera até dois moldes duplos de dois litros com alça, rebarbação completa, com produção média de 1.200 peças/h. O equipamento também pode operar dois moldes quíntuplos de 500 ml, com produção média de 3.200 frascos/h, dependendo do peso da embalagem.

As sopradoras Bimatic possuem capacidade de cabeçotes até seis cavidades, programadores de espessura até 64 pontos com comando digital, rebarbação completa automática, saídas laterais orientadas, comando por CLP de última geração da brasileira Atos, válvula proporcional para abertura e fechamento, além de mandris de sopro.

Além da série Bimatic, composta por seis modelos de uma ou duas estações, para frascos desde 5 ml até 6 litros, o fabricante dispõe ainda das séries HDL com sopro por baixo ou com agulha e cabeça perdida, para frascos até 5 litros com extrusão contínua, e a série HDL acumulação, com sistema de sopro por acumulação de resina, para produção desde 10 litros até 200 litros. O próximo ano promete novidades, reservadas para a Brasilplast, em março, com lançamento de novo modelo na série HDL, para bombonas e peças técnicas de até 30 litros.

Também situada em Americana-SP, a JAC procurou ampliar a participação no mercado com nova estratégia comercial, de modo a abastecer todo o País. O fabricante contratou novos representantes e treinou técnicos para habilitá-los a atender e resolver quaisquer problemas nos clientes. Os resultados da nova tática deram tão certo que a empresa comemora aumento de 35% nas suas vendas em relação ao ano passado, com prioridade para o mercado doméstico. De acordo com seu gerente comercial Cristiano Cava, a JAC até concretizou negócios no exterior, mas “diante de toda desestabilização dos países vizinhos, o mercado nacional ainda é o nosso maior foco”, pondera. Em 2003, com a perspectiva de negócios na Brasilplast, a meta é crescer 30% sobre 2002. A empresa pretende reforçar a atuação na área de peças técnicas, com máquinas de grande porte, informa Cava.

A última novidade da empresa é a linha compacta 2002, composta por máquinas automáticas de sopro superior, com simples e dupla estação, destinadas a altas produções de embalagens ou peças técnicas.  Cuca Jorge
Nova máquina da JAC traz programador de 128 pontos

Lançada na Interplast, realizada em Joinville-SC, em agosto passado, a nova série conta com unidade hidráulica proporcional, supervisionada por réguas potenciométricas, programador de parison de 128 pontos com microprocessador Moog incorporado, além de saída lateral automática, rebarbação e estampagem hidráulica. A linha JAC se completa com máquinas de sopro inferior por acúmulo de 10 L a 50 L.

Para a Brasilplast, a JAC prepara o lançamento de um equipamento de sopro superior por acúmulo denominado Maximus 20ss, em uma versão com capacidade de 20 litros, com direito a todos os opcionais, diz Cava. Entre esses itens menciona rebarbação, estampagem hidráulica e saída lateral automática, microprocessador CLP incorporado ao programador de parison de 64 ou 128 pontos, além de cabeçote acumulador, entre outros.

Cuca Jorge Consolidação – Atuante no mercado de sopro há cerca de dois anos, como herdeira das sopradoras fabricadas pela então Semararo/Uniloy, a Tecnoinjet mostrou sua capacidade em desenvolver tecnologia própria e consolidou o nome com a sopradora Tecnoblow 6 de dupla estação. “O equipamento foi muito bem aceito no mercado”, afirma o diretor comercial Antonio M. S. Pereira Lopes. Os modelos mais novos da família são a versão estação simples da Tecnoblow 6, para soprar frascos de até 10 litros.
Lopes: a Tecnoblow (abaixo) foi bem aceita no mercado
As características são as mesmas para todos os modelos, mudando apenas capacidade, quantidade de mesas e força de fechamento, explica Lopes. São todas máquinas automáticas de extrusão contínua, com capacidades variáveis desde 0,1 L até 10 L. 

Entre os principais recursos, destaca os movimentos de abertura, fechamento e deslocamento da mesa feitos sobre guias lineares, que garantem baixo coeficiente de atrito, evitando desgastes excessivos. Também o comando hidráulico proporcional, facilita o controle de velocidade e frenagem, sinônimo de maior precisão na repetibilidade dos movimentos.

Além disso, conta com programador eletrônico de espessura de parede de 152 pontos, já incorporado na eletrônica do comando, e memória para até 20 conjuntos de parâmetros para a produção de diferentes frascos, reduzindo o tempo de preparo da máquina. A sopradora ainda dispõe de lubrificação automática centralizada no fechamento, com garantia de menos manutenção, rebarbação automática dos frascos no interior da máquina, reduzindo etapas de fabricação e riscos de acidentes de trabalho, além de saída lateral dos frascos, na posição vertical, por meio de unidade de retirada e esteira transportadora.

Para o diretor comercial Antônio M. S. P. Lopes, o desempenho da empresa em 2002 ficou muito próximo das expectivas. “As vendas se mantiveram estáveis, atingindo a meta do ano, apesar do clima tempestuoso do mercado”, avalia. Suas previsões para o próximo ano são animadoras, com expectativas de aquecimento do mercado e crescimento econômico.

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