PORTUGAL                   INDUSTRIAL                        

Cuca Jorge

EXPOSIÇÃO PROMOVE MOLDES PORTUGUESES

O melhor da tecnologia lusitana foi exposto em São Paulo para cultivar o intercâmbio e ampliar a atuação local

Simone Ferro

Com 68 expositores de três setores industriais (moldes, informação e metal-mecânica), uma volta nos 4 mil m² de área da Portugal Industrial, em São Paulo, era suficiente para observar executivos ávidos por novos negócios, a maioria com poder de decisão e disposta a firmar parcerias e expandir o comércio com Brasil. Foi boa oportunidade para as ferramentarias nacionais conhecerem o modelo de atuação dos portugueses e trocarem experiências.

O número de visitantes, no entanto, ficou em torno de 2 mil nos quatro dias de evento, de 17 a 20 de setembro, e muitas ferramentarias perderam a chance de, no mínimo, checar a concorrência. Para alguns expositores, faltou divulgação. Críticas recaíram ainda sobre o horário da feira, das 10 às 19 horas. “Seria mais produtivo das 14 às 22 horas”, comentou Ana Cristina Magalhães, da Tubofuro, fabricante de tubos de policloreto de vinila (PVC). “Os expositores aproveitariam o período da manhã para visitar clientes e conhecer empresas brasileiras e receberiam mais visitas nos estandes após o horário comercial”, afirmou. Ficam as sugestões para a segunda edição ainda sem data marcada, segundo informações da Associação Empresarial de Portugal (AEP). A maioria dos expositores, porém, já manifestou a intenção de repetir a dose e avaliou positivamente a iniciativa.

Com o objetivo de apresentar as indústrias portuguesas com atuação nos setores de moldes, informação e metal-mecânica, o evento contou com a organização da Exponor Brasil, empresa vinculada à AEP. 

A cerimônia oficial de abertura teve a participação do embaixador de Portugal Antonio Franco, do Secretário Estadual do Emprego e Relações do Trabalho Fernando Leça, do diretor de relações internacionais da Fiesp Antonio Bessa, do administrador do Investimento, Comércio e Turismo de Portugal (Icep) Alfredo Manuel A. Telles, do presidente da AEP Antonio Fernando Couto dos Santos e de Emanoel Massarani representando a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Cuca Jorge
Franco: setor detém 2,5% do PIB português

Todos destacaram o intercâmbio comercial entre os dois países e o aumento do volume de investimentos portugueses no Brasil nos últimos anos. “Entre 1998 e 2000, os valores alcançaram 2,5% do PIB de Portugal”, afirmou o embaixador Antonio Franco. O país foi o terceiro maior investidor no Brasil em 2000, com 7,54% de participação, de acordo com dados do Branco Central. Perdeu apenas para a Espanha (28,78%) e Estados Unidos (16,20%). Segundo o Icep, desde 1996 o Brasil representa o principal alvo dos investidores portugueses nos mais diversos segmentos. Entre 1996 e 1997, 25% dos investimentos brutos de Portugal no exterior seguiram para o Brasil. Em 1998, foram 45%; em 1999, 19%; e em 2000, 26%.


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