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Alimentadores – A alimentação representa o primeiro estágio de automação das indústrias de plástico. Instalados individualmente ou em centrais, transportam por sistema de vácuo o granulado plástico, desde o local de armazenamento até o funil da máquina de transformação. Em geral, mantêm o funil sempre abastecido e possuem alarme para sinalizar a falta de resina. Podem ainda ser equipados com válvula proporcional, acessório que possibilita o abastecimento simultâneo e mistura de dois ingredientes diferentes (resina natural e reciclada, dois tipos de material virgem, etc.). “Oferecem regulagem em porcentagem e precisão de mais ou menos 5%”, informa Ebel. A linha de alimentação marca Plast-Equip, fabricada pela Rax Service, inclui silos de armazenagem; seis modelos de alimentadores trifásicos, de 100 kg/h a 1.500 kg/h; válvula proporcional e alimentação centralizada.
Fabricados com duas versões de bomba, monofásica ou trifásica, os alimentadores atendem a diversas capacidades e permitem instalação de opcionais, como filtros adicionais para materiais regranulados ou com excesso de pó. Para especificar os equipamentos de automação, o transformador precisa definir a produção total máxima (em kg/h), a altura e distâncias de transporte dos componentes, as receitas com descrição de cada ingrediente (natural, reciclado, aditivos) e respectivas porcentagens e a precisão esperada.
A italiana Piovan, que já fabrica no Brasil a linha completa de alimentadores trifásicos de 80 kg/hora e até bombas especiais para 5 t/h, anuncia o início da produção do modelo monofásico para transporte de até 100 kg/h em novembro. “Trata-se de um equipamento compacto e de custo reduzido para transporte ao pé da máquina”, diz Nicolosi. Na medida, segundo ele, para o pequeno transformador. “Os ganhos relativos à produtividade; economia de material, com a redução do desperdício; e a qualidade do produto final são surpreendentes”, avalia. O retorno do investimento ocorre entre dois e seis meses, pelos cálculos da empresa.
A Wittmann do Brasil, com fábrica em Campinas-SP, escolheu os alimentadores individuais e sistemas centrais para iniciar a produção nacional no ano passado. Numa segunda etapa, nacionalizou os secadores a ar quente e desumidificadores com capacidade de 60 m³ por hora. A filial brasileira comercializa ainda equipamentos fabricados pela matriz, como robôs, rotâmetros, controladores de temperatura, moinhos e dosadores volumétricos e gravimétricos.
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Segundo o diretor geral Alejandro Wiederhold, a capacidade produtiva da filial brasileira é pequena em decorrência das condições do mercado. Projetos de ampliação estão previstos para 2003, quando pretende iniciar a nacionalização de moinhos, entre outros investimentos não divulgados. Wiederhold ressalta as dificuldades enfrentadas pelos importadores em 2002 devido à acentuada desvalorização do real. Embora tenha vendido 22% a mais até setembro em relação a igual período do ano passado, os resultados ficaram abaixo das expectativas. |
Cuca Jorge |
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| Wiederhold planeja ampliar a linha |
As exportações também cresceram menos do que o previsto. Diversas empresas nacionais e estrangeiras disputam o mercado local de alimentação (consultar Anuário Brasileiro do Plástico 2002, pág. 126).
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Dosadores – Os dosadores tornaram-se importantes e reconhecidos aliados do transformador na guerra pela redução de custos. Fabricantes nacionais e estrangeiros ressaltam a evolução da demanda nos últimos anos. A dosagem precisa evita o desperdício de insumos, em especial os masters, classificados entre os mais caros. “A economia de material garante o retorno do investimento em poucos meses”, afirma Ebel. Dentro desse contexto, a automação da produção, principal função do equipamento, torna-se apenas mais um aspecto do processo.
Com a evolução da demanda, a Rax Service ampliou a oferta de dosadores volumétricos, marca Plast-Equip, com outras capacidades e configurações do modelo RDV, lançado na Brasilplast’2001. |
Cuca Jorge |
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| Dosador volumétrico ganhou novas capacidades |
“O novo RDV-400 tem capacidade para até 400 kg/h e versão para três componentes.” O modelo RDV-180 também ganhou nova versão para até três materiais.
O aperfeiçoamento da linha incluiu o aumento da memória para até 20 receitas no comando estândar e sistema de alarme (opcional) para o nível de cada material em seus respectivos funis. Os dosadores possuem ainda acionamento pneumático, misturador mecânico de série e calibração com cálculos diretos. O dosador volumétrico para três componentes promete ser a atração principal no estande da empresa na Brasilplast´2003. “Permite controle total da tonalidade final da peça produzida, pois dosa com precisão também o material moído”, garante Ebel. O preço, inferior em relação aos dosadores gravimétricos e comparável às aplicações com válvula proporcional, é um dos principais diferenciais, segundo Ebel.
A principal diferença entre o dosador pneumático, patente da Rax, e os equipamentos convencionais (de rosca) diz respeito à simplicidade, segundo o fabricante. “O projeto levou em conta todos os inconvenientes dos antigos sistemas, resultando num equipamento robusto e compacto que pode ser utilizado diretamente no canhão da máquina ou como central de mistura.” O princípio do dosador RDV é a produção de lotes de mistura (1,5 a 3 kg) por meio de volumes padronizados de masterbatch em relação a uma quantidade fixa de material principal. “Na câmara de mistura os materiais são homogeneizados no misturador pneumático, evitando a separação entre os componentes após a dosagem.”
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