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Inovações – A sobrevivência dos fabricantes de máquinas depende da atualização tecnológica mesmo sob pressão da crise econômica, pois a globalização impõe à indústria buscar maior produtividade, melhor qualidade e menores custos. Para atender a esse imperativo, os fabricantes nacionais de extrusoras apostaram na tecnologia cast, garantia de maior produtividade, menor custo e filmes de melhor qualidade. “O processo permite produções acima de 1.000 kg/h”, diz o gerente comercial da Carnevalli Luiz Antonio Delosso Simões.
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Líder no abastecimento brasileiro de extrusoras para filmes, o fabricante de Guarulhos-SP entrou para o segmento de cast e cast stretch no final do ano passado com o lançamento da família Coex 3 FD 1500, composta por duas linhas de máquinas, uma para filmes de PP e outra para os do tipo stretch. |
Cuca Jorge |
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| Coextrusora produz filmes cast e stretch |
Este último conta com dois modelos de máquinas, um com produção da ordem de 400 kg/h, para filmes de 1,50 m de largura, e outro capaz de processar até 700 kg/h na produção de filmes de 2,00 m de largura.
A principal atração da Carnevalli é o cabeçote de seus equipamentos, de projeto próprio, considerado entre os mais modernos do mundo, assegura Simões. A característica que o diferencia dos outros é o fato de todas as extrusoras se acoplarem na mesma altura, com a distribuição das resinas no plano vertical, agregada à parte inferior do helicoidal. Como resultado, o tempo de residência é menor e igual para todos os materiais, reduzindo a pressão interna do cabeçote e a possibilidade de degradação daqueles que operam sob temperaturas menores.
| Divulgação |
Além das novas linhas cast e stretch, a Carnevalli se prepara para lançar nova série chamada Polaris. Essas máquinas prometem maior produtividade, melhor controle de processo e economia de energia elétrica em relação às outras séries de linha da empresa, comparando-se com máquinas de roscas de mesmo diâmetro. |
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| Coextrusora tubular da Rulli produz filmes
stretch |
Na opinião de Simões, os constantes aumentos nos preços das resinas tiraram a possibilidade e a capacidade das empresas de investir. Mesmo assim, a Carnevalli manteve seus projetos. “Conseguimos encerrar o ano sem perder a capacidade de gerar desenvolvimento tecnológico”, comemora o gerente. No ano passado, o fabricante vendeu 102 máquinas no mercado doméstico e exportou 28. De janeiro a outubro deste ano, internou 75 máquinas e exportou 36. “A alta do dólar favoreceu as exportações, porém o mercado foco, a América Latina, vem como um todo enfrentando grandes problemas”, pondera Simões.
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Também a Rulli, com presença forte na área de chapas, estreou na extrusão de cabeçotes planos, depois da mudança da fábrica para novo endereço em Guarulhos-SP, em área de 23 mil m², dos quais 12 mil construídos. A ampliação da unidade consumiu cerca de R$ 5 milhões e permitiu à empresa acrescentar à produção novos tipos de máquinas, como a nova coextrusora do tipo tubular (blow) de três camadas para filmes stretch. O equipamento dotado de uma rosca de 75 mm e duas de 70 mm de diâmetro processa até 400 kg/h, na produção de filmes de 2.800 mm de largura, com até oito bobinas simultâneas. |
Cuca Jorge |
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| Rulli: alta do dólar não afetou negócios |
A Rulli também lançou linha para chapa com extrusora de 150 mm de diâmetro, capacitada a processar até 1.000 kg/h de polietileno de alta densidade. O equipamento faz chapas desde 1 mm até 30 mm de espessura.
| Cuca Jorge |
Outra novidade é o cabeçote bifluxo (a resina é separada na entrada do cabeçote e processada como se fossem duas camadas) na produção de filmes monocamadas. A principal vantagem para o transformador consiste na obtenção de filmes com características de coextrudados, como maior resistência. Assim também é possível produzir filmes de menor espessura. Além disso, o uso desse tipo de filme também confere maior durabilidade aos produtos nele embalados, assegura o diretor Luigi Rulli. Mais uma novidade para o transformador consiste na linha de produção de chapas de polipropileno adaptada para operar em linha com termoformadoras. |
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| Cabeçote bifluxo garante mais resistência ao
filme |
Não à toa, os modelos de máquinas mais vendidas no ano passado pela Rulli foram coextrusoras de três camadas desde 200 kg até 450 kg/h, bem como as máquinas para produção de chapas EC-100, com produção de 500 kg/h, EC-130, com capacidades de 800 kg/h de PP, ou 1.000 kg/h de poliestireno alto impacto. O diretor considerou de modo geral bom o desempenho em 2002. Em suas contas, as vendas cresceram, com alta de 15% no faturamento em relação ao ano passado. “A alta do dólar não nos afetou muito, pois temos bons pedidos de exportação”, informou Rulli. Bem favorecidas, as exportações da Rulli representaram 31% do faturamento deste ano, contra 17,69% no ano passado.
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