Nacionais fortes – As novas tecnologias em desenvolvimento no País resolveram acatar as necessidades ligadas a uma produção mais econômica e versátil para o rotomoldador. Com esse espírito, empresas nacionais estão ganhando competitividade e aumentam sua participação no mercado, promovendo até vendas externas.

Ao desenvolver tecnologia nacional e utilizar componentes fabricados localmente, a Rotomold conseguiu conquistar rapidamente novos segmentos. Coligada à Ferlex, que atua há mais de 30 anos na fabricação de bens de capital sob encomenda, a empresa foi fundada há apenas dois anos, mas já trabalha ao ritmo de fornecimento de oito equipamentos ao ano. 

Cuca Jorge Seu modelo mais recente, máquina carrossel com três braços, idealizada para rotomodar peças com até l.600 mm de diâmetro esférico, deverá incorporar novos aprimoramentos a partir de 2003, como a introdução de um novo sistema de queima, que permitirá o uso de combustível alternativo ao GLP, para aquecer os fornos.
Carrossel com três braços da Rotomold

Os diferentes fornecimentos realizados neste ano dão conta da diversidade das encomendas que caracterizam esse mercado. 

Do total de máquinas vendidas, quatro são lançadeiras (shuttle) multiuso, duas delas com dimensões de 3.200 mm de diâmetro esférico, e as outras duas projetadas com fornos de diâmetros máximos de 1.900 mm, além de um modelo rock-and-roll, concebido para rotomoldar peças cilíndricas e Cuca Jorge
Modelo rock-and-roll para peças cilíndricas

compridas, como postes, colunas, caiaques, entre outras, além de duas máquinas com concepção carrossel, com três braços, diâmetros esféricos dos fornos de 1.600 mm e 3.600 mm, e uma máquina com forno estacionário (mono-estação), desenvolvida para produzir caixas d’água em diâmetros de até 3 m, de custo bastante acessível.

O modelo carrossel mais recente desenvolvido pela Rotomold dispõe de CLP para controle de todas as funções de aceleração, desaceleração, velocidades, reversões, tempos e temperaturas, emitindo relatórios sob comando de software de fácil assimilação, afirmou Cecílio Cunha, sócio-diretor da Rotomold.

Uma das preocupações presentes na concepção desta máquina foi suprimir todos os sensores de fim-de-curso mecânicos, indutivos ou fotossensíveis,

Cuca Jorge
Cunha: oportunidade no mercado internacional

incluindo o sensor para a abertura da porta da estufa, que costuma apresentar problemas de precisão decorrentes das altas temperaturas de operação acima de 90 ºC. 

Dessa forma, o novo projeto contempla todas as funções mecânicas e as submete ao controle de sistema de supervisão por imagem digital, provido de câmara para o registro de todas as posições dos recursos mecânicos existentes, como carro, base e braços, abertura ou fechamento das portas, etc.

O novo sistema de automação desenvolvido pela Rotomold é avaliado por Cecílio Cunha como produto da mais alta tecnologia, segundo padrões internacionais de fabricação, que abriu novas possibilidades à empresa de participar de concorrência internacional para o fornecimento de máquinas.

As inovações realizadas no equipamento abrangem vários outros itens, podendo-se operar com várias opções e níveis de programação. Uma delas permite programar as operações da máquina de acordo com as diretrizes do departamento de engenharia de produção, envolvendo o tipo de produto, seqüência e lotes. Caso o operador detecte algum tipo de falha numa peça de determinado lote, é possível alimentar o sistema com o registro “peça refugada”, propiciando elementos para o replanejamento da operação ou aborto da peça para posterior reciclagem. Ao programar a máquina para operações automáticas, o equipamento pesa previamente o molde e a carga com a resina, calculando os tempos de moldagem e resfriamento. 

A produção e os lotes de peças também podem ser minuciosamente programados, podendo-se visualizar como se posicionam os moldes através de foto em arquivo digital; definir data e horário para o início da produção; inserir informações sobre o código do produto, quantidade de peças desejadas por lote; braço em que o produto será moldado etc; estimando-se o tempo de produção, o consumo de resina, GLP, água e kWh.

No atual momento, a empresa executa projeto de máquina com 20 braços, desenvolvida para atender rotomoldagens no setor automotivo. “Entramos nesse mercado para ficar”, afirmou Cunha, que está concluindo os preparativos para a mudança da fábrica de Interlagos, prevista para após o carnaval, para Lorena–SP, onde ocupará área construída de 3.600 m², de um total de 10 mil m², adquiridos em condomínio industrial. 

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