Fábrica local – Depois de atuar alguns meses no Brasil via representação, a italiana Negri Bossi inaugurou a subsidiária brasileira e anunciou o projeto de fabricação local a partir de 2003. 

Cuca Jorge A venda de 60% das ações da empresa para o grupo Sacmi agilizou o projeto. Isso porque a Negri Bossi vai ocupar parte da nova fábrica de fornos e equipamentos para a indústria de cerâmica da Sacmi, em Mogi-Mirim-SP. “Com área fabril superdimensionada para o setor cerâmico, a direção da empresa decidiu iniciar no próximo ano, no mesmo local, a fabricação de injetoras para plástico”, explica o diretor comercial, Venceslau B. Salmeron.
Salmeron: planos para fabricação local

A Sacmi atua também nos segmentos de máquinas para compressão de tampas, termoformadoras, rotuladoras para frascos e envasadoras, comercializadas no País via representação. O show room, instalado na capital paulista, conta com duas injetoras série Canbio, de 210 t e 480 t de força de fechamento. Outros dois exemplares, de 160 t e 370 t, serão instalados na fábrica. Além das máquinas hidráulicas com fechamento mecânico da linha Canbio, desde 40 t até 530 t, e da série V, desde 600 t até 1.000 t, a Negri Bossi fabrica as 100% elétricas, série Elma com modelos a partir de 90 t até 210 t. A produção nacional, segundo Salmeron, inicia com a série Canbio.

Outras indústrias estrangeiras concluíram investimentos no Brasil. A HDB, representante exclusivo da austríaca Engel, inaugurou moderna e bem equipada sede com 1.100 m² em Cotia-SP, a poucos quilômetros do Rodoanel. As novas instalações possuem, além do show room preparado para testes de moldes e desenvolvimento de produtos, espaço reservado para o treinamento de operadores.

Com mais de 750 máquinas instaladas no País desde 1991, a Engel não atingiu a média anual entre 70 e 80 equipamentos em 2002.  Cuca Jorge
Modelos sem coluna são destaque

No ano passado, as vendas para o Brasil ocuparam o segundo lugar no ranking da empresa, atrás apenas da Alemanha responsável por 60% do volume comercializado. A Engel fabrica 3 mil injetoras por ano em quatro fábricas, localizadas na Áustria, Canadá, Estados Unidos e Coréia do Sul. O tradicional fabricante de injetoras sem colunas lançou na última edição da feira K, em Düsseldorf, na Alemanha, a série E-motion com três versões 100% elétricas (50 t, 100 t e 150 t). Dentro da linha convencional, a Engel dispõe de modelos sem colunas desde 25 até 600 t de força de fechamento; e de duas placas, desde 800 até 5.500 t.

A Milacron também está de casa nova. Depois de operar alguns anos nas instalações da Polimold, fabricante de porta-moldes de São Bernardo do Campo-SP, montou escritório próprio em São Paulo. “A mudança prioriza a agilidade no atendimento e o aumento do estoque de peças de reposição, além de sinalizar a intenção da matriz de reforçar a atuação da marca no País”, avalia o gerente geral da subsidiária brasileira da Milacron, Hugo Korkes.
A companhia fabrica injetoras nos Estados Unidos, Alemanha, Índia e Japão. 
No Brasil, já instalou 190 máquinas, sendo 68 elétricas. A Milacron, reconhecida mundialmente pela introdução da injeção elétrica, oferece três famílias de máquinas desse gênero: a Roboshot, desde 17 t até 330 t; a Powerline, desde 220 t até 1.100 t; e a Elektra, desde 50 t até 300 t de força de fechamento.

A subsidiária brasileira da MIR vendeu 23 equipamentos em 2001, entre 100 t e 1.600 t de força de fechamento. “Em termos mundiais, a companhia comercializou 660 máquinas, sendo a maior para a Espanha, com força de fechamento de 9.600 t”, afirma o diretor Marcio Ribaldo.  Cuca Jorge
Ribaldo: máquinas para todas as necessidades

A linha de injetoras da empresa é composta por modelos a partir de 25 t de força de fechamento, entre elas as horizontais com 2 e até 6 unidades de fechamento, para injeção de cores ou materiais diferentes; as verticais, para fabricação de peças com insertos ou 2 cores com insertos; as horizontais e verticais para elastômeros (borracha e silicone); e as horizontais para termofixos (baquelite e poliéster).

Ribaldo destaca ainda as linhas elétrica e híbrida representada pela série Ecológica. “Trata-se de um equipamento com motor elétrico com inversor sobre a rosca e também motor elétrico com inversor junto à bomba, proporcionando simultaneidade de movimentos, ciclos mais rápidos e economia de energia na ordem de 60 %, dependendo do porte do equipamento.”

A Battenfeld, com unidades fabris na Alemanha e Áustria, e subsidiária em Barueri-SP, fabrica injetoras elétricas desde 1992. A tradicional linha CDK-SE foi substituída pela nova série EM, a terceira geração de injetoras com acionamento totalmente por servomotores, segundo informações do gerente comercial Inácio Morais. A linha EM possui modelos desde 50 t até 210 toneladas de força de fechamento e foi apresentada na última edição da feira K. “São máquinas de altíssima precisão e repetibilidade, econômicas e absolutamente silenciosas”, diz.

Sem planos para retomar a produção nacional, a Battenfeld do Brasil mantém o serviço de assistência técnica e de peças de reposição e show room, desde a época da fabricação local. A empresa possui ampla gama de injetoras, cujos tamanhos variam desde 5 t até 8.200 t de força de fechamento. Oferece ainda diversas tecnologias, não só mecânica, hidráulica e elétrica, como também processos não convencionais com gás, água, multimaterial, silicone líquido, termofixos, pós metálicos, cera, borracha, espuma estrutural e micro-celular.

Cuca Jorge

Primax DP chega a 1.500 t de fechamento
<<< Anterior

Próxima >>>