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ROTOMOLDADORAS

PROCESSO MELHORA EFICIÊNCIA
Novos recursos conferem mais rapidez, economia e produtividade às máquinas
Rose de Moraes
Nacionais ou importadas, as máquinas de rotomoldagem incorporaram nos últimos tempos novos recursos e concepções, visando tornar os equipamentos mais eficientes e versáteis. O custo de produção caiu para os rotomoldadores a partir de máquinas programadas por novos softwares, de ciclos mais rápidos, e também mais econômicas no consumo de insumos, como o GLP, gás liquefeito de petróleo, um dos mais utilizados para o aquecimento dos fornos.
A despeito de todas as dificuldades enfrentadas em 2002, como a queda no nível das atividades industriais e a alta do dólar, as vendas de máquinas se mantiveram aquecidas, a julgar pelos resultados de comercialização e investimentos feitos em novos desenvolvimentos e fábricas locais.
A Caccia Engineering, sediada na Itália, deve oficializar em janeiro próximo a instalação da subsidiária brasileira, em Americana-SP, onde pretende produzir máquinas e misturadores. Outro fabricante estrangeiro, a Reinhardt, da Alemanha, busca ampliar sua participação na rotomoldagem brasileira, divulgando ao rotomoldador novas tecnologias, mais compactas e direcionadas à produção de pequenas peças.
Indústrias nacionais, como a Sistema e a Rotomold, também estão mais agressivas. Inovam em tecnologias, preocupam-se em fornecer sistemas mais econômicos e têm grande versatilidade para adaptar maquinários às necessidades específicas de cada rotomoldador. Outras, como a Rotoline, promovem alianças internacionais, para crescer nas exportações, comprovando a tendência de crescimento deste setor da transformação.
No novo sistema direcionado à produção de pequenas peças, a Reinhardt levou em conta a economia de espaço para a instalação da máquina. Tradicional na fabricação de sistemas horizontais, a empresa resolveu inovar na fabricação do sistema carrossel, programado para atender às mais altas escalas de produção, e desenvolveu no ano passado a primeira máquina de concepção vertical para produzir peças de pequenas dimensões em ciclos mais rápidos.
Com maior rendimento às operações, o modelo mais compacto produz peças com diâmetros de até 500 mm e alturas até um metro, ocupando área de 5 m x 7,5 m. Já a maior estação de trabalho pode rotomoldar peças com diâmetros de até 900 mm e alturas máximas de 1,30 m.
Lançados na K’ 2001, em Düsseldorf, na Alemanha, os novos equipamentos possuem três braços, cada qual comportando dois porta-moldes, para facilitar a atuação dos rotomoldadores no segmento de peças técnicas, segundo o engenheiro de vendas Andrés Grunewald, da divisão de máquinas para a indústria plástica da Ferrostaal, representante exclusiva da Reinhardt no Brasil.
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Mais conhecidos dos rotomoldadores locais, os sistemas horizontais do tipo carrossel produzem peças bem maiores, sendo em geral requisitados para atender aos segmentos de tanques, como caixas d’água, e reservatórios para acondicionar produtos químicos.
O maior modelo horizontal fabricado pela Reinhardt produz peças com diâmetros de até 2,80 m e altura até 2,70 m. |
Cuca Jorge |
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| Caixa d'água feita por rotomoldagem |
A menor máquina é capaz de rotomoldar peças com altura máxima de 1,20 m e diâmetro máximo de 1,40 m.
As expectativas de comercialização dos novos modelos verticais são as melhores possíveis. Para o fabricante, um dos aspectos mais importantes para o rotomoldador é compreender o ganho em produtividade oferecido pelos novos modelos, principalmente nos tempos consumidos entre as etapas de carregamento, na sinterização de alta eficiência térmica, e no resfriamento encurtado. Outro aspecto favorável aos rotomoldadores diz respeito às linhas diretas de financiamento, oferecidas pela Ferrostaal e extensivas a todas as linhas de máquinas.
Assim como os horizontais, os modelos verticais também podem agregar opcionais para automação de várias operações, como o descarregamento das peças dos moldes via robôs, e o sistema de alimentação de matérias-primas, que também pode ser agilizado a partir da conexão à máquina de um sistema de transporte pneumático, levando-se em conta cargas pré-programadas.
Bem conhecida no âmbito da rotomoldagem brasileira, a tecnologia italiana da Caccia Engineering propiciou inovações recentes, com modificações nos fornos, câmara de resfriamento e carros, realizadas de modo a oferecer maior flexibilidade às rotomoldagens. Levando em conta esses parâmetros, o departamento de engenharia da empresa desenvolveu o sistema módulo, com dimensões variáveis no forno a depender do porte da máquina escolhida, desde 1.250 mm até 6.000 mm para os diâmetros esféricos. Lançado em 2001, o sistema modular foi concebido com painéis de dupla face nos fornos, confeccionados em aço, e providos de sistema interno para isolação térmica.
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O novo sistema propiciou modificações no design do forno e na câmara de resfriamento, beneficiando diretamente a área útil do equipamento. |
Divulgação |
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| Modelo opera com braços deslizantes |
As modificações abrangeram o sistema de braços do modelo Rotobox , máquina concebida com sistema shuttle (dois carros com forno central), que passou a operar com o sistema de braços utilizados pelo modelo Rotaut, além de carrossel projetado com braços deslizantes sobre trilhos, que trabalham suspensos, abolindo-se os carros deslizantes sobre quatro rodas, que exigiam a abertura das duas portas do forno, e resultavam em 20% de perda de calor e em custos mais elevados de produção.
Poupo a pouco, o novo sistema modular de fornos deverá substituir os modelos concebidos de acordo com o sistema shuttle, introduzindo-se as concepções mais modernas, prevendo a instalação de até quatro braços suspensos e deslizantes sob trilhos, que geram ganhos em custos e produtividade.
Até o momento, segundo Carlos Andrade, sócio-diretor da Raw Plastic, representante da Caccia no Brasil, de Americana-SP, três equipamentos já foram instalados com o emprego da nova tecnologia modular, comprovando-se a maior eficiência na produção de rotomoldados, pois, com o sistema de carros suspensos, é possível abrir apenas uma das portas do forno, economizando no consumo de gás.
Em 2003, a Caccia Enginneering planeja instalar uma subsidiária em Americana–SP, com perspectivas de ampliar o número de fornecimentos para o mercado local, iniciando-se à fabricação de máquinas concebidas pelo sistema Rotaut, e também de misturadores para PVC e PE.
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