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Um dos desmoldantes mais diferenciados é produzido na forma de gel. Trata-se de um poliol que impede a acumulação nos pinos e moldes de resíduos de borrachas curadas com peróxidos. De acordo com as especificações, esses produtos atendem a fabricação de mangueiras confeccionadas com epicloridrina, EPDM, borrachas nitrílicas, entre outras.
Num elenco de mais de vinte produtos, incluem-se os desmoldantes de processo, substâncias cujas aplicações devem ser feitas previamente à vulcanização, como é o caso dos compostos de borracha ou massas, onde o seu emprego evitaria a colagem das mantas.
“São soluções aquosas que não produzem espuma e que deverão substituir as formulações em pó, à base de estearato de zinco, em várias aplicações, envolvendo artefatos, placas, pranchas e mangueiras curvas”, informou Hideo Takitani.
Outros destaques da linha são os desmoldantes específicos para uso nas prensagens de correias, disponíveis em fórmulas à base de silício ou sem silício, atóxicas e totalmente isentas de estearatos (zinco, cálcio etc.). Como diferenciais agregados, esses produtos também podem ser utilizados como aditivos, visando aumentar as qualidades deslizantes e a proteção contra danos que possam ser causados às superfícies plásticas ou elastoméricas.
Próprio para o segmento de extrusão de mangueiras curvas, com largo emprego no setor automotivo, a ICQ destacou uma linha multifuncional de desmoldantes da C.C.Custom Tecnology, com produtos que podem atuar como agentes de separação, anti-aderentes, ou agentes de revestimento, permitindo aplicações em camadas. Além de reduzir a acumulação de resíduos nos moldes, essa tecnologia permite pré-aquecimento, sendo bastante flexível, com variações de acordo com as curas à base de peróxidos ou de enxofre.
Antichamas atóxicos – As novas tecnologias desenvolvidas pela Itatex e apresentadas nesta Expobor também deverão trazer muitos benefícios ao desempenho das borrachas, em especial quanto à capacidade de resistir à chama, proporcionando maior segurança aos usuários.
Os produtos são formulados com hidróxido de magnésio, substância não-halogenada, totalmente atóxica, eficiente antichama em várias aplicações, suportando temperaturas superiores a 300° C.
| Cuca Jorge |
Fabricados em diferentes versões, esses produtos podem ser revestidos com organosilanos, ácidos graxos e seus derivados, com a finalidade de atender às mais diversas condições de uso e processabilidade no segmento das borrachas, sendo especialmente indicados para aplicações em elastômeros como EPDM, EPR e silicone. “Os antichamas da linha Itamag representam uma grande novidade para toda a América Latina”, afirmou o engenheiro Antonio Alonso Ribeiro, diretor da empresa. |
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| Ribeiro: novo antichama é novidade na América
Latina |
O desenvolvimento da nova linha contou com o apoio da Fapesp e Unicamp, e foi realizado com o propósito de oferecer maior segurança aos usuários do segmento de fios e cabos, inclusive cabos submarinos, permitindo revestimentos com organosilanos, para melhorias nas propriedades mecânicas, como elasticidade, dureza, e capacidade de resistir à abrasão e ao rasgo, propriedades fundamentais para os manufaturados que necessitam suportar altas pressões, e apresentar qualidades hidrofóbicas (de repelir a água).
“O hidróxido de magnésio não oferece riscos à saúde, não gera resíduos nocivos ao meio ambiente, como os metais pesados (antimônio e outros) e halogênios, como os compostos orgânicos alilfáticos e aromáticos halogenados, proibidos na Alemanha e sob restrições na Europa e Japão”, informou o diretor.
Ao atuar como antichama de polímeros, o hidróxido de magnésio, sob temperatura superior a 300°C se decompõe endotermicamente, gerando água e óxido de magnésio, podendo ainda cumprir a função de inibidor de trilhamento elétrico, passível de ocorrer em função das correntes de fuga e descargas elétricas locais, provocadas pela deposição de impurezas condutivas que se acumulam na superfície de produtos expostos a intempéries.
“Como se pode observar, cargas minerais não são enchimentos dos quais as empresas devem lançar mão para economizar no emprego de elastômeros, mas sim, especialidades que agregam várias propriedades físico-químicas aos polímeros, tornando-os mais resistentes à abrasão, ao rasgo, à deformação, e oferecendo-lhes propriedades dielétricas de isolamento, resiliência, elasticidade, dureza e maior processabilidade”, explicou o diretor.
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