Agilidade baiana – A prefeitura de Camaçari-BA não desperdiçou a oportunidade. O secretário de captação de recursos e investimentos Waldy Freitas Filho aproveitou o evento para confirmar o interesse do município em atrair investidores estrangeiros e para visitar futuros parceiros.  Cuca Jorge
Freitas quer investimentos estrangeiros

O primeiro contato “luso-baiano” ocorreu em julho, durante missão realizada em Portugal e já rendeu alguns frutos. A iniciativa contou com o apoio do Icep.

 Durante sete dias, o secretário e sua comitiva visitaram ou mantiveram negociações com 15 empresas e grupos empresariais, a maioria líderes em seus setores no país e na Europa. “Grande parte mostrou interesse de investir no Brasil e muitos já têm planos concretos ou projetos em andamento. O município chegou primeiro e mostrou seu potencial”, avalia Freitas.

Em contrapartida, a prefeitura de Camaçari oferece redução nos tributos municipais, terreno industrial a preço subsidiado e com total infraestrutura e apoio institucional para a obtenção de incentivos estaduais junto ao governo do Estado. Tais ações fazem parte do Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica do Estado da Bahia (Desenvolve), criado com o objetivo de fomentar e diversificar a matriz industrial e agroindustrial. “Trata-se da unificação dos programas Pró-Plástico e Pró-Bahia”, afirma.

A Moldit, de Oliveira de Azeméis, pólo que concentra as ferramentarias de maior porte, já começou a construção da filial brasileira, em Camaçari. A fábrica com capacidade para confeccionar moldes de até 50 toneladas inicia as operações no primeiro semestre de 2003, atendendo aos segmentos de injeção de termoplásticos, sobre-tecido, bi-material e a gás e compressão para SMC. “O mercado brasileiro absorvia cerca de 15% da nossa produção entre 1997 e 1998. 

Atualmente não chega a 2%, tornando a fabricação local imprescindível”, diz o diretor geral José Costa. A Moldit iniciou as exportações para o Brasil em 1996.

Cuca Jorge Além dos incentivos oferecidos pelo governo baiano, o grande potencial de crescimento do mercado de plástico na região motivou o investimento de R$ 20 milhões na nova fábrica. “A Moldit já fornece para a Ford, montadora instalada na região, além de atuar em outros segmentos, como linha branca e eletroeletrônicos.” 
Conta ainda com um parceiro importante. 
Costa aposta na fabricação local


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